sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Não agüento mais frases como essas........

Querem saber de meu sonho de consumo atual? Parar de ler jornal e assistir aos noticiários na tv.... Preciso do meu momento zen e frases como essas que leio no jornal me deixam angustiada e meio sem esperança, sabe.... Às vezes, sinto como se o mundo estivesse na contramão.... é a hipocrisia em seu mais alto nível de estupidez....


O que acham das últimas???

"Lula diz que seu governo age como uma mãe que dá mais atenção aos filhos mais carentes".


ou....

"Chávez defende terceiro mandato de Lula e o compara a Jesus Cristo.."


Imagem extraída daqui.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Simplesmente eu. Clarice Lispector.
























Hoje eu e Niels fomos assistir à peça 'Simplesmente eu. Clarice Lispector', com a espetacular Beth Goulart. Por um momento, senti-me como se estivesse diante de Clarice Lispector em carne e osso (mesmo sem nunca tê-la visto antes!) - o tipo físico, o penteado, o leve sotaque e/ou a 'língua presa' da autora, as roupas, a atriz Beth Goulart soube com maestria desenvolver um monólogo onde os textos de Clarice dialogam entre si. Deixei o teatro em estado de frenesi, como sempre fico quando leio os textos de Clarice....
Como foi bom, por um momento, poder sonhar que era ela mesma naquele monólogo dando vida aos dramas de seus personagens e nos fazendo refletir muito sobre nós mesmos, nossas vidas, nossas crenças, nossas escolhas, nossas alegrias e tristezas.
Este monólogo tem feito o maior sucesso no Rio de Janeiro. Sempre com casa lotada. Já havia tentado assistir no CCBB, porém estava sempre lotado. Amanhã será a última apresentação de uma curta temporada no teatro Odylo Costa Filho da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Caso a peça vá para sua cidade, não deixem de assistir!

Segue um texto que encontrei aqui, onde a atriz Beth Goulart nos apresenta como foi o processo de criação desse espetáculo e o motivo pelo qual a atriz decidiu fazer Clarice Lispector no teatro:

ENCONTRO COM CLARICE LISPECTOR
"O que me levou a fazer Clarice Lispector no teatro foi o mistério do espelho, a identificação que sinto por ela. A vontade de trazer mais luz sobre esta mulher que revolucionou a literatura brasileira, redimensionou a linguagem falando do indizível com a delicadeza da música, usando a escrita como uma revelação, buscando o som do silêncio ou fotografar o perfume. “A arte é o vazio que a gente entendeu” diz Clarice.

Quero atingir o vazio de mim mesma para refletir a profundidade desta mulher que conhece o segredo das palavras e suas dimensões. O questionamento, é a busca constante do artista diante de sua escolha, como ela, eu gosto de intensidades.

Há dois anos mergulhei num processo de pesquisa para escrever este roteiro lendo tudo o que podia de sua obra e livros biográficos. Fiz dois workshops com Daisy Justus, psicanalista, especializada em Clarice Lispector, que analisa sua obra sob a ótica da psicanálise. Vi e ouvi tudo o que podia sobre ela, suas entrevistas, fotos, o depoimento no MIS, a entrevista póstuma na TV Cultura, enfim me tornei uma esponja de tudo o que se referia a ela.

Neste olhar apaixonado escolhi sua obra para recontá-la. Construí um corpo narrativo com trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências que preparam os personagens que irão se apresentar ao público como desdobramentos dela mesma. Os temas abordados são reflexões sobre criação, vida e morte, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, arte, loucura, amor, inspiração, aceitação e entendimento.

Clarice é muito pessoal em seus escritos e todos os seus personagens tem algo de si mesma. Acho que Joana de “Perto do coração selvagem” talvez seja a mais parecida com sua essência criativa e indomável. Ana do conto “Amor” é a dona de casa e mãe dedicada que Clarice certamente foi. Lori de “Uma Aprendizagem ou O livro dos prazeres” vive em cena as descobertas do amor e A Mulher do conto “Perdoando Deus” é uma bem humorada auto-critica."
Beth Goulart



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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Trijntje Oosterhuis chegou ao Brasil através de 'Viver a Vida'

Já postei outras vezes, minha paixão pela voz dessa cantora holandesa, Trijntje Oosterhuis, aqui nessa reportagem chamada de Traincha (????) - Talvez por causa da difícil pronúncia :-). Tomara que ela seja reconhecida aqui no Brasil como é na Holanda. A discografia de Trijntje é bem versátil: ela revisita clássicos, canta em inglês, holandês, já ouvi também alguma música em italiano - ao mesmo tempo, ela parece estar antenada com a música pop atual. Acho que é por isso que gosto tanto de suas interpretações, pois ela não despreza os sucessos antigos e ao mesmo tempo canta o que há de bom na música pop dos dias de hoje. Ela já gravou um cd com músicas do Stevie Wonder, já gravou com Lionel Richie e tanta gente boa... Um dia desses, pesquisando sobre ela no You Tube, encontrei um encontro dela com Ivan Lins! Conheçam Trijntje e, tenho certeza, alguns de vocês vão se encantar também por ela. Seu site é http://www.trijntje.nl/ Também pode ser acessado em inglês. Nesta primeira página, ela aparece com um outro grande astro da música holandesa: Marco Borsato. Outro dia, eu falo sobre ele.

A reportagem:

RIO - Executada todas as noites na trilha sonora da atual novela das oito na Globo, "Viver a vida", tanto o timbre vocal da cantora quanto o arranjo instrumental de "What the world needs now" remetem à diva maior de Burt Bacharach, Dionne Warwick. Mas a intérprete, de técnica impecável, dessa recente versão do clássico de Burt Bacharah & Hal David é uma holandesa de 36 anos, Traincha, cujo disco "Who'll speak for love" (Blue Note/EMI) acaba de ser lançado no Brasil.
Editado nos Estados Unidos e na Europa há dois anos, este é o segundo songbook que a holandesa dedica à obra de Bacharach e, como no anterior, "The look of love" (em 2006), contando com o aval do compositor. Além de participar tocando piano em três faixas, ele escreveu uma nova introdução para "Raindrops keep falling on my head" e entregou à cantora a inédita música que deu título ao disco (parceria com o letrista Tim Rice), gravada com a participação especial do gaitista belga Toots Thielemans.

Acompanhada pela Metropole Orchestra, com regência de Vince Mendoza (arranjador em três faixas) e arranjos do também produtor Patrick Williams, Traincha (nascida em Amsterdã, onde foi batizada como Judith Katrijntje Oosterhuis) é extremamente fiel às versões originais do repertório, a maioria delas lançada nos anos 1960. Mesmo nas composições mais recentes, caso das duas parcerias com o roqueiro inglês Elvis Costello, "God give me strength" e "Painted from memory", a sonoridade remete ao período no qual as canções de Burt Bacharach disputavam os primeiros lugares das paradas pop com os Beatles e companhia. Hoje, sucessos como "One less bell to answer", "This girl's in love", "I just don't know what to do with myself" e "On my own" têm o sabor de clássicos, e o tratamento dado a eles pela eficiente Traincha e por seu time de colaboradores reforça essa ideia, e garante uma boa viagem aos anos 1960.

Notícia extraída daqui:

Imagem: Google


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O Bondinho do Pão-de-Açúcar faz aniversário hoje!



O Bondinho Pão de Açúcar completa 97 anos em 27 de outubro. Para comemorar, a Companhia Caminho Aéreo, que administra esta atração turística, distribuirá 2 mil fatias de bolo, com direito a um "parabéns à você" e à apresentação da Banda Batalhão de Guardas do Exército.

Pela noite, está programada a abertura do projeto Quatro Estações, que leva ao Morro da Urca uma grande atração da música clássica a cada mudança de estação. Para a ocasião, a convidada é a Orquestra de Câmara de Budapeste (Hungria), que interpretará a obra de autores como Vivaldi, Villa Lobos, Mozart, Bach e Beethoven.

O Bondinho foi inaugurado em 1912, constituindo-se desde então como um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro. Por ele, já passaram personalidades como o cientista Albert Einstein, o ex-presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, o cantor Sting e a atriz Brooke Shields. O local também foi cenário para o filme 007 Contra o Foguete da Morte.
Texto e imagem extraídos daqui.

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Voor mijn schatje



Esse encontro
Nós dois, esse amor.

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sábado, 24 de outubro de 2009

Deixa o índio viver em paz....... Deixa o índio viver...........Deixa...............

Hoje eu questiono esse tipo de contato. Será que os índios gostariam de ter algum tipo de relacionamento com o "homem branco"???

SÃO PAULO - Uma expedição vai se embrenhar por dois meses nas matas da floresta amazônica, a partir de novembro, para tentar contato com tribos de índios que vivem isoladas na Amazônia. Doze pessoas, entre indigenistas, mateiros e índios participam da aventura. Há informações de que pelo menos 19 grupos vivem na região. A Fundação Nacional do Índio (Funai) vai tentar tentar confirmar a presença dos índios, mapear e traçar estratégias de proteção a esses índios isolados no Vale do Javari, no sudoeste do Amazonas.

O trabalho compreende sobrevoos e expedições terrestres e fluviais ao longo de aproximadamente 500 mil hectares. É nas expedições terrestres que se tenta o contato com os índios.

Segundo Elias Bigio, da Coordenação-Geral de Índios Isolados da Funai, pelo menos 19 grupos vivem isolados na região. No Brasil, a Funai tem referência de 69 pontos onde vivem indígenas que nunca tiveram contato com a civilização. Calcula-se que eles cheguem a 4 mil indivíduos.

" Nessa região, os índios vivem sob pressão por conta da pesca predatória feita por brancos para exportação de peixes ornamentais "

- Uma expedição dessas, além de confirmar a presença desses grupos, nos permite traçar estratégias de proteção. Nessa região, os índios vivem sob pressão por conta da pesca predatória feita por brancos para exportação de peixes ornamentais. Numa expedição recente no Vale do Javari, apreendemos 2 mil quilos de pirarucu, cuja pesca é proibida - salienta Bigio.

No Vale do Javari vivem, entre outras etnias, kulinas, korubos, mayorunas, matis, kanamaris e marubos. Durante a expedição, também será pesquisado o modo de vida dos grupos.

- Iremos mapear os território onde esses grupos estão instalados, a forma como ocupam esses locais, onde caçam e pescam e quais tipos de malocas habitam - acrescenta Bigio.

De acordo com a Funai, há concentração de índios isolados no Acre, na fronteira do Brasil com o Peru; em Rondônia, na fronteira do Brasil com a Bolívia; e nas regiões de Piripicura e do Rio Pardo, em Mato Grosso. Dentre os grupos isolados encontrados nesses locais estão representantes das etnias massako, urueuauau, kawahiva, hi-merimã e awá-guajá.

Em agosto, durante uma outra expedição, indigenistas fizerem um sobrevoo em área do estado do Acre onde vivem índios que nunca tiveram contato com a civilização. O objetivo deles foi jogar aos indígenas isolados objetos como machados, panelas e facões. Os indigenistas tiveram informações de que a tribo estava roubando esses objetos de seringueiros e outros índios, o que poderia causar um conflito na região.

Esses indígenas sabem da existência do homem branco mas não buscam contato. A Fundação Nacional do Índio (Funai) estimula que eles não busquem o contato. Ainda não se sabe a língua falada por eles, nem como se autodenominam. Os índios vivem em três reservas contíguas próximas à fronteira com o Peru que têm, juntas, 6.230 km².

Com essa área protegida, o grupo fotografado não sofre pressão, por enquanto, de populações do entorno. Por isso, a população deles dobrou nos últimos 20 anos, segundo a Funai. Nessa região vivem atualmente pelo menos 500 índios isolados. Outro grupo que vivia no Peru, pressionado por madeireiros, se mudou para o local. Ainda não está claro se isso pode causar algum tipo de conflito entre os indígenas.

Notícia extraída daqui.

O mestre sábio Tom Jobim sabia de tudo isso muito bem. Como exprimiu em Borzeguim.

Bom fim-de semana para todos!



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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

We shall Overcome!

Esta música gospel americana possui uma letra simples, porém a mensagem contida nela exprime tudo o que mais desejo para a minha cidade e para nós habitantes do Rio de Janeiro. 'Overcome' significa superar algo, alguma coisa.
Esta canção era considerada uma espécie de hino na luta pela igualdade entre os cidadãos afro-americanos e os brancos, na década de 1950, quando Martin Luther King Jr em seus discursos e ações lutava pela igualdade entre o povo americano - tudo através da não-violência. Naquele momento, os afro-americanos não tinham direito a nada. Era a época da segregação racial, não podiam votar, possuiam lugares pre-determinados nos ônibus para que não se 'misturassem' com os brancos, uma fase horrível - algo inimaginável nos dias de hoje, quando 'viajamos' para o ano de 2009 e presenciamos a vitória de um afro-americano nas eleições presidenciais americanas - imagine como Martin Luther King não teria adorado presenciar tal conquista!
Pensei nessa canção como uma espécie de analogia com a situação que vivemos hoje no Rio de Janeiro - sei que o cerne da questão não é de ordem racial, mas o fato é que hoje, no Rio de Janeiro, vivemos segregados também, pois estamos cada vez mais perdendo nosso direito primordial: o direito de ser livre. A violência tem nos tirado a liberdade - não podemos sair mais em paz já faz algum tempo. E parece que está cada vez pior.... :-((
A violência determina que tenhamos horário para voltar para casa: minha mãe me pede: "Sonia, não passe pela serra, é muito perigoso", " me liga assim que chegar em casa...".

Eu quero o meu Rio de Janeiro de volta!!!!

Agora, podem me chamar de louca, de doida varrida, lélé da cuca, sonhadora... porque, mesmo diante de tanta desgraça, eu guardo sim um fio cristalino de esperança dentro de mim - talvez este seja o meu antídoto para continuar vivendo aqui no Rio de Janeiro - a esperança em um Rio de Janeiro onde possamos sair e voltar para nossos lares sãos e seguros. Gente, isso é pedir muito???
Mas atualmente estou muito amedrontada com todos esses conflitos. Os bandidos cada vez mais poderosos e eu acho que nós cariocas nos sentimos mais desamparados ainda com a queda daquele helicóptero.

O nome deste quadro do post é Peace on Earth, de Renie Britenbucher, retirada daqui.
Não é lindo? O site da artista tem cada um mais lindo do que o outro.
Se puderem, escutem a canção cantada pela Diana Ross, acompanhada por uma bela orquestra, numa apresentação em Budapest, 1996. Sao um pouco mais de 5 minutos e é muito bonita a apresentação.

We shall overcome
Diana Ross

Deep in my heart
I do believe
Someday We'll all be free
Someday we'll all be free
I may not know
How long it will be
Someday we'll all be free
Someday we'll all be free
Someday we'll all be free
Hold on my brother
Give me your hand
Someday we'll all be free
Someday we'll all be free
Learning to love
We'll find our way
Someday we'll all be free
Someday we'll all be free
Someday we'll all be free
We shall overcome
We shall overcome
Someday.....................
Deep in my heart
I do believe
We shall overcome
Someday ....................
We shall overcome
We shall overcome
We shall overcome
Someday....................
Deep in my heart
I do believe
We shall overcome
We shall overcome
We shall overcome
Someday..............
Deep in my heart
I do believe
Someday we'll all be free
Someday we'll all be free
We shall overcome
Someday



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sábado, 17 de outubro de 2009

A Guerra Urbana não dá trégua no Rio de Janeiro
















Veja a cidade de contrates em que vivo! Hoje o RJ amanheceu em guerra. Uma verdadeira guerra civil - guerra entre morros - e nós??? Só rezando muito, pedindo a Deus forças para entendermos o porquê...
Estou muito abalada hoje. Eu vi os helicópteros voando e depois eu soube da queda de um....
Fonte das imagens: http://www.oglobo.com.br/

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Parabéns, Fernanda Montenegro!

Hoje esta grande atriz brasileira completa 80 primaveras!
Você é orgulho nacional!
Desejo-te vida longa!

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada." Clarice Lispector

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

In Brazil - Being Local to become Global - Blog Action Day -Climate Change - Mudança Climática

To Talk about what ? The problem is so complex ....

Falar sobre o que... O problema é tão complexo...

I thought about what to write on this Blog Action Day and it was so difficult to choose a theme, not for the lack of it, but rather, because I see the Earth, Brazil, my home state, my city, my neighborhood, my street filled with problems and it's as if we were all trapped in a real maze, whose fight for survival is at stake - my own, my family's, my neighbors' Rio de Janeiro's inhabitants', my whole state's, in fact, the whole survival of Brazilian population as well as the world's.

Pensei muito sobre o que escrever neste Blog Action Day e foi muito difícil escolher um tema, não por falta de tópico, mas por que vejo nossa Terra, o Brasil, meu estado, minha cidade, meu bairro, minha rua repletos de problemas e é como se estivéssemos num verdadeiro labirinto onde o que está em jogo é a a minha sobrevivência, a de minha família, do meu vizinho, dos habitantes de minha cidade, meu estado, meu país, todos os brasileiros, toda a população mundial.

Since this event is taking place in every corner of our planet, I believe that it would be more relevant if we talked about the problems we face in our surroundings. If each one thinks about solutions to improve our surroundings, together we'll be able to solve this global nightmare - climate change.

Como este evento está acontecendo em todos os cantos do mundo, penso que seria mais relevante se falássemos mais sobre os problemas de meus arredores. Se cada um pensar em soluções para melhorarmos nossos arredores, todos juntos resolveremos este grande pesadelo global - a mudança climática.

In the Brazilian context, climate change is at the same time very real and frightening: we Brazilians used to say that God was 'Brazilian', since we never suffered from natural disasters before: there used to be no earthquakes, no tsunamis, no tornadoes, everything we planted here would grow since the soil was fertile... Well, I think God has got tired of the atrocities men have been inflicting upon nature and their own environment. The fact is that there have never been so many floods, tornadoes and droughts in Brazil as before. Some weeks ago, the states of Rio Grande do Sul and Santa Catarina suffered from terrible floods and hundreds of people had to leave their homes - some of them have lost them entirely and some others have lost their lives.

No contexto brasileiro, a mudança climática é ao mesmo tempo uma ameaça real e assustadora: nós brasileiros dizíamos que Deus era brasileiro pois aqui não sofríamos de catástrofes naturais: não havia terremoto, maremoto, furacão, tudo que plantávamos nascia, pois nosso solo era fértil.... Bem, acho que Deus se cansou das atrocidades que os homens têm feito com a natureza e seu habitat, pois nunca houve tantas enchentes, furacões, secas como atualmente no Brasil. Muito recentemente, os estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina sofreram terríveis enchentes e muitas pessoas tiveram de deixar seus lares - muitas não puderam mais voltar, pois perderam tudo. Outras perderam suas vidas.
In the northeast of Brazil, we have regions which are massacred by draughts and water is a luxury item. There are also people who have to walk kilometers in search of water, which is not always drinkable. We also witness Amazon being destroyed little by little due to many irresponsible fires and in many cases, criminal ones. Brazil is the fourth biggest carbon dioxide emissioner in the world and mostly due to those constant fires. Speaking of fires and deforestation in the Amazon region, I read a report in The New York Times about an offer that some environmental organizations made to farmers, which consists of their stopping with deforestation and in return they would be paid for not destroying the rainforest. In other words, they would have to stop planting soy beans for the sake of nature, for avoiding climate change imbalance.

No nordeste brasileiro, temos regiões sendo massacradas pela seca e a água é um artigo de luxo em muitas regiões. Há pessoas que caminham quilômetros em busca de água e que nem sempre é potável. Também presenciamos a Amazônia sendo destruída aos poucos com incêndios muitas vezes criminosos. Sabe-se que o Brasil é o quarto maior emissor de CO2 no mundo em grande parte por causa desses incêndios. Falando nisso, li uma reportagem no Jornal New York Times sobre a oferta que algumas organizações ambientalistas estão fazendo aos fazendeiros daquela região: eles lhes pagam que não devastem mais a floresta tropical e conseqüentemente não plantem mais soja, evitando assim mais desequilíbrio na questão climática.

When I think about this whole situation under a more local perspective, I see the city of Rio de Janeiro on one hand - beautiful and marvelous, but on the other, totally
left out by its local government with its bays and rivers totally polluted. We have Mata Atlântica or what is left of it - Mata Atlântica is known as the biggest urban forest in the world. However, in many parts of the city, what's left of it is constantly threatened by the uncontrolled growth of Rio slums.

Quando penso sob o âmbito mais local, vejo minha cidade do Rio de Janeiro por um lado, linda e maravilhosa, por outro lado, desvalorizada pelo poder público, com suas baías e rios poluídos. Temos a Mata Atlântica ou o que restou dela, a maior floresta urbana do mundo e em muitas partes, o pouco que nos resta tem sido ameaçado pelo crescimento desordenado das favelas.






Given such threatening circumstances, what can we do to improve this vast and complex tropical country?
To begin with, I've been trying to be more and more 'green' in my life. I also believe in the principle of the three R's and I do try to apply them in my every day life: Reduce, Reuse and Recycle.

Diante de um quadro tão ameaçador, o que podemos fazer para melhorar esse vasto e complexo país tropical? Para começar, tenho tentado ser mais e mais 'verde' em minha vida. Também acredito no princípio dos três Rs (erres) e tento aplicá-los em meu dia-a-dia: Reduzir, reutilizar e reciclar.

For example, here in Rio de Janeiro there have been campaigns against the use of plastic bags in supermarkets and shops in general. I remember that in my childhood we would take canvas bags to do our shopping in the street markets. If we managed without plastic bags then, why not nowadays? We can surely use fabric tote bags again. The environment will thank us. On this site, there is a very interesting report about the disadvantages of using plastic bags for our environment. I think a lot about the garbage issue because this is a constant problem in our cities. Rio de Janeiro still lacks a serious recycling program as we see in many big cities around the world. Unfortunately, I see very few people in my city really aware of the necessity to recycle.

Por exemplo, aqui no Rio de Janeiro tem havido uma campanha para não usarmos mais aquelas sacolas plásticas dos supermercados e lojas em geral. Lembro-me de minha infância quando nós levávamos as bolsas de lona para as feiras. Se antes conseguíamos, por que não agora? Podemos voltar com as bolsas sim. O meio ambiente agradece. Nesta página, há uma matéria muito interessante sobre como a sacola plástica prejudica nosso meio-ambiente. Penso muito na questão do lixo, pois este problema persiste em nossas cidades. Ainda faltam incentivos para reciclagem no Rio de Janeiro como existem em muitas cidades pelo mundo afora. Infelizmente vejo ainda poucas pessoas na minha cidade conscientes dessa necessidade.

I confess I feel rather pessimistic at the moment, since I see horrible things taking place. Sometimes, I even think I've become a boring person to be around simply because I complain about all the wrong things I see. To give some practical examples: I think Rio de Janeiro is a dirty place and its population is mostly to blame. To illustrate what I mean, I am walking in my neighborhood and suddenly I see someone dispose of her litter on the ground! I feel really angry about this, mostly because the great majority of people who do this are adults. The other day, I couldn't resist when I saw a teenager littering her candy wrapping paper. So I told her: " Hey, you dropped your candy paper on the ground". She looked at me a bit embarassed, collected her garbage and said: "Oh, I not even saw I had dropped it"...

Confesso que me sinto um tanto pessimista no momento, pois vejo tanta coisa horrível acontecendo ao meu redor. Às vezes até parece que estou me tornando uma pessoa chata, reclamando de tudo de errado que vejo, mas quero citar exemplos práticos: vejo minha cidade muito suja e a própria população tem grande parcela de culpa nessa questão. Por exemplo, estou caminhando pelo meu bairro e de repente vejo alguém jogar lixo no chão. Sinto raiva diante de tal atitude, principalmente por que vejo muito mais adultos jogando lixo no chão do que crianças. Um dia desses eu não resisti e quando vi uma adolescente jogar o papel de bala no chão, eu lhe disse: "Moça, o seu papel de bala caiu no chão". Ela olhou meio sem graça, pegou o papel e disse: "Nem vi que ele caiu". Mas eu sei que ela fez a calçada de lata de lixo mesmo.

Or, in another situation, I see someone throwing a soft drink can out of the window of a car in movement.... Could it be worse than this? The garbage men clean the streets of Rio de Janeiro several times a day and it's as if they have never been swept...

Ou então, vejo um carro em movimento e de repente atiram uma lata pela janela.... Quer agressividade maior que essa? Contra o meio ambiente, contra nossa cidade, nossas ruas, contra nós mesmos? Os garis varrem as ruas do Rio de Janeiro várias vezes por dia e muitas vezes parece que elas nunca foram varridas.

Last week in my neighboorhood it rained a lot and it was incredible to realize that in some streets there were great puddles all of a sudden - simply because the storm drains were stuffed with - GARBAGE-
Semana passada em meu bairro choveu muito e foi impressionante perceber que em alguns lugares logo se criaram grandes poças de chuva - simplesmente por que os bueiros estavam todos entupidos (de lixo!)

When I was researching about this subject on the net, I came across a recent film release that has everything to do with what we are talking about on this Blog Action Day: The film is called The Age of Stupid. It criticizes human stupidity as far as climate change is concerned. Read this review about it and next, watch its trailer as well. It seems to be a movie to make us think about how stupid we've been for doing nothing to change this situation.
This is my participation on Blog Action Day 2009. Visit other participants here and here.


Ao pesquisar sobre esse assunto na internet, fiquei sabendo do recém-lançamento de um filme que tem tudo a ver com o que estamos falando hoje nessa blogagem: chama-se The Age of Stupid. O filme denuncia a estupidez humana nesta questão climática. Veja neste site aqui uma resenha sobre o mesmo e em seguida, veja o trailer. Parece ser um filme para nos fazer refletir sobre nossa estupidez em nada fazermos para mudar esta situação.

Esta é a minha participação nesta Blogagem sobre a mudança climática. Vejam outros participantes no site do Blog Action Day aqui e aqui.

The images were extracted from Google Images.
As imagens foram extraídas de Google Imagens.

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Hoje é dia do Professor

Desejo de coração que alguns de meus alunos um dia lembrem de mim com carinho, como eu me recordo de alguns professores que tive na vida. Hoje gostaria de homenagear quatro deles, um para cada momento de meus tempos escolares. A primeira, a tia Regina - uma professora amiga, enérgica, porém muito presente na vida de seus alunos. Ela foi minha professora na terceira e quarta séries do antigo primário. Bons tempos de escola pública de excelente qualidade.
O segundo professor é o Péricles, de Ciências. Ele foi meu professor no ginásio, Lembro-me que no primeiro dia de aula, no final da aula, ele olhou para mim e disse: "Gostei de você!". Eu que era muito tímida, fiquei radiante de alegria. O professor Péricles era muito brincalhão e quando aplicava prova, gostava de colocar as notas mais loucas que somente ele entendia: era um S, um R, um G - no final dava tudo certo! Quando perguntávamos o que aquelas letras significavam, ele dizia que nós íamos descobrir...
O terceiro professor que gostaria de homenagear hoje é o Zé Luiz, de Física. Eu tinha muita dificuldade em Física e este professor sempre nos dava aula extra - para mim e outros amigos que sentiam dificuldade na matéria. Nós nos tornamos grandes amigos e ele até foi um de meus padrinhos de casamento!
A outra professora que gostaria de homenagear é a Tania, que foi minha professora na especialização e também me co-orientou no Mestrado. Também nos tornamos amigas e muito tenho a agradecê-la por sempre acreditar no meu potencial, por compartilhar de seu vasto conhecimento em Lingüística e de mundo e por estar sempre de coração aberto para receber seus alunos.
Estes quatro professores fizeram e fazem a diferença em minha vida. E por isso, eu os agradeço! Muito obrigada, mestres queridos!

Imagem extraída do google imagens.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Blog Action Day - Climate Change - Blogagem Coletiva

It´ s tomorrow!
Bloggers from more than one hundred countries will discuss, write and think about solutions on how we can solve this big problem we face today: Climate Change. If you wish to participate, there is still time, just log on
to www.blogactionday.org and register!

É amanhã!
Blogueiros de mais de cem países vão discutir, escrever e pensar em soluções sobre como podemos resolver este grande problema que é a Mudança Climática. Se você desejar participar da blogagem coletiva, acesse www.blogactionday.org e faça sua inscrição.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Feliz Aniversário, Redentor!

Hoje também é o aniversário do Cristo Redentor! 78 aninhos!

"Da janela, vejo o Corcovado, o Redentor.......
Que lindo!!!
(...)

"Cristo Redentor,
Braços abertos sobre a Guanabara..."

Curtam o Tom Jobim cantando Corcovado!





















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Hoje também é dia das crianças no Brasil















Dia das crianças é todo dia!! Mas ter um dia reservado às crianças também é especial.
Infelizmente essas comemorações vêm sempre embutidas com muito marketing e comércio.
Eu sinceramente tento valorizar o dia em si e apesar de presentear meus filhos e sobrinhos, não costumo 'cultuar' os presentes.
Aqui no Brasil existe uma 'cultura consumista' que somente o que é muito caro é bom. Às vezes fico meio chocada com o dinheiro que as pessoas gastam em brinquedos para as crianças, dinheiro este que muitas vezes elas não têm. E como nesse país tudo pode ser parcelado em pelo menos 10 vezes 'sem juros', todos acabam aderindo à febre do comprar, comprar e comprar.... Sei que na próxima semana, as lojas já estarão totalmente decoradas para as compras do Natal. E mais uma vez, a maioria das pessoas terão como aliado, seus cartões de crédito e cheques especiais.
Como estou escrevendo este post antes do dia 12, quero passar o dias das crianças com meus filhos ou no Zoológico ou no Planetário ( pedidos da Marcela). Tudo dependerá das condições climáticas. Já estou com os presentinhos reservados, mas nada que tenha me deixado mais pobre.
Nesta página aqui, há uma explicação sobre o Dia da Criança no Mundo. Nesta outra, fala-se da origem do Dia das Crianças.

Imagens extraídas do Google imagens

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Hoje é dia de Nossa Senhora de Aparecida - a padroeira do Brasil

Um vídeo que muito me emociona quando assisto é este aqui. A qualidade não é muito boa, mas ver a Fafá de Belém cantando para o Papa João Paulo II sempre me faz chorar de emoção. Eu não sei o que é. Se é a música em si, o poder do Divino Espírito Santo, a voz da Fafá, a emoção que ela sente ao cantar para o Papa, talvez a combinação de tudo - é de Deus.
Sei que nem todos que me visitam compartilham da mesma fé religiosa. Eu gosto da diversidade - seja religiosa, cultural ou qualquer outra. Porém o que prezo ainda mais é o respeito mútuo.
Eu tenho muita fé na intercessão de Nossa Senhora em minha vida.
Se quiser conhecer sobre a história de Nossa Senhora de Aparecida, visite este site aqui.
E aqui.

Mãezinha do Céu, Rogai por nós!

O próximo vídeo é de André Rieu e sua orquestra cantando e tocando Ave Maria.



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domingo, 11 de outubro de 2009

Dica Cultural no Rio de Janeiro - Eu vou!


Como parte das comemorações do ano na França no Brasil, o Museu Histórico Nacional está com uma exposição de tapeçarias francesas até o dia 15 de novembro de 2009.
Nesses tempos pós-modernos, conhecer o trabalho de artesãos desde os tempos da Idade Média representa uma aula de história e é certamente um agrado aos olhos e ao coração.
Eu gosto muito de trabalhos manuais - para mim, tudo o que é feito com as mãos possui imenso valor - seja uma roupa, um objeto de decoração, um belo e delicioso bolo confeitado ou até mesmo um desenho lindo feito pelos meus filhos, todas essas artes carregam um pouco dos artistas que as produziram. No caso dessas tapeçarias, elas certamente nos contam partes da história e dos costumes de uma época.
É claro que as tapeçarias francesas são obras de arte, mas eu adoraria ter mais tempo para me dedicar mais aos trabalhos manuais, pois além de ser uma deliciosa terapia, também podemos criar tanta coisa linda. Em se tratando de tapeçarias, essas parecem ser muito bonitas.
Bem, vocês já devem ter percebido que a Holanda tem um "q" especial no meu coração. O que mais me chamou a atenção ao ler sobre esta exposição é que algumas dessas tapeçarias baseiam-se em obras de um pintor 'holandês', Albert Eckhout (séc. xvii), que viveu por essas bandas tropicais (principalmente no nordeste brasileiro), nos tempos de Maurício de Nassau e pintou nossos povos, fauna, flora e frutos como nenhum outro (que eu conheça!). Aliás, Eckhout merece um post de destaque! O que farei em breve.
A exposição chama-se "Tapeçarias Francesas - Patrimônio e Criação - De Eckout aos nossos dias, reunindo obras das manufaturas de Gobelins, Beauvais e Savonnerie, pertencentes à coleção do Mobiliário Nacional da França.
Outros tapetes foram produzidos a partir de criações de outros artistas do século xvii e xviii. Também há onze tapeçarias contemporâneas, de outros renomados artistas.
Imagens retiradas do site do Museu Histórico Nacional.



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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Prêmio Nobel da Paz

Presidente Obama é o vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2009.


Em discurso nos jardins da Casa Branca, Obama disse que aceita o prêmio como "uma chamada à ação" para resolver os problemas mundiais, entre os quais enumerou a luta contra a mudança climática e o conflito israelense-palestino. Segundo ele, não percebe o prêmio como "um reconhecimento" a suas "próprias conquistas", mas às metas que fixou para o mundo. "Não tenho a impressão de que mereça estar na companhia de tantas personalidades transformadoras que foram homenageadas com este prêmio", reconheceu o presidente americano".


Eu acho que foi merecido. E vocês, o que acharam?

Noticiário extraído daqui.
Imagem retirada do google imagens.

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Baia de Guanabara

Com a escolha do Rio de Janeiro como cidade sede das Olimpíadas de 2016, nós cariocas estamos aguardando o grande acontecimento que será ver nossa querida Baía de Guanabara totalmente despoluída.
Veja essa imagem da Guanabara vista do espaço (cortesia da NASA) - ( e retirada daqui, assim como o texto abaixo que descreve as características da Baía).


A Baía de Guanabara localiza-se no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Aspectos físicos

A baía é a resultante de uma depressão tectônica formada no Cenozóico, entre dois blocos de falha geológica: a chamada Serra dos Órgãos e diversos maciços costeiros, menores.

Constitui a segunda maior baía, em extensão, do litoral brasileiro, com uma área de aproximadamente 380 km².

Considerando-se a sua barra como uma linha imaginária que se estende da ponta de Copacabana até à ponta de Itaipú, esta sofre um estreitamento entre a ponta da Fortaleza de São João, na cidade do Rio de Janeiro, e a ponta da Fortaleza de Santa Cruz, na de Niterói, com uma largura aproximada de 1.600m. Relativamente a meio dessa passagem, ergue-se uma laje rochosa (ilha da Laje), utilizada

desde os colonizadores como ponto de apoio à defesa da barra, o atual Forte Tamadaré (antigo Forte da Laje).

As profundidades médias na baía são de 3 metros na área do fundo, 8,3 metros na altura da Ponte Presidente Costa e Silva e de 17 metros no canal de entrada da barra.

Na parte meridional da baía concentra-se uma grande quantidade de ilhas e ilhotas, entre as quais se destacam:

* a Ilha do Fundão, onde se situa o principal campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro;

* a Ilha do Governador, a maior de todas, onde está localizado o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, antigamente chamado de Aeroporto do Galeão; e

* a Ilha de Paquetá, recanto turístico onde não há tráfego de automóveis particulares.

Na parte norte da baía, por seu lado, desaguam a maior parte dos rios que, ao acumularem sedimentos, constituiram mangues, envoltos pela vegetação própria da Mata Atlântica.

Em suas águas, apesar da degradação ambiental, podem-se encontrar golfinhos e botos. Integrava, ainda, a rota migratória das baleias francas que buscavam as suas águas quentes para procriar, no inverno austral.

O relevo que a enquadra, de contornos irregulares, conforma um porto de abrigo natural, favorável à actividade económica humana, da qual são exemplos as cidades do Rio de Janeiro e de Niterói.

Aspectos históricos

Habitada por diversos grupos indígenas, foi descoberta pela expedição exploradora portuguesa de 1501 (cujo comando é atribuído por alguns autores a Gaspar de Lemos), a 1 de Janeiro de 1502, que a confundiram com a foz de um grande rio, denominado como "rio de Janeiro". Os indígenas, entretanto, denominavam-na em tupi-guarani como Guanabara, com o significado de seio do mar.

Principal acesso à cidade do Rio de Janeiro durante séculos, acabou tragada pelo crescimento urbano a partir da segunda metade do século XX.

Atualmente conta com um tráfego intenso de navios, sendo significativa também a circulação das barcas que ligam o centro do Rio de Janeiro ao bairro de Paquetá e ao centro de Niterói. Esse último trajeto pode ser feito, desde 1974, pela Ponte Presidente Costa e Silva.

Aspectos de meio-ambiente

Diante da perda secular de áreas de manguezal, explorada sob os mais variados aspectos, a baía atualmente agoniza, vítima da poluição dos esgotos domiciliares e industriais, além dos derrames de óleo e da crecente presença de metais pesados em suas águas.

Embora as suas águas se renovem em contato com as do mar, a baía é a receptora final de todos os efluentes líquidos gerados nas suas margens e nas bacias dos 55 rios e riachos que a alimentam. Entre as fontes potenciais de poluição contam-se 14.000 estabelecimentos industriais, 14 terminais marítimos de carga e descarga de produtos oleosos, dois portos comerciais, diversos estaleiros, duas refinarias de petróleo, mais de mil postos de combustíveis e uma intrincada rede de transporte de matérias-primas, combustíveis e produtos industrializados permeando zonas urbanas altamente congestionadas.

A bacia que drena para a Baía de Guanabara tem uma superfície de 4.000 km², integrada pelos municípios de Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis, São Gonçalo, Magé, Guapimirim, Itaboraí, Tanguá e partes dos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Nova Iguaçu, Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Petrópolis, a maioria localizada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Esta região abriga cerca de dez milhões de habitantes, o equivalente a 80% da população do estado do Rio de Janeiro e apresentou, no período 1980-1991, a maior taxa de crescimento do País. Mais de 2/3 dessa população, 7,6 milhões de habitantes, habitam na bacia da Baía de Guanabara.

A partir da década de 1990 vem sendo objeto de um dos maiores projetos de recuperação ambiental, com verbas do BIRD e do Governo do Japão, cujas obras, atualmente, encontram-se paralisadas.

Causas da Degradação Ambiental

Aterros e assoreamento

Alguns trechos de suas margens foram aterrados para a construção de cais e de vias públicas, como o Aterro do Flamengo e a Linha Vermelha.

Destruição de Manguezais

Dos 260km² originalmente cobertos por manguezais no entorno da baía, restam hoje apenas 82km². A destruição desta formação vegetal causa a redução da capacidade de reprodução de diversas espécies de vida aquática e intensifica o processo de assoreamento que, ao longo do tempo, resulta na progressiva redução de profundidade da Baía.

Poluição Industrial

Cerca de 400 indústrias, do total de 14.000, são responsáveis pelo lançamento de quantidades expressivas de poluentes na Baía de Guanabara e nos rios da sua bacia. A maior dessas indústrias, a Refinaria Duque de Caxias (REDUC), da Petrobrás, contribui com elevada carga de derivados de petróleo e metais pesados.

Acidentes Ambientais

Somam-se, ainda, os acidentes ambientais como vazamentos de óleo, que ocorrem com certa freqüência nas refinarias, portos comerciais, estaleiros e postos de combustíveis. Como exemplo, ocorreu em janeiro de 2000 um vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara, causando grandes danos aos manguezais, praias e à população de pescadores, ou em março de 2006, diante de uma mortandade de peixes e óleo invadindo a praia de Ramos, os moradores da região acusando o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro por lavar os aviões e deixar óleo escoar para as águas da baía.

Grandes compositores de nossa música já tiveram a Baía de Guanabara como pano de fundo em suas músicas. A primeira que me vem em mente é O Mestre Sala dos Mares, de João Bosco e Aldir Blanc e uma outra que gosto também é Estrangeiro, do Caetano Veloso. Levy-strauss não gostou da Baía de Guanabara.. Mas como gosto não se discute, Caetano tem toda razão quando diz que o amor é cego. Assim como o Rio de Janeiro não faria sentido sem o Pão-de-Açúcar, o Corcovado e tantas outras belezas, não poderia imaginar o Rio sem a Baía de Guanabara.



O Estrangeiro


O pintor Paul Gauguin amou a luz da Baía de Guanabara
O compositor Cole Porter adorou as luzes na noite dela
A Baía de Guanabara
O antropólogo Claude Levy-strauss detestou a Baía de Guanabara:
Pareceu-lhe uma boca banguela.
E eu menos a conhecera mais a amara?
Sou cego de tanto vê-la, te tanto tê-la estrela
O que é uma coisa bela?
O amor é cego
Ray Charles é cego
Stevie Wonder é cego
E o albino Hermeto não enxerga mesmo muito bem
(Uma baleia, uma telenovela, um alaúde, um trem?
Uma arara?)
Mas era ao mesmo tempo bela e banguela a Guanabara
Em que se passara passa passará o raro pesadelo
Que aqui começo a construir sempre buscando o belo e o amaro
Eu não sonhei que a praia de Botafogo era uma esteira rolante de areia branca e de óleo diesel
Sob meus tênis
E o Pão de Açúcar menos óbvio possível
À minha frente
Um Pão de Açúcar com umas arestas insuspeitadas
À áspera luz laranja contra a quase não luz quase não púrpura
Do branco das areias e das espumas
Que era tudo quanto havia então de aurora
Estão às minhas costas um velho com cabelos nas narinas
E uma menina ainda adolescente e muito linda
Não olho pra trás mas sei de tudo
Cego às avessas, como nos sonhos, vejo o que desejo
Mas eu não desejo ver o terno negro do velho
Nem os dentes quase não púrpura da menina
(pense Seurat e pense impressionista
Essa coisa de luz nos brancos dentes e onda
Mas não pense surrealista que é outra onda)
E ouço as vozes
Os dois me dizem
Num duplo som
Como que sampleados num sinclavier:

"É chegada a hora da reeducação de alguém
Do Pai do Filho do espirito Santo amém
O certo é louco tomar eletrochoque
O certo é saber que o certo é certo
O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos"
E eu, menos estrangeiro no lugar que no momento
Sigo mais sozinho caminhando contra o vento
E entendo o centro do que estão dizendo
Aquele cara e aquela:
É um desmascaro
Singelo grito:
"O rei está nu"
Mas eu desperto porque tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito nu
E eu vou e amo o azul, o púrpura e o amarelo
E entre o meu ir e o do sol, um aro, um elo.
("Some may like a soft brazilian singer
but i've given up all attempts at perfection").



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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Elephant parade em Amsterdam, Holanda

Em Amsterdam está sendo realizada uma 'parada' de elefantes de todos os estilos e motivos - uma exposição ao ar livre de elefantes do tamanho de um 'bebê elefante'. Segundo o site da exposição, este evento acontecerá este ano também na Bélgica, França e Tailândia. No ano que vem, será a vez de Londres. Com esta inciativa, os organizadores pretendem conscientizar o público da necessidade urgente da preservação desse tão lindo animal, o elefante asiático. Os 'Amigos dos elefantes asiáticos', uma entidade que fundou o primeiro hospital para elefantes no mundo, cuida dos elefantes doentes e mal tratados e lutam para que eles vivam com dignidade e não sejam exterminados como têm acontecido.A organização informa-nos que na virada do século passado, havia em torno de trezentos mil elefantes na Tailândia e na década de 1960 esse número já havia caído para 40 mil...
Daí a inciativa de se divulgar o elefante asiático de uma forma lúdica e artística, para que assim, nós nos lembremos que os lindos elefantes de verdade não podem ser exterminados de nosso planeta!
Esses elefantes, depois de expostos, serão leiloados, outras pequenas réplicas estão sendo vendidas e os organizadores também contam com quaisquer doações em prol dos elefantes asiáticos.
A primeira exposição foi em 2007, na cidade de Rotterdam, também na Holanda. Fico imaginando Amsterdam enfeitada com esses elefantes maravilhosos, espalhados pelos parques, canais, ruelas, museus. Não são lindos? Se pudesse, ia querer um desses para mim!
Dois animais grandões pelos quais tenho paixão são os elefantes e as girafas!
Quem tiver por Amsterdam, conte-me como está sendo essa exposição colorida, bonita e por uma boa causa!
Visite o site e veja a galeria dos elefantes. Cada um mais lindo que o outro!

Todas as imagens foram extraídas do site do evento.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Outubro Rosa 2009


A querida Denise Rangel do Sturm und Drang nos lembra que neste mês de outubro temos a campanha do Outubro Rosa, que consiste em buscar uma maior conscientização sobre o câncer de mama e divulgar a agenda de eventos do Outubro Rosa. Visitem a página da organização. Infelizmente o Câncer de mama é um problema de saúde pública no Brasil.
Esta bonequinha multiplicada em várias chama-se Vic e foi criada para mostrar a importância da mamografia no combate ao câncer de mama. Por isso, temos de divulgar a importância de se fazer a mamografia para que tenhamos várias Vitórias sucessivas.

Não podemos esquecer que agora é lei o SUS fazer a mamografia a das mulheres a partir dos 40 anos. Mulheres, exijam este direito!

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domingo, 4 de outubro de 2009

Mercedes Sosa

Hoje acordei com essa notícia triste - a morte de Mercedes Sosa.
Fui apresentada à voz inesquecível da Mercedes através de outros ídolos musicais: Milton, Chico e Caetano. Lembro-me daquele programa Chico e Caetano, quando Mercedes foi convidada. Foi um programa histórico, pois naquele dia ela cantou com os três! Foi maravilhoso demais!!!
Em março deste ano eu publiquei aqui uma de minhas músicas favoritas cantadas pela Mercedes Sosa: Gracias a la vida.
Nós é quem temos de agradecê-la por ter-nos proporcionado momentos de felicidade ao ouvirmos sua voz única, límpida, cristalina. Que ela descanse em paz.


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sábado, 3 de outubro de 2009

Brincadeiras de Infância - a cultura da alma -



"A cultura da criança é a cultura da alma. Os meninos têm a alma na frente. Depois é que ela vai para dentro. Vai botando pano, papel, livro em cima". Lydia Hortélio (etnomusicóloga)







Do que as crianças mais gostam de brincar hoje em dia? Será que o tipo de brincadeira da região sudeste difere muito das outras regiões do Brasil ou vice-versa?
Eu posso dizer que fui uma criança feliz, pois tive infância, daquela de subir em árvore, correr e pular muito, brincar de pique, amarelinha, rodar pião, soltar pipa, brincar de 'pera,uva,maçã', as danças de roda, o Pai Francisco eu adorava! Bonecas? Sim, claro que eu tinha, mas eram poucas. Não somente eu, mas as crianças das redondezas curtíamos mesmo era brincar com outras crianças. Sei que os tempos são outros. O computador agora também faz parte dessa brincadeira, assim como a televisão, o mp3, 4, etc.
Atualmente muitos de nós vivemos em prédios e nossos filhos não têm a mesma infância que tivemos. Eu tento amenizar um pouco, mas brincar na calçada da nossa rua nem pensar - infelizmente não dá - por que não é seguro. Eu brincava muito na calçada da minha rua com outras crianças e no quintal de casa também. Eu e minha irmã mais nova criamos uma brincadeira entre nós duas onde eu era o Tom e ela o Jerry (do desenho Tom e Jerry) - Eu, Tom, corria atrás de Simone, Jerry, em círculos e naquela fantasia de criança, tínhamos a sensação que voávamos 'muito alto' de tanto corrermos - e juro a vocês, aquela sensação é real até hoje! Nós realmente voávamos!!! :-)))) Eu e minha irmã sempre lembramos dessa brincadeira com nostalgia.

O jornal Folha Online criou o mapa do brincar no Brasil. É um projeto bem legal, por que tem-se a visão geral de como são as brincadeiras infantis no Brasil como um todo. Eu estou no Rio de Janeiro, mas o Brasil é tão imenso! No site, podemos pesquisar os diversos tipos de brincadeiras e suas denominações nas diferentes partes do Brasil. Assim, brincadeiras como amarelinha, com bola, elástico, jogos de salão, pião, e tantas outras aparecem em detalhes. Este mapeamento e as pesquisas em torno do ato de brincar nos mostram o quanto é importante a criança brincar no quintal e interagir com outras crianças.
O site apresenta downloads, vídeos, áudios. Ainda traz, sites interessantes relacionados ao ato de brincar, dicas de cds, livros e teses. Vale a pena conferir!
Neste site também há entrevistas muito interessantes sobre o brincar.
Leia o que uma estudiosa do assunto nos fala sobre a importância do lúdico para a criança:

LYDIA HORTÉLIO

Cultura da alma

A etnomusicóloga e educadora Lydia Hortélio cresceu entre mangueiras no sertão da Bahia. De lá para cá, viu com pesar muitas árvores derrubadas, brincadeiras sendo esquecidas e a chegada da TV anulando os encontros de rua e o convívio das crianças entre elas mesmas na natureza.
Para a educadora, as crianças têm a “alma em frente”. Com o tempo é que ela se esconde lá dentro. Diz que o tempo presente esqueceu a infância. Mas tem esperança. Sente no ar um desejo coletivo de mudança. E convida a todos a entrar na roda da memória.

Como foi sua infância?

Sou de Serrinha, sertão da Bahia, onde brincava-se muito. Tive a sorte de crescer num quintal de 25 mangueiras, muito grande. Meu pai viajava muito e gostava de trazer as frutas que encontrava, assim a gente tinha no sertão da Bahia um quintal que tinha até nêsperas! Minha mãe não gostava de deixar a gente “brincar na casa dos outros”, por isso os meninos viviam lá em casa. Era um quintal cobiçado.

Quais eram as brincadeiras por lá?

Brincávamos muito de picula, de corda, cozinhado, passeávamos pelo quintal com sombrinha de folha de mamão, e, à tardinha, tomava-se banho e ia-se para a porta brincar novamente. De Roda, macaquinho, cinco pedrinhas... Sou capaz de me lembrar do som da pedrinha quando batia na outra na mão da gente. Eram dias completos. Hoje em dia falta pé no chão, espaço para correr, natureza. A gente brincava de tudo, então a cultura da criança se desenvolvia. A cultura da criança é a cultura da alma... Os meninos têm a alma em frente...

Como você vê a infância de hoje?

A gente esqueceu a infância. O Brasil não era assim. Pensava-se na infância. De repente, desde o aparecimento da TV, o convívio das crianças entre elas mesmas foi sendo desmontado aos pouquinhos. Não sei como vamos reverter isso, mas tenho esperança. Há um número significativo de educadores e jovens artistas aqui em São Paulo que estão buscando o Brasil e a infância com muito ardor. E esse desejo é tão sincero, que eu vejo chegar em breve uma virada como precisamos. Tenho grande esperança nisso.

Por que será que existe esse movimento neste momento?

Acho que é porque estamos com saudade de nós mesmos, do Brasil e da infância. Há um mal estar generalizado. O presente configura uma necessidade premente da natureza e do humano. Ou a gente acerta o passo ou não tem depois. É preciso restituir às crianças o espaço de natureza a que têm direito. Menino não corre, não sobe em árvore, não respira ar puro. As escolas são minipresídios, com exíguas salas de aula, recreios limitadíssimos, sem árvores e espaço para brincar. Mas sinto que este é também um momento eloquente, porque o “obstáculo é a alavanca”. Sentimos um mal-estar muito grande, e isto anuncia, certamente, o restabelecimento de uma situação absolutamente inadequada, artificial, que já dura muito tempo, e há muita gente querendo mudar.

Qual é a importância da natureza no brincar?

Para favorecer o desenvolvimento da cultura da criança, a natureza tem um papel fundamental. A cultura da criança se tornou uma questão ecológica. Se você não permite o desenvolvimento da criança, não há futuro, a espécie tende a desaparecer. Hoje em dia, a primeira, a grande preocupação é com a preservação da vida. Precisamos levar os meninos a brincar na natureza!

É preciso uma volta aos quintais?

Sim, os meninos que moram nos apartamentos nem ao playground eles vão que, de resto, são tão pouco interessantes para as crianças. Elas hoje em dia ficam diante do computador a maior parte do tempo vendo aquelas animações estrangeiras, onde tudo é remetido aos olhos e à mente, às mesmas sensações planejadas por adultos que esqueceram a infância, não experimentam seu corpo e estão longe de viver o intercurso alegre e natural com seus pares. Por isso é necessário que venhamos a descobrir como fazer justiça às crianças, tirando-as dos condicionamentos em que vieram cair, buscando oferecer-lhes alternativas de convívio entre outras crianças na natureza. É uma questão inclusive de políticas públicas. É preciso trabalhar por uma conscientização ampla do significado e da importância do espaço de natureza para a vida da criança e o futuro do mundo.

Qual é a importância dos brinquedos musicais na infância?

Acho que a música tradicional da infância é a melhor forma de educação da sensibilidade. E ela deveria se iniciar nos braços da mãe, com uma canção de ninar. É neste momento que a criança ouve as primeiras palavras da língua e se inicia na língua mãe e na língua mãe musical, através da cantiga. Assim é em todas as culturas do mundo. É inestimável o valor do exercício espontâneo da música na infância, uma música onde a palavra, a cantiga, o movimento e o outro se interligam na alegria do brincar.

Imagem da amarelinha extraída daqui.
Outras imagens extraídas daqui.
Imagem da peteca extraída daqui.


Agora eu gostaria de saber sobre as brincadeiras de infância de vocês. Do que vocês brincavam?

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Homenagem ao Rio de Janeiro

Vejam esta propaganda antiga da Varig ( daquela que não existe mais). É uma bela homenagem ao Rio de Janeiro das belezas naturais. E da beleza de sua gente. Hoje estive em Copacabana e vi a alegria das pessoas nas ruas. Parecia final de Copa de mundo.

Tenham todos um ótimo fim-de-semana!


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YES!!!!!!!!!!!!!!!


Estou feliz! O Rio de Janeiro venceu!
Viva o Rio de Janeiro!!! Viva o Brasil!! Viva a América do Sul!!!
Imagem extraída daqui.

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