quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Projeto 12 livros em 12 meses

Como disse anteriormente, a princípio manterei somente uma lista para os dois projetos. Mas gostaria de ler alguns livros que coloquei de reserva na outra lista e/ou outros que não estão lá, mas que poderei mudar, de acordo com o meu estado de espírito. Gosto dessa flexibilidade. :-))

Paula do Canetas Coloridas resume o objetivo da brincadeira:

" Quem se interessar, é só montar uma listinha com os 12 livros que quer ler ano que vem, postá-la e a cada mês escrever em linhas gerais sobre a obra lida (sobre o que era o livro, o que mais gostou e menos gostou, citações, enfim, uma resenha livre). Aí é só irem me enviando os links e eu organizarei todos em uma área do blog para quem quiser acompanhar nossa experiência ao longo do ano".

Minha lista ficou assim:

Janeiro: A ciranda das Mulheres sábias, Clarissa Pinkola Estés
Fevereiro: A árvore dos desejos, William Faulkner.
Março: Persuasion, Jane Austen
Abril: Cartas a um jovem poeta, Rainer Maria Rilke
Maio: O Alienista, Machado de Assis
Junho: A hora e a vez de Augusto Matraga, João Guimarães Rosa
Julho: Caçador de Pipas, Khalled Hosseini
Agosto: Dois irmãos, Milton Hatoum
Setembro: A menina que roubava livros, Markus Suzak
Outubro: The Middleman and Other Stories, Bharati Mukherjee
Novembro: Trem-Bala, Martha Medeiros
Dezembro: Bridge to Terabithia, Katherine Paterson

Alguns destes livros serão releituras, livros que já li há muitos anos e gostaria de lê-los novamente. É o caso de O Alienista, Persuasion, e A hora e a vez de Augusto Matraga. Vamos ver se a lista mudará ou não. O desafio está traçado.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Desafio Literário 2010

Voilá,

Aqui está minha lista de livros para o Desafio Literário 2010. Há um site especialmente para o nosso desafio. Segundo a organizadora, o Desafio Literário consiste em cumprir a agenda abaixo, na qual já acrescentarei as minhas escolhas.


Agenda do Desafio 2010 By RG


Janeiro – Para facilitar a vida de todas, leituras rápidas para o primeiro mês do ano. O desafio é ler um Romance de Banca ao estilo da Nova Cultural, Harlequin, entre outros livros vendidos em bancas. Vale qualquer segmento, Clássico Históricos, Momentos Íntimos, Júlia, Sabrina, etc...

Minha escolha: A Senhora do Castelo, Lynda Trent

Livro Reserva: Lição de Amor, Barbara Cartland

Fevereiro – Um livro que nos remeta aos contos de fada. È baba! Nem tudo é inovação. Há muitas histórias baseadas nos contos de fadas. Patinho Feio, A bela e a fera, Cinderela...

Minha escolha: Five Children and it, E. Nesbit

Livro reserva: The Borrowers, Mary Norton

Março – Um clássico da Literatura universal.

Minha escolha: Persuasion, Jane Austen

Livro reserva: A Montanha Mágica, Thomas Mann


Abril – Um livro de escritor(a)Latino-Americano.

Minha escolha: A Casa dos Espíritos, Isabel Allende

Livro reserva: Memória das minhas putas tristes, Gabriel Garcia Marquez

Maio – Para aliviar, vai aí um Chick-lit. ( Eu, Sonia, não conhecia esta denominação, mas aqui está um blog interessante que nos mostra tudo sobre chick -lit!)

Minha escolha: O Diário de Bridget Jones, Helen Fielding

Livro reserva: English as a Second Language, Megan Crane

Junho – Um livro de uma escritora brasileira.

Minha escolha: Os fios da memória, Adriana Lisboa

Livro reserva: Perto do Coração Selvagem, Clarice Lispector

Julho – Um livro adaptado para o cinema.

Minha escolha: Moça com Brinco de Pérola, Tracy Chevalier

Livro reserva: Caçador de Pipas, Khaled Hosseini

Agosto – Um romance policial. Vale os autores mais clássicos ou autores do romance “romântico” policial.

Minha escolha: O Xangô De Baker Street, Jô Soares

Livro reserva: Os Pecados dos Pais, Lawrence Block

Setembro – Um romance histórico.

Minha escolha: Nine Days a Queen, Ann Rinaldi

Livro reserva: A menina que roubava livros, Markus Zusak

Outubro – Um livro que contenha uma lição de vida. Pode ser ficção ou não-ficção.

Minha escolha: Infiel, Ayann Hirsi Ali

Livro reserva: A cabana, William P. Young

Novembro – Um livro de escritor(a) de Portugal. Com a aproximação ortográfica porque não uma aproximação literária?

Minha escolha: A eternidade e o desejo, Inês Pedrosa

Livro reserva: Fazes-me falta, Inês Pedrosa

Dezembro – Um livro (ficção ou não ficção) que tenha a palavra "Coração" no título.

Minha escolha: Coração de Tinta, Cornelia Funke

Livro reserva: Filho do Coração, Regina Vaz

Imagem extraída daqui.

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sábado, 5 de dezembro de 2009

Desafio Literário 2010, 12 Livros em 12 Meses


Em 2010 participarei de dois desafios literários: o desafio promovido pelo blog Romance Gracinha e outro promovido pela Paula de Canetas Coloridas, '12 livros em 12 meses'. Sinceramente, nunca conto o número de livros que leio durante um ano. Mas muitas vezes eu preciso ler algo que não estava na minha lista de desejos, porém era leitura obrigatória por conta do trabalho, por exemplo... Portanto, sempre me sinto atrasada com as leituras prazerosas. E penso: e se morresse amanhã??? Meu Deus, não teria lido o livro tal, nem aquele outro... e mais outro... Peço a Deus que me permita ler todos os meus desejos literários !!
Como ao término de cada ano, sempre tendemos a pensar em resoluções, gostei da sugestão das idealizadoras dos projetos. Assim como estes dois, há certamente vários outros na blogosfera. Para os bibliófilos amadores, como eu, por que não participar? Espero ler muito mais que esses doze livros, mas gostei da idéia de pensar previamente em livros pertencentes a gêneros totalmente diferentes. Será um exercício interessante. Quem se habilita? É só entrar em contato com as idealizadoras dos projetos. Fiquem à vontade.
A princípio, gostaria de ler livros diferentes para ambos os projetos, mas como sei que a minha vida profissional muitas vezes me suga, tentarei mudar apenas algumas leituras para que não torne meu projeto pessoal impossível de ser concretizado. Estou aqui pensando nos livros, já fiz algumas escolhas e em breve postarei a minha lista de livros para vocês conhecerem.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Simplesmente eu. Clarice Lispector.
























Hoje eu e Niels fomos assistir à peça 'Simplesmente eu. Clarice Lispector', com a espetacular Beth Goulart. Por um momento, senti-me como se estivesse diante de Clarice Lispector em carne e osso (mesmo sem nunca tê-la visto antes!) - o tipo físico, o penteado, o leve sotaque e/ou a 'língua presa' da autora, as roupas, a atriz Beth Goulart soube com maestria desenvolver um monólogo onde os textos de Clarice dialogam entre si. Deixei o teatro em estado de frenesi, como sempre fico quando leio os textos de Clarice....
Como foi bom, por um momento, poder sonhar que era ela mesma naquele monólogo dando vida aos dramas de seus personagens e nos fazendo refletir muito sobre nós mesmos, nossas vidas, nossas crenças, nossas escolhas, nossas alegrias e tristezas.
Este monólogo tem feito o maior sucesso no Rio de Janeiro. Sempre com casa lotada. Já havia tentado assistir no CCBB, porém estava sempre lotado. Amanhã será a última apresentação de uma curta temporada no teatro Odylo Costa Filho da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Caso a peça vá para sua cidade, não deixem de assistir!

Segue um texto que encontrei aqui, onde a atriz Beth Goulart nos apresenta como foi o processo de criação desse espetáculo e o motivo pelo qual a atriz decidiu fazer Clarice Lispector no teatro:

ENCONTRO COM CLARICE LISPECTOR
"O que me levou a fazer Clarice Lispector no teatro foi o mistério do espelho, a identificação que sinto por ela. A vontade de trazer mais luz sobre esta mulher que revolucionou a literatura brasileira, redimensionou a linguagem falando do indizível com a delicadeza da música, usando a escrita como uma revelação, buscando o som do silêncio ou fotografar o perfume. “A arte é o vazio que a gente entendeu” diz Clarice.

Quero atingir o vazio de mim mesma para refletir a profundidade desta mulher que conhece o segredo das palavras e suas dimensões. O questionamento, é a busca constante do artista diante de sua escolha, como ela, eu gosto de intensidades.

Há dois anos mergulhei num processo de pesquisa para escrever este roteiro lendo tudo o que podia de sua obra e livros biográficos. Fiz dois workshops com Daisy Justus, psicanalista, especializada em Clarice Lispector, que analisa sua obra sob a ótica da psicanálise. Vi e ouvi tudo o que podia sobre ela, suas entrevistas, fotos, o depoimento no MIS, a entrevista póstuma na TV Cultura, enfim me tornei uma esponja de tudo o que se referia a ela.

Neste olhar apaixonado escolhi sua obra para recontá-la. Construí um corpo narrativo com trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências que preparam os personagens que irão se apresentar ao público como desdobramentos dela mesma. Os temas abordados são reflexões sobre criação, vida e morte, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, arte, loucura, amor, inspiração, aceitação e entendimento.

Clarice é muito pessoal em seus escritos e todos os seus personagens tem algo de si mesma. Acho que Joana de “Perto do coração selvagem” talvez seja a mais parecida com sua essência criativa e indomável. Ana do conto “Amor” é a dona de casa e mãe dedicada que Clarice certamente foi. Lori de “Uma Aprendizagem ou O livro dos prazeres” vive em cena as descobertas do amor e A Mulher do conto “Perdoando Deus” é uma bem humorada auto-critica."
Beth Goulart



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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Começou!!!!

A Bienal do Livro começou hoje no Rio de Janeiro. Este é um evento muito aguardado por quem gosta de ler e participar das atividades programadas. Há sempre algo interessante para se fazer por lá, palestras de autores conhecidos e não tão conhecidos. Mas sabe o que mais gosto de fazer? É visitar cada stand e descobrir autores que não conheço, promoções imperdíveis. Infelizmente não dá para eu ir mais de um dia por falta de tempo, mas agendarei o meu dia de encontro com os livros. E será um dia inteiro caminhando pelos corredores e os imensos pavilhões.
Este ano a feira homenageia os EUA. Quem tiver interesse em visitá-la, visite o site da bienal e veja quem são os autores convidados! A Bienal do Livro acontecerá do dia 10 (hoje) ao dia 20 de Setembro.
Imagem extraída do Globo.com

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Hoje é Dia de Cecília

Daí pensei: não quero escrever no blog pois não quero falar somente de desgraças. Porém, ao visitar os blogs que sempre visito, deparo-me com algo que me trouxe uma felicidade instantânea, mesmo que passageira. A Leonor, do blog Na Dança das palavras irá homenagear Cecília Meireles com uma blogagem pelo aniverśario de nascimento desta escritora maravilhosa no dia 7 de novembro.

Se alguém tiver interesse em participar, entre em contato com a Leonor. E mesmo se não quiser, faça uma visitinha ao blog dela, que está sempre recheado de belas poesias e pensamentos que nos encantam e muitas vezes acalmam um coração dilacerado depois de ler tanta desgraça nos jornais brasileiros.

Precisamos de mais poesia no mundo de hoje. Por isso, Viva Cecília!

O texto a seguir, eu retirei do blog da Leonor com as instruções para participar na blogagem coletiva:

O dia 7 de novembro marca mais um aniversário do nascimento da escritora Cecília Meireles. Esse blog deseja comemorar esta data distribuindo a poesia de Cecília pela blogosfera com a blogagem coletiva: HOJE É DIA DE CECÍLIA!
Como participar ?

1.Cole o selinho da blogagem em seu blog para divulgar a sua participação.

2. Deixe aqui o nome do seu blog para que ele faça parte da lista dos blogs participantes.

3. No dia 7 de novembro escolha um poema da Cecília para uma postagem especial.

Faça parte desse grupo que respeita e aplaude Cecília divulgando com prazer a sua obra.







Photobucket


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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Machado de Assis no Rio do século XXI

Hoje, dia 29 de setembro de 2008 marca o Centenário de morte de Machado de Assis. Que seus livros sejam também lidos e apreciados pelos mais jovens.

VIVA MACHADO DE ASSIS!

A idéia do vídeo é muito interessante. Como será que o Machado ia se sentir se voltasse ao Rio de Janeiro de hoje e caminhasse pela Rua do Ouvidor e arredores e visse o desrespeito dos nossos políticos com a cidade e com o povo, o que sentiria se vivenciasse toda a violência da qual hoje somos reféns. Ah, Machado, aquele teu Rio de Janeiro bonito por natureza tem sofrido muito. Se você soubesse....


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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Quincas Borba

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Olhos de ressaca. Olhos de ressaca?

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Guimarães Rosa


Hoje é o aniversário de nascimento de Guimarães Rosa. Se estivesse vivo, estaria completando 100 anos.

Algumas frases do Rosa:

"Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando."



"Viver é etecetera".


"Felicidade se acha é em horinhas de descuido"


"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem".


"Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?"

"O mundo é mágico.
As pessoas não morrem, ficam encantadas".


"Vivo no infinito; o momento não conta. Vou lhe revelar um segredo: creio já ter vivido uma vez. Nesta vida também fui brasileiro e me chamava
João Guimarães Rosa"

Querem ler um pouco mais sobre o Guimarães Rosa? Então clique aqui.

fonte da imagem: google
Frases:http://www.pensador.info/p/frases_de_guimaraes_rosa_sobre_o_ser_humano/1/
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/guimaraesrosa/index.htm




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sexta-feira, 16 de maio de 2008

BLOGAGEM COLETIVA: COISAS DO BRASIL

Esta postagem faz parte da blogagem coletiva idealizada pela Andrea, dona do blog Leio o Mundo assim... Ela nos pediu que cada um mostrasse um pouco do Brasil onde vivemos, algo que seja representativo de nossa cidade. O meu pedaço de Brasil é o Rio de Janeiro, cidade onde nasci, cresci e morei grande parte da minha vida. Confesso que demorei a decidir sobre o que falar sobre o Rio de Janeiro. Afinal, apesar de todos os problemas que a mídia propaga e nós habitantes conhecemos, o amor que sinto por esta cidade é grande demais e há tantos recantos e detalhes a destacar ... O Rio de Janeiro, além de ser uma cidade que respira história por todos os lados, também é "bonita por natureza"... Decidi então escrever um pouco sobre algumas ruas do Centro do Rio por onde sempre gosto de passar, fazer compras, entrar nos vários sebos que existem por lá ou simplesmente apreciar seus arredores. Um bom dia para caminhar por lá com mais calma é sábado de manhã. Durante a semana, nem sempre posso me dar a este luxo, pois a correria do dia-a-dia não me deixa, mas este é um programa que gosto de fazer sempre que posso! No meio da parafernália de um trânsito quase sempre caótico, o centro do RJ ainda guarda ruelas históricas que para nossa felicidade teimam em guardar vestígios de um tempo que já não existe mais. Um escritor que soube usar muito bem a cidade do Rio de Janeiro como pano de fundo para seus romances e contos foi/é o sempre atual Machado de Assis, também nascido e criado no Rio de Janeiro.
Por isso, nesta postagem, acrescentarei algumas curiosidades sobre as minhas ruas escolhidas e em seguida, vou 'pincelar' uma passagem de alguma obra literária do Machado onde ele menciona a rua em destaque. Desta forma, eu espero que enquanto você não vem aqui passear por essas ruas maravilhosas, você poderá imaginá-las através do Rio de Janeiro de Machado de Assis. Inclusive, parece-me que todos ou a grande maioria de seus romances, contos e crônicas já podem ser baixados da internet aqui.

Nosso passeio começa na Rua do Ouvidor: com a vinda da família real em 1808, a Rua do Ouvidor ficou conhecida como a 'rua da moda' e se transformou num grande centro do comércio com lojas sofisticadas que atraíam a alta sociedade da época: eram casas de música, confeitarias, cafés, cabeleireiros, jóias, livros entre outras.
A rua do Ouvidor ainda preserva muito de seu charme do passado, porém hoje construções antigas e principamente os belos sobrados do século xix se misturam aos prédios mais modernos de escritórios e bancos. Depois da abertura da Avenida Rio Branco, muito do glamour da época foi perdido, mas como disse, para mim ela ainda guarda um charme especial.
Machado assim incluiu a Rua do Ouvidor em seus "Contos Avulsos":


"A rua do Ouvidor resume o Rio de Janeiro. A certas horas do dia, pode a fúria celeste destruir a.cidade; se conservar a rua do Ouvidor, conserva Noé, a família e o mais. Uma cidade é um corpo de pedra com um rosto. O rosto da cidade fluminense é esta rua, rosto eloqüente que exprime todos os sentimentos e todas as idéias..."
(....) "A rua do Ouvidor é lindíssima à noite. Estão os rapazes às portas das lojas, vendo passar as moças, e como tudo está iluminado, não imaginas o efeito que faz".

(in Jornal das Famílias, Rio de Janeiro, 1873, p. 105-116).

Fonte: Contos Avulsos - Machado de Assis - org. de R. Magalhães Júnior - Editora Civilização Brasileira / Cia Brasileira de Livros - 1956 ( extraído de: http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/MachadodeAssis/tempodecrise.htm)
foto acima: google imagens, Rua do Ouvidor, 1808
foto Machado de Assis: Google imagens

A propósito, a Academia Brasileira de Letras (ABL) que foi fundada por Machado criou um site muito interessante sobre ele. Um outro site muito interessante sobre o autor é este aqui.

Bem, continuando nossa viagem pelas ruas históricas do Rio...

Na Rua Gonçalves Dias, existe a tradicional Confeitaria Colombo que vale muito a pena ser visitada! Tombada pelo Patrimônio Histórico e Cultural, esta confeitaria é uma verdadeira viagem no tempo! Fundada em 1894 por imigrantes portugueses, o lugar "é um exemplo típico da arquitetura art nouveau e da belle époque carioca. Tradicional ponto de encontro de artistas, intelectuais e políticos, seus luxuosos salões trazem de volta a mesma atmosfera de quando eram freqüentados pelo próprio Machado de Assis, Olavo Bilac, Rui Barbosa, Chiquinha Gonzaga, Villa Lobos, Virgínia Lane, Getúlio Vargas, entre outros" (extraído do site da Colombo)
Fonte foto: google imagens

Se vocês quiserem ler uma ciranda de poemas criados por diversos poetas sobre a Confeitaria Colombo quando esta completou 100 anos, clique aqui!

Agora, acompanhem Machado em seu trajeto pelo Largo da Carioca, a rua da Carioca e a Gonçalves Dias, um trecho extraído do romance "Esaú e Jacó":

“Chegaram ao largo da Carioca, apearam-se e despediram-se; ela entrou pela rua Gonçalves Dias, ele enfiou pela Carioca. No meio desta, Aires encontrou um magote de gente parada, logo depois andando em direção ao largo. Aires quis arrepiar caminho, não de medo, mas de horror. Tinha horror à multidão. Viu que a gente era pouca, cinqüenta ou sessenta pessoas, e ouviu que bradava contra a prisão de um homem. Entrou num corredor, à espera que o magote passasse. Dua s praças de polícia traziam o preso pelo braço. De quando em quando, este resistia, e então era preciso arrastá-lo ou forçá-lo por outro método. Tratava-se, ao que parece, do furto de uma carteira.

-Não furtei nada! - bradava o preso detendo o passo. É falso! Larguem-me! sou um cidadão livre!. Protesto! Protesto!
-Siga para a estação!
- Não sigo!
-Não siga! bradava a gente anônima. Não siga! não siga!"

( In: Esaú e Jacó, Um Gatuno)...

Sobre o Largo da Carioca e a rua do mesmo nome:

"A história do Largo da Carioca está intimamente ligada ao Convento de Santo Antonio. O Convento teve sua origem em uma pequena ermida, que ficava às margens da lagoa que foi ocupada, em 1592, pelos freis franciscanos: Frei Antônio dos Mártires e Frei Antônio das Chagas. No entanto, sua construção só foi iniciada em junho de 1608 sob a presidência de Frei Vicente do Salvador e em 1615 foi inaugurada uma parte do Convento e a Igreja de Santo Antonio, onde foi rezada a primeira missa no dia 8 de fevereiro. Para drenar a lagoa, os religiosos franciscanos, abriram uma vala, transformando o banhado na Lagoa de Santo Antonio, o trajeto da vala deu origem a uma nova via chamada Rua da Vala, atual Rua Uruguaiana". (...) Grandes modificações foram feitas durante a década de 70, quando quase todos os antigos prédios que rodeavam o largo foram demolidos. O subsolo do largo é agora ocupado por uma das maiores estações do metrô da cidade. Todo o trânsito de carros foi suprimido e o largo hoje é reservado para pedestres. O Mosteiro e a Igreja de Santo Antônio têm sido bem conservados ao longo dos séculos, permanecendo no que restou do antigo Morro de Santo Antônio, hoje quase totalmente demolido.
(fonte: http://www.centrodacidade.com.br/acontece/vs_largocarioca.htm)
(fonte foto: google imagens)

Hoje, o Largo da Carioca parece um oásis no meio dos altos edifícios que o cercam.

Gosto muito de visitar o Convento de Santo Antônio. No dia 13 de junho é comemorado o dia de Santo Antônio e há sempre uma grande festa por lá. Em junho deste ano, o Convento vai celebrar 400 anos!!

"Tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan), o conjunto do século XVIII inclui o convento e as igrejas de Santo Antônio e de São Francisco da Penitência - esta última, considerada jóia rara do barroco, tem paredes de cedro recobertas por 400 quilos de entalhes de ouro. Nela estão guardados expressivos exemplares da arte colonial brasileira, como os trabalhos assinados pelos escultores Manuel de Brito e Francisco Xavier de Brito e pelo pintor Caetano da Costa Coelho"
(fonte:http://www.feriasbrasil.com.br/rj/riodejaneiro/atrativosculturais.cfm)

(fonte
foto:http://embaixada-portugal-brasil.blogspot.com/2008/04/convento-de-santo-antnio-no-rio-de.html)

Por último, quero mostrar a vocês um pouquinho da Rua da Alfândega. Esta rua faz parte da SAARA. Não, não é um deserto em pleno centro da cidade, pelo contrário!

"
A Sociedade dos Amigos e das Adjacências da Rua da Alfândega, SAARA, é uma área de comércio popular a céu aberto, localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro. Composta por 1200 estabelecimentos comerciais, distribuídos em suas 11 ruas, abrange inúmeros ramos de atividade: confecções, cama, mesa e banho, brinquedos, ferragens, jóias, bijuterias etc... Por se tratar de um centro comercial popular e por contar com um público médio de 70 mil pessoas por dia, motivo de orgulho dos comerciantes, a SAARA comercializa produtos de qualidade com prédios extremamente convidativos, trabalhando com vendas por atacado e varejo. A região onde é localizada a SAARA, mais precisamente a rua da Alfândega e adjacências, foi a área de escoamento dos navios chegados ao porto e onde se realizava a alfândega, vistoria e conferência das mercadorias. Daí o nome rua da Alfândega, recebido em 1716 após várias outras denominações. Como era bem próximo ao porto, este local também serviu como abrigo aos inúmeros imigrantes sírios, libaneses, judeus, gregos, turcos, espanhóis, portugueses e argentinos, que chegaram ao Brasil no final do século XIX e início do século XX. Alguns deles, fugidos da primeira guerra mundial, descobriram no Brasil um país de paz, com perspectivas melhores para o futuro. Começaram a trabalhar para sustentar suas famílias estabelecendo em lojas que funcionavam no andar térreo de sobrados, onde a parte superior era utilizada como residência. O comércio nesta região funcionava muito antes da fundação da Sociedade, que teve como principal objetivo, aumentar a voz ativa dos comerciantes locais junto ao poder público. Este fato ocorreu no então governo de Carlos Lacerda, que no intuito de remodelar o centro, construiria uma "Via Diagonal" que ligaria a Central do Brasil à Lapa, desabrigando todos os moradores daquela região. A necessidade de protestar contra a reforma, fez com que os comerciantes se unissem na formação de uma sociedade, que reunindo mais força, pudesse ser melhor ouvida pelas autoridades e por sugestão do próprio governador, foi fundada a SAARA. Os entendimentos da Sociedade com o governo e o sentido da preservação da arquitetura local, acabaram convencendo as autoridades e o projeto da "Via Diagonal", parte do Plano Agache, foi abandonado. Encontramos ainda hoje na Saara, a mistura étnica dos primeiros anos de formação desta comunidade, acrescida, mais recentemente, de imigrantes chineses, coreanos e japoneses, que convivem harmoniosamente, respeitando religiõe e crenças, sendo carinhosamente nominada como a pequena ONU brasileira. Estas são algumas de várias histórias e curiosidades sobre a SAARA, que concedem à ela um ar pitoresco e a transformam em, mais que um centro de comércio, numa sociedade que contribui para a história do nosso país. (fonte: http://www.saara-rj.com.br/historia.htm)


( fonte foto antiga: Rua da Alfândega, Malta, 1928, Google imagens)

(fonte foto colorida:http://sampavelox.blogspot.com/2007_11_01_archive.html)

O trecho seguinte foi extraído da crônica machadiana "A Semana", de 1892:

(...) "Ontem querendo ir pela Rua da Candelária, entre as da Alfândega e Sabão (velho estilo), não me foi possível passar, tal era a multidão de gente. Cuidei que havia briga, e eu gosto de ver brigas; mas não era. A massa de gente tomava a rua, de uma banda a outra, mas não se mexia; não tinha a ondulação natural dos cachações. Procissão não era; não havia tochas acessas nem sobrepelizes. Sujeito que mostrasse artes de macaco ou vendesse drogas, ao ar livre, com discursos, também não.

Estava neste ponto, quando vi subir a Rua da Alfândega um digno ancião, a quem expus as minhas dúvidas.

— Não é nada disso, respondeu-me cortesmente. Não há aqui procissão nem macaco. Briga, no sentido de murros trocados, também não há, — pelo menos, que me conste. Quanto à suposição de estar aí alguma pessoa apregoando medalhinhas e vidrinhos, como os bufarinheiros da Rua do Ouvidor, esquina da do Carmo ou da Primeiro de Março, menos ainda.

— Já sei, é uma seita religiosa que se reúne aqui para meditar sobre as vaidades do mundo, — um troço de budistas...

— Não, não.

— Adivinhei: é um meeting.

Onde está o orador?

— Esperam o orador.

Que orador? Que meeting? Ouça calado. O senhor parece ter o mau costume de vir apanhar as palavras dentro da boca dos outros. Sossegue e escute.

— Sou todo ouvidos. (...)



A segunda foto acima ilustra bem o comércio popular da Rua da Alfândega e adjacências nos dias de hoje. Em épocas de festas ( Natal, Carnaval, etc.), este local vira um verdadeiro formigueiro humano. Imagino como Machado não ia ficar surpreso ao ver como a Alfândega mudou, sempre abarrotada de gente e muitas lojas.
O roteirista David França Mendes em seu blog , destaca claramente o jeito de ser da Saara:

"É o Brasil de Machado de Assis que se esconde por detrás das bancadas de jeans e de brinquedos eletrônicos. A rua e suas imediações há muitos anos são o reduto onde a classe média carioca, em números que próximo ao Natal podem chegar a um milhão de pessoas por dia, compra fantasias de carnaval, decoração de festa de aniversário, tecidos, jóias falsas e verdadeiras, brinquedos baratos, enfim, um grande mercado tremendamente popular".

Espero que vocês tenham gostado de conhecer um pouquinho do Centro do Rio. Eu também vou adorar conhecer um pouquinho de seus recantos que com certeza estarão nesta lista aqui. Boa blogagem para todos nós! Parabéns, Andréa, por esta iniciativa!

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sábado, 3 de maio de 2008

Trilha Sonora de filmes



Hoje eu gostaria de compartilhar com vocês uma bela música de um filme, tema de "Howl's Moving Castle", "O Castelo Animado" do grande cineasta japonês Myazaki, o mesmo autor de "A Viagem de Chihiro".
Este filme é baseado no livro de mesmo nome da escritora britânica Diana Wynne Jones. Aliás, quem gosta do gênero da fantasia, vale a pena ler os livros desta autora. Diana tem inclusive alguns de seus livros traduzidos para o português, uns pela Geração Editorial e outros pela Editora Record. Para quem sabe ler em inglês, esta autora tem mais de 45 livros publicados. Seu público alvo são crianças de 8 a 88 anos (:-)!
Mas voltando ao assunto 'trilha sonora', vocês já imaginaram a grande maioria dos filmes sem a trilha sonora? Nem quero imaginar... A música para mim, também me conta uma história e é o pano de fundo de cenas inesquecíveis. Quantas vezes nos lembramos de um filme através de uma música ou vice-versa? Taí um casamento perfeito - a música e o cinema.
A compositora do tema de "O Castelo Animado" chama-se Youmi Kimura e sinceramente, é um dos temas mais lindos e comoventes que já ouvi.
Espero que vocês o apreciem também!

Tenham todos um ótimo fim-de-semana!

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