sábado, 5 de dezembro de 2009

Árvore de Natal da Lagoa 2009

A árvore de Natal da Lagoa já virou uma tradição na cidade do Rio de Janeiro. Hoje foi a inauguração da versão 2009 da árvore.

Mas e quanto ao gasto estrondoso de energia??? Você deve estar pensando, assim como eu pensei....
Bem, segundo os organizadores:

"Devido à preocupação com a preservação do meio ambiente, este ano a Árvore de Natal volta a contar com geradores movidos a biodiesel, o que contribui para a redução das emissões de CO2 na atmosfera. Para otimizar o uso do combustível, é também utilizado um sistema de telemetria computadorizada que aciona os geradores conforme a exigência de iluminação programada" ( notícia e imagem extraídas do Jornal O Globo online).

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Revitalização da Zona Portuária do RJ - Será que tudo sairá do papel????

Uma das promessas de campanha do atual prefeito da cidade do Rio de Janeiro Eduardo Paes foi revitalizar a Zona Portuária, uma região com um passado riquíssimo, mas que hoje está desprestigiada, abandonada e suja. Entretanto, se tudo sair do papel de verdade, a região voltará a ter a real importância que teve no passado. A Zona Portuária do Rio de Janeiro engloba lugares como a Praça Mauá, Gamboa, Saúde, Santo Cristo, São Cristovão, Caju, Mosteiro de São Bento e Área Militar. Esta revitalização envolverá tanto a parte estrutural, quanto habitacional e cultural. Pelo o que tenho acompanhado nos noticiários, as mudanças serão radicais e espero que para melhor- que prédios históricos sejam preservados, por exemplo. Existe a previsão da construção de um aquário "com 12 mil animais marinhos".
Também está prevista a criação da Pinacoteca do Rio, que irá receber coleções particulares e exposições permanentes sobre a cidade. O edifício D. João VI (da foto) abrigará a Pinacoteca e segundo o planejamento, será construído o Museu do Amanhã nos armazéns 5 e 6 do cais. O projeto de revitalização ainda inclui " a transformação do Píer da Praça Mauá em um parque, que terá anfiteatro, chafarizes, restaurantes, quiosques e uma garagem subterrânea na Praça Mauá. Além disso, estão previstos calçamento, iluminação pública, drenagem e arborização das principais vias da Zona Portuária, como a Avenida Rodrigues Alves, onde será demolida a alça de acesso ao elevado da Perimetral. O Morro da Conceição passará por obras de reurbanização, com abertura de vias, o enterramento da rede elétrica e a restauração de patrimônio histórico. Além disso, edifícios do Patrimônio da União serão recuperados e transformados em habitação de interesse social".
Amigos, repito, se tudo isso sair do papel, esta região ficará maravilhosa, principalmente se eles preservarem a arquitetura antiga, acrescentando toques de modernidade. Como ando meio cética com relação às promessas dos políticos, só acreditarei vendo tudo prontinho.
Primeira imagem do navio na Baía de Guanabara extraída daqui.
Outras imagens extraídas do g1.
Pequeno texto entre aspas extraído de um blog muito legal que encontrei hoje.

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sábado, 17 de outubro de 2009

A Guerra Urbana não dá trégua no Rio de Janeiro
















Veja a cidade de contrates em que vivo! Hoje o RJ amanheceu em guerra. Uma verdadeira guerra civil - guerra entre morros - e nós??? Só rezando muito, pedindo a Deus forças para entendermos o porquê...
Estou muito abalada hoje. Eu vi os helicópteros voando e depois eu soube da queda de um....
Fonte das imagens: http://www.oglobo.com.br/

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

In Brazil - Being Local to become Global - Blog Action Day -Climate Change - Mudança Climática

To Talk about what ? The problem is so complex ....

Falar sobre o que... O problema é tão complexo...

I thought about what to write on this Blog Action Day and it was so difficult to choose a theme, not for the lack of it, but rather, because I see the Earth, Brazil, my home state, my city, my neighborhood, my street filled with problems and it's as if we were all trapped in a real maze, whose fight for survival is at stake - my own, my family's, my neighbors' Rio de Janeiro's inhabitants', my whole state's, in fact, the whole survival of Brazilian population as well as the world's.

Pensei muito sobre o que escrever neste Blog Action Day e foi muito difícil escolher um tema, não por falta de tópico, mas por que vejo nossa Terra, o Brasil, meu estado, minha cidade, meu bairro, minha rua repletos de problemas e é como se estivéssemos num verdadeiro labirinto onde o que está em jogo é a a minha sobrevivência, a de minha família, do meu vizinho, dos habitantes de minha cidade, meu estado, meu país, todos os brasileiros, toda a população mundial.

Since this event is taking place in every corner of our planet, I believe that it would be more relevant if we talked about the problems we face in our surroundings. If each one thinks about solutions to improve our surroundings, together we'll be able to solve this global nightmare - climate change.

Como este evento está acontecendo em todos os cantos do mundo, penso que seria mais relevante se falássemos mais sobre os problemas de meus arredores. Se cada um pensar em soluções para melhorarmos nossos arredores, todos juntos resolveremos este grande pesadelo global - a mudança climática.

In the Brazilian context, climate change is at the same time very real and frightening: we Brazilians used to say that God was 'Brazilian', since we never suffered from natural disasters before: there used to be no earthquakes, no tsunamis, no tornadoes, everything we planted here would grow since the soil was fertile... Well, I think God has got tired of the atrocities men have been inflicting upon nature and their own environment. The fact is that there have never been so many floods, tornadoes and droughts in Brazil as before. Some weeks ago, the states of Rio Grande do Sul and Santa Catarina suffered from terrible floods and hundreds of people had to leave their homes - some of them have lost them entirely and some others have lost their lives.

No contexto brasileiro, a mudança climática é ao mesmo tempo uma ameaça real e assustadora: nós brasileiros dizíamos que Deus era brasileiro pois aqui não sofríamos de catástrofes naturais: não havia terremoto, maremoto, furacão, tudo que plantávamos nascia, pois nosso solo era fértil.... Bem, acho que Deus se cansou das atrocidades que os homens têm feito com a natureza e seu habitat, pois nunca houve tantas enchentes, furacões, secas como atualmente no Brasil. Muito recentemente, os estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina sofreram terríveis enchentes e muitas pessoas tiveram de deixar seus lares - muitas não puderam mais voltar, pois perderam tudo. Outras perderam suas vidas.
In the northeast of Brazil, we have regions which are massacred by draughts and water is a luxury item. There are also people who have to walk kilometers in search of water, which is not always drinkable. We also witness Amazon being destroyed little by little due to many irresponsible fires and in many cases, criminal ones. Brazil is the fourth biggest carbon dioxide emissioner in the world and mostly due to those constant fires. Speaking of fires and deforestation in the Amazon region, I read a report in The New York Times about an offer that some environmental organizations made to farmers, which consists of their stopping with deforestation and in return they would be paid for not destroying the rainforest. In other words, they would have to stop planting soy beans for the sake of nature, for avoiding climate change imbalance.

No nordeste brasileiro, temos regiões sendo massacradas pela seca e a água é um artigo de luxo em muitas regiões. Há pessoas que caminham quilômetros em busca de água e que nem sempre é potável. Também presenciamos a Amazônia sendo destruída aos poucos com incêndios muitas vezes criminosos. Sabe-se que o Brasil é o quarto maior emissor de CO2 no mundo em grande parte por causa desses incêndios. Falando nisso, li uma reportagem no Jornal New York Times sobre a oferta que algumas organizações ambientalistas estão fazendo aos fazendeiros daquela região: eles lhes pagam que não devastem mais a floresta tropical e conseqüentemente não plantem mais soja, evitando assim mais desequilíbrio na questão climática.

When I think about this whole situation under a more local perspective, I see the city of Rio de Janeiro on one hand - beautiful and marvelous, but on the other, totally
left out by its local government with its bays and rivers totally polluted. We have Mata Atlântica or what is left of it - Mata Atlântica is known as the biggest urban forest in the world. However, in many parts of the city, what's left of it is constantly threatened by the uncontrolled growth of Rio slums.

Quando penso sob o âmbito mais local, vejo minha cidade do Rio de Janeiro por um lado, linda e maravilhosa, por outro lado, desvalorizada pelo poder público, com suas baías e rios poluídos. Temos a Mata Atlântica ou o que restou dela, a maior floresta urbana do mundo e em muitas partes, o pouco que nos resta tem sido ameaçado pelo crescimento desordenado das favelas.






Given such threatening circumstances, what can we do to improve this vast and complex tropical country?
To begin with, I've been trying to be more and more 'green' in my life. I also believe in the principle of the three R's and I do try to apply them in my every day life: Reduce, Reuse and Recycle.

Diante de um quadro tão ameaçador, o que podemos fazer para melhorar esse vasto e complexo país tropical? Para começar, tenho tentado ser mais e mais 'verde' em minha vida. Também acredito no princípio dos três Rs (erres) e tento aplicá-los em meu dia-a-dia: Reduzir, reutilizar e reciclar.

For example, here in Rio de Janeiro there have been campaigns against the use of plastic bags in supermarkets and shops in general. I remember that in my childhood we would take canvas bags to do our shopping in the street markets. If we managed without plastic bags then, why not nowadays? We can surely use fabric tote bags again. The environment will thank us. On this site, there is a very interesting report about the disadvantages of using plastic bags for our environment. I think a lot about the garbage issue because this is a constant problem in our cities. Rio de Janeiro still lacks a serious recycling program as we see in many big cities around the world. Unfortunately, I see very few people in my city really aware of the necessity to recycle.

Por exemplo, aqui no Rio de Janeiro tem havido uma campanha para não usarmos mais aquelas sacolas plásticas dos supermercados e lojas em geral. Lembro-me de minha infância quando nós levávamos as bolsas de lona para as feiras. Se antes conseguíamos, por que não agora? Podemos voltar com as bolsas sim. O meio ambiente agradece. Nesta página, há uma matéria muito interessante sobre como a sacola plástica prejudica nosso meio-ambiente. Penso muito na questão do lixo, pois este problema persiste em nossas cidades. Ainda faltam incentivos para reciclagem no Rio de Janeiro como existem em muitas cidades pelo mundo afora. Infelizmente vejo ainda poucas pessoas na minha cidade conscientes dessa necessidade.

I confess I feel rather pessimistic at the moment, since I see horrible things taking place. Sometimes, I even think I've become a boring person to be around simply because I complain about all the wrong things I see. To give some practical examples: I think Rio de Janeiro is a dirty place and its population is mostly to blame. To illustrate what I mean, I am walking in my neighborhood and suddenly I see someone dispose of her litter on the ground! I feel really angry about this, mostly because the great majority of people who do this are adults. The other day, I couldn't resist when I saw a teenager littering her candy wrapping paper. So I told her: " Hey, you dropped your candy paper on the ground". She looked at me a bit embarassed, collected her garbage and said: "Oh, I not even saw I had dropped it"...

Confesso que me sinto um tanto pessimista no momento, pois vejo tanta coisa horrível acontecendo ao meu redor. Às vezes até parece que estou me tornando uma pessoa chata, reclamando de tudo de errado que vejo, mas quero citar exemplos práticos: vejo minha cidade muito suja e a própria população tem grande parcela de culpa nessa questão. Por exemplo, estou caminhando pelo meu bairro e de repente vejo alguém jogar lixo no chão. Sinto raiva diante de tal atitude, principalmente por que vejo muito mais adultos jogando lixo no chão do que crianças. Um dia desses eu não resisti e quando vi uma adolescente jogar o papel de bala no chão, eu lhe disse: "Moça, o seu papel de bala caiu no chão". Ela olhou meio sem graça, pegou o papel e disse: "Nem vi que ele caiu". Mas eu sei que ela fez a calçada de lata de lixo mesmo.

Or, in another situation, I see someone throwing a soft drink can out of the window of a car in movement.... Could it be worse than this? The garbage men clean the streets of Rio de Janeiro several times a day and it's as if they have never been swept...

Ou então, vejo um carro em movimento e de repente atiram uma lata pela janela.... Quer agressividade maior que essa? Contra o meio ambiente, contra nossa cidade, nossas ruas, contra nós mesmos? Os garis varrem as ruas do Rio de Janeiro várias vezes por dia e muitas vezes parece que elas nunca foram varridas.

Last week in my neighboorhood it rained a lot and it was incredible to realize that in some streets there were great puddles all of a sudden - simply because the storm drains were stuffed with - GARBAGE-
Semana passada em meu bairro choveu muito e foi impressionante perceber que em alguns lugares logo se criaram grandes poças de chuva - simplesmente por que os bueiros estavam todos entupidos (de lixo!)

When I was researching about this subject on the net, I came across a recent film release that has everything to do with what we are talking about on this Blog Action Day: The film is called The Age of Stupid. It criticizes human stupidity as far as climate change is concerned. Read this review about it and next, watch its trailer as well. It seems to be a movie to make us think about how stupid we've been for doing nothing to change this situation.
This is my participation on Blog Action Day 2009. Visit other participants here and here.


Ao pesquisar sobre esse assunto na internet, fiquei sabendo do recém-lançamento de um filme que tem tudo a ver com o que estamos falando hoje nessa blogagem: chama-se The Age of Stupid. O filme denuncia a estupidez humana nesta questão climática. Veja neste site aqui uma resenha sobre o mesmo e em seguida, veja o trailer. Parece ser um filme para nos fazer refletir sobre nossa estupidez em nada fazermos para mudar esta situação.

Esta é a minha participação nesta Blogagem sobre a mudança climática. Vejam outros participantes no site do Blog Action Day aqui e aqui.

The images were extracted from Google Images.
As imagens foram extraídas de Google Imagens.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Feliz Aniversário, Redentor!

Hoje também é o aniversário do Cristo Redentor! 78 aninhos!

"Da janela, vejo o Corcovado, o Redentor.......
Que lindo!!!
(...)

"Cristo Redentor,
Braços abertos sobre a Guanabara..."

Curtam o Tom Jobim cantando Corcovado!





















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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Homenagem ao Rio de Janeiro

Vejam esta propaganda antiga da Varig ( daquela que não existe mais). É uma bela homenagem ao Rio de Janeiro das belezas naturais. E da beleza de sua gente. Hoje estive em Copacabana e vi a alegria das pessoas nas ruas. Parecia final de Copa de mundo.

Tenham todos um ótimo fim-de-semana!


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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Qual será a cidade escolhida para as Olimpíadas de 2016?


Estou na torcida...apesar dos pesares.

Minha torcida pelo Rio é por que eu ainda tenho esperança de que essa cidade melhore em qualidade de vida e nós habitantes possamos desfrutar de paz, pois sabe-se que beleza não é tudo.... O Rio é belo mas nós não podemos desfrutar de tamanha beleza se há tanta violência por aqui...
Tenho esperança que as lagoas serão despoluídas, a nossa querida Baía de Guanabara também, que nós tenhamos um sistema de transportes mais eficiente.
Por que vocês já observaram como funciona a política no Brasil? Aqui só se faz alguma coisa para 'gringo ver'. Infelizmente é a constatação. Os governantes não fazem nada por nós - somente para 'mostrarem para o mundo' - querem o reconhecimento internacional, e, é claro, para eles mesmos, isto é, para quintuplicarem suas contas bancárias. Como podemos mudar tudo isso?? Através do nosso voto ( ah... mas essa é outra história)...
Quero pensar nessa cidade com esperança para os meus filhos, netos e por que não, para todos nós que vivemos aqui e temos o direito de sermos felizes hoje.
Eu preciso defender o meu Rio de Janeiro, por que grande parte do que eu sou e conheço está enraizado nas entranhas dessa cidade. O Rio faz parte da minha história de vida e por isso defendo a candidatura da minha cidade, apesar de ver tantas mazelas e muitas vezes a esperança evaporar um pouquinho...
Acho que Chicago tem mais prestígio, mas quem sabe os ventos sopram para essas bandas?

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Para quem vai estar no Rio de Janeiro no feriadão

Dia 21 de abril será a abertura do ano da França no Brasil.

Enquanto isso, veja que foto fantástica que eu recebi de uma colega de trabalho! É só clicar no link abaixo! É a Torre Eiffel em 3D!


http://www.photojpl.com/tour/08toureiffel/08toureiffel.html

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domingo, 1 de março de 2009

Valsa para a minha cidade querida!

Hoje a cidade do Rio de Janeiro completa 444 anos!
É a minha cidade linda, cheia de problemas mas que amo muito e sonho em vê-la cada vez melhor, mais organizada, mais limpa, mais valorizada por seus habitantes, mais protegida, mais amada e respeitada por todos que nela habitam - cidadãos comuns e políticos.

Que seja menos violenta.

Que tenha menos injustiça, menos mazelas sociais

E mais paz, mais saúde e educação para seus habitantes.

Parabéns, querido Rio de Janeiro!!

Em homenagem aos 444 anos de minha cidade querida, nada mais gostoso do que comemorarmos com música. Quando pensei neste post sobre o Rio, imediatamente me veio esta música na cabeça: "Valsa de uma cidade". Então, vamos nos deleitar com esta valsa linda cantada pela maravilhosa Rita Lee,que é nascida em São Paulo, porém também uma apaixonada pela cidade do Rio de Janeiro.

Valsa de uma cidade
Vento do mar no meu rosto
E o sol a queimar, queimar
Calçada cheia de gente
A passar
e a me ver passar
Rio de Janeiro, gosto de você
Gosto de quem gosta
Deste céu, desse mar,
Dessa gente feliz
Bem que eu quis escrever
Um poema de amor e o amor
Estava em tudo que eu quis
Em tudo quanto eu sonhei
E no poema que eu fiz
Tinha alguém mais feliz que eu
O meu amor
Que não me quis
Em tudo quanto eu sonhei
E no poema que eu fiz
Tinha alguém mais feliz que eu
O meu amor





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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Momento indignação

Mais um Joãozinho foi absurdamente assassinado pela polícia do RJ. Não. Isso não é filme americano. Infelizmente é a realidade de minha cidade. Mais uma família foi destruída, assim, de repente. Imagina. Você volta de uma festinha do amiguinho de seu filho e no meio do caminho tinha uma viatura da polícia seguindo um carro preto. E neste caminho, qualquer carro preto que estivesse no caminho seria metralhado. Que logística é essa, meu Deus?
E neste carro, poderia estar eu com meus filhos, você, com seus filhos, netos, amigos, pessoas de bem, trabalhadoras, pagadoras de impostos cada vez mais altos!! O que recebemos em troca? Um carro metralhado e a vida de uma família destruída.
Cada dia eu entendo menos a sociedade em que vivo, muito menos a minha cidade que agora está cada vez mais se tornando 'virtualmente' maravilhosa.
Os dias estão cinzentos nesta minha 'Guanabara' que amo tanto.
Ontem na comemoração adiantada dos 18 anos de minha sobrinha ( o dia mesmo é 9/7!), sua madrinha fez uma linda oração onde ela falava do milagre da vida. Parece algo tão óbvio, não é mesmo? Muitas vezes nem nos damos conta que estarmos vivos é um milagre. Vivemos simplesmente... as horas, os dias, os meses e o primeiro semestre que já terminou. Pois viver está cada vez mais se tornando um milagre no Rio de Janeiro. A violência está acabando com o Rio de Janeiro.
Estou triste por esta família. Poderia ser com qualquer um de nós. Por isso, agradeçamos sempre pelo milagre que é estarmos vivos hoje.
Espero que todos tenham uma boa semana.
Se quiserem ler sobre mais uma história triste de violência no Rio de Janeiro, clique aqui.
A foto do João Roberto foi tirada daqui.

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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Hoje é aniversário do Jardim Botânico!


O Jardim Botânico é um dos lugares mais agradáveis para visitar no Rio de Janeiro. Além da natureza exuberante, já tive gratas surpresas por lá. Uma vez vi uma revoada de tucanos, micos há muitos, mas também já vimos macacos-prego e papagaios! Acostumada a encontrá-los no zoológico, vocês não imaginam a minha alegria e de minha família quando vimos estes animais livres.
E no dia de hoje, descobri que o Jardim Botânico completa 200 anos. Amo este lugar! Por isso, desejo que este parque continue lindo e preservado para que possamos sempre desfrutar de sua beleza e tranqüilidade.
Se quiser ler mais sobre as comemorações pelo bicentenário do Jardim Botânico, clique aqui.
Se tiver interesse em fazer parte da associação dos amigos do Jardim Botânico (AAJB), clique aqui.

Fonte da imagem: http://www.pbase.com/brendito/image/61064150

Tenham todos um ótimo fim-de-semana!

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sexta-feira, 16 de maio de 2008

BLOGAGEM COLETIVA: COISAS DO BRASIL

Esta postagem faz parte da blogagem coletiva idealizada pela Andrea, dona do blog Leio o Mundo assim... Ela nos pediu que cada um mostrasse um pouco do Brasil onde vivemos, algo que seja representativo de nossa cidade. O meu pedaço de Brasil é o Rio de Janeiro, cidade onde nasci, cresci e morei grande parte da minha vida. Confesso que demorei a decidir sobre o que falar sobre o Rio de Janeiro. Afinal, apesar de todos os problemas que a mídia propaga e nós habitantes conhecemos, o amor que sinto por esta cidade é grande demais e há tantos recantos e detalhes a destacar ... O Rio de Janeiro, além de ser uma cidade que respira história por todos os lados, também é "bonita por natureza"... Decidi então escrever um pouco sobre algumas ruas do Centro do Rio por onde sempre gosto de passar, fazer compras, entrar nos vários sebos que existem por lá ou simplesmente apreciar seus arredores. Um bom dia para caminhar por lá com mais calma é sábado de manhã. Durante a semana, nem sempre posso me dar a este luxo, pois a correria do dia-a-dia não me deixa, mas este é um programa que gosto de fazer sempre que posso! No meio da parafernália de um trânsito quase sempre caótico, o centro do RJ ainda guarda ruelas históricas que para nossa felicidade teimam em guardar vestígios de um tempo que já não existe mais. Um escritor que soube usar muito bem a cidade do Rio de Janeiro como pano de fundo para seus romances e contos foi/é o sempre atual Machado de Assis, também nascido e criado no Rio de Janeiro.
Por isso, nesta postagem, acrescentarei algumas curiosidades sobre as minhas ruas escolhidas e em seguida, vou 'pincelar' uma passagem de alguma obra literária do Machado onde ele menciona a rua em destaque. Desta forma, eu espero que enquanto você não vem aqui passear por essas ruas maravilhosas, você poderá imaginá-las através do Rio de Janeiro de Machado de Assis. Inclusive, parece-me que todos ou a grande maioria de seus romances, contos e crônicas já podem ser baixados da internet aqui.

Nosso passeio começa na Rua do Ouvidor: com a vinda da família real em 1808, a Rua do Ouvidor ficou conhecida como a 'rua da moda' e se transformou num grande centro do comércio com lojas sofisticadas que atraíam a alta sociedade da época: eram casas de música, confeitarias, cafés, cabeleireiros, jóias, livros entre outras.
A rua do Ouvidor ainda preserva muito de seu charme do passado, porém hoje construções antigas e principamente os belos sobrados do século xix se misturam aos prédios mais modernos de escritórios e bancos. Depois da abertura da Avenida Rio Branco, muito do glamour da época foi perdido, mas como disse, para mim ela ainda guarda um charme especial.
Machado assim incluiu a Rua do Ouvidor em seus "Contos Avulsos":


"A rua do Ouvidor resume o Rio de Janeiro. A certas horas do dia, pode a fúria celeste destruir a.cidade; se conservar a rua do Ouvidor, conserva Noé, a família e o mais. Uma cidade é um corpo de pedra com um rosto. O rosto da cidade fluminense é esta rua, rosto eloqüente que exprime todos os sentimentos e todas as idéias..."
(....) "A rua do Ouvidor é lindíssima à noite. Estão os rapazes às portas das lojas, vendo passar as moças, e como tudo está iluminado, não imaginas o efeito que faz".

(in Jornal das Famílias, Rio de Janeiro, 1873, p. 105-116).

Fonte: Contos Avulsos - Machado de Assis - org. de R. Magalhães Júnior - Editora Civilização Brasileira / Cia Brasileira de Livros - 1956 ( extraído de: http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/MachadodeAssis/tempodecrise.htm)
foto acima: google imagens, Rua do Ouvidor, 1808
foto Machado de Assis: Google imagens

A propósito, a Academia Brasileira de Letras (ABL) que foi fundada por Machado criou um site muito interessante sobre ele. Um outro site muito interessante sobre o autor é este aqui.

Bem, continuando nossa viagem pelas ruas históricas do Rio...

Na Rua Gonçalves Dias, existe a tradicional Confeitaria Colombo que vale muito a pena ser visitada! Tombada pelo Patrimônio Histórico e Cultural, esta confeitaria é uma verdadeira viagem no tempo! Fundada em 1894 por imigrantes portugueses, o lugar "é um exemplo típico da arquitetura art nouveau e da belle époque carioca. Tradicional ponto de encontro de artistas, intelectuais e políticos, seus luxuosos salões trazem de volta a mesma atmosfera de quando eram freqüentados pelo próprio Machado de Assis, Olavo Bilac, Rui Barbosa, Chiquinha Gonzaga, Villa Lobos, Virgínia Lane, Getúlio Vargas, entre outros" (extraído do site da Colombo)
Fonte foto: google imagens

Se vocês quiserem ler uma ciranda de poemas criados por diversos poetas sobre a Confeitaria Colombo quando esta completou 100 anos, clique aqui!

Agora, acompanhem Machado em seu trajeto pelo Largo da Carioca, a rua da Carioca e a Gonçalves Dias, um trecho extraído do romance "Esaú e Jacó":

“Chegaram ao largo da Carioca, apearam-se e despediram-se; ela entrou pela rua Gonçalves Dias, ele enfiou pela Carioca. No meio desta, Aires encontrou um magote de gente parada, logo depois andando em direção ao largo. Aires quis arrepiar caminho, não de medo, mas de horror. Tinha horror à multidão. Viu que a gente era pouca, cinqüenta ou sessenta pessoas, e ouviu que bradava contra a prisão de um homem. Entrou num corredor, à espera que o magote passasse. Dua s praças de polícia traziam o preso pelo braço. De quando em quando, este resistia, e então era preciso arrastá-lo ou forçá-lo por outro método. Tratava-se, ao que parece, do furto de uma carteira.

-Não furtei nada! - bradava o preso detendo o passo. É falso! Larguem-me! sou um cidadão livre!. Protesto! Protesto!
-Siga para a estação!
- Não sigo!
-Não siga! bradava a gente anônima. Não siga! não siga!"

( In: Esaú e Jacó, Um Gatuno)...

Sobre o Largo da Carioca e a rua do mesmo nome:

"A história do Largo da Carioca está intimamente ligada ao Convento de Santo Antonio. O Convento teve sua origem em uma pequena ermida, que ficava às margens da lagoa que foi ocupada, em 1592, pelos freis franciscanos: Frei Antônio dos Mártires e Frei Antônio das Chagas. No entanto, sua construção só foi iniciada em junho de 1608 sob a presidência de Frei Vicente do Salvador e em 1615 foi inaugurada uma parte do Convento e a Igreja de Santo Antonio, onde foi rezada a primeira missa no dia 8 de fevereiro. Para drenar a lagoa, os religiosos franciscanos, abriram uma vala, transformando o banhado na Lagoa de Santo Antonio, o trajeto da vala deu origem a uma nova via chamada Rua da Vala, atual Rua Uruguaiana". (...) Grandes modificações foram feitas durante a década de 70, quando quase todos os antigos prédios que rodeavam o largo foram demolidos. O subsolo do largo é agora ocupado por uma das maiores estações do metrô da cidade. Todo o trânsito de carros foi suprimido e o largo hoje é reservado para pedestres. O Mosteiro e a Igreja de Santo Antônio têm sido bem conservados ao longo dos séculos, permanecendo no que restou do antigo Morro de Santo Antônio, hoje quase totalmente demolido.
(fonte: http://www.centrodacidade.com.br/acontece/vs_largocarioca.htm)
(fonte foto: google imagens)

Hoje, o Largo da Carioca parece um oásis no meio dos altos edifícios que o cercam.

Gosto muito de visitar o Convento de Santo Antônio. No dia 13 de junho é comemorado o dia de Santo Antônio e há sempre uma grande festa por lá. Em junho deste ano, o Convento vai celebrar 400 anos!!

"Tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan), o conjunto do século XVIII inclui o convento e as igrejas de Santo Antônio e de São Francisco da Penitência - esta última, considerada jóia rara do barroco, tem paredes de cedro recobertas por 400 quilos de entalhes de ouro. Nela estão guardados expressivos exemplares da arte colonial brasileira, como os trabalhos assinados pelos escultores Manuel de Brito e Francisco Xavier de Brito e pelo pintor Caetano da Costa Coelho"
(fonte:http://www.feriasbrasil.com.br/rj/riodejaneiro/atrativosculturais.cfm)

(fonte
foto:http://embaixada-portugal-brasil.blogspot.com/2008/04/convento-de-santo-antnio-no-rio-de.html)

Por último, quero mostrar a vocês um pouquinho da Rua da Alfândega. Esta rua faz parte da SAARA. Não, não é um deserto em pleno centro da cidade, pelo contrário!

"
A Sociedade dos Amigos e das Adjacências da Rua da Alfândega, SAARA, é uma área de comércio popular a céu aberto, localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro. Composta por 1200 estabelecimentos comerciais, distribuídos em suas 11 ruas, abrange inúmeros ramos de atividade: confecções, cama, mesa e banho, brinquedos, ferragens, jóias, bijuterias etc... Por se tratar de um centro comercial popular e por contar com um público médio de 70 mil pessoas por dia, motivo de orgulho dos comerciantes, a SAARA comercializa produtos de qualidade com prédios extremamente convidativos, trabalhando com vendas por atacado e varejo. A região onde é localizada a SAARA, mais precisamente a rua da Alfândega e adjacências, foi a área de escoamento dos navios chegados ao porto e onde se realizava a alfândega, vistoria e conferência das mercadorias. Daí o nome rua da Alfândega, recebido em 1716 após várias outras denominações. Como era bem próximo ao porto, este local também serviu como abrigo aos inúmeros imigrantes sírios, libaneses, judeus, gregos, turcos, espanhóis, portugueses e argentinos, que chegaram ao Brasil no final do século XIX e início do século XX. Alguns deles, fugidos da primeira guerra mundial, descobriram no Brasil um país de paz, com perspectivas melhores para o futuro. Começaram a trabalhar para sustentar suas famílias estabelecendo em lojas que funcionavam no andar térreo de sobrados, onde a parte superior era utilizada como residência. O comércio nesta região funcionava muito antes da fundação da Sociedade, que teve como principal objetivo, aumentar a voz ativa dos comerciantes locais junto ao poder público. Este fato ocorreu no então governo de Carlos Lacerda, que no intuito de remodelar o centro, construiria uma "Via Diagonal" que ligaria a Central do Brasil à Lapa, desabrigando todos os moradores daquela região. A necessidade de protestar contra a reforma, fez com que os comerciantes se unissem na formação de uma sociedade, que reunindo mais força, pudesse ser melhor ouvida pelas autoridades e por sugestão do próprio governador, foi fundada a SAARA. Os entendimentos da Sociedade com o governo e o sentido da preservação da arquitetura local, acabaram convencendo as autoridades e o projeto da "Via Diagonal", parte do Plano Agache, foi abandonado. Encontramos ainda hoje na Saara, a mistura étnica dos primeiros anos de formação desta comunidade, acrescida, mais recentemente, de imigrantes chineses, coreanos e japoneses, que convivem harmoniosamente, respeitando religiõe e crenças, sendo carinhosamente nominada como a pequena ONU brasileira. Estas são algumas de várias histórias e curiosidades sobre a SAARA, que concedem à ela um ar pitoresco e a transformam em, mais que um centro de comércio, numa sociedade que contribui para a história do nosso país. (fonte: http://www.saara-rj.com.br/historia.htm)


( fonte foto antiga: Rua da Alfândega, Malta, 1928, Google imagens)

(fonte foto colorida:http://sampavelox.blogspot.com/2007_11_01_archive.html)

O trecho seguinte foi extraído da crônica machadiana "A Semana", de 1892:

(...) "Ontem querendo ir pela Rua da Candelária, entre as da Alfândega e Sabão (velho estilo), não me foi possível passar, tal era a multidão de gente. Cuidei que havia briga, e eu gosto de ver brigas; mas não era. A massa de gente tomava a rua, de uma banda a outra, mas não se mexia; não tinha a ondulação natural dos cachações. Procissão não era; não havia tochas acessas nem sobrepelizes. Sujeito que mostrasse artes de macaco ou vendesse drogas, ao ar livre, com discursos, também não.

Estava neste ponto, quando vi subir a Rua da Alfândega um digno ancião, a quem expus as minhas dúvidas.

— Não é nada disso, respondeu-me cortesmente. Não há aqui procissão nem macaco. Briga, no sentido de murros trocados, também não há, — pelo menos, que me conste. Quanto à suposição de estar aí alguma pessoa apregoando medalhinhas e vidrinhos, como os bufarinheiros da Rua do Ouvidor, esquina da do Carmo ou da Primeiro de Março, menos ainda.

— Já sei, é uma seita religiosa que se reúne aqui para meditar sobre as vaidades do mundo, — um troço de budistas...

— Não, não.

— Adivinhei: é um meeting.

Onde está o orador?

— Esperam o orador.

Que orador? Que meeting? Ouça calado. O senhor parece ter o mau costume de vir apanhar as palavras dentro da boca dos outros. Sossegue e escute.

— Sou todo ouvidos. (...)



A segunda foto acima ilustra bem o comércio popular da Rua da Alfândega e adjacências nos dias de hoje. Em épocas de festas ( Natal, Carnaval, etc.), este local vira um verdadeiro formigueiro humano. Imagino como Machado não ia ficar surpreso ao ver como a Alfândega mudou, sempre abarrotada de gente e muitas lojas.
O roteirista David França Mendes em seu blog , destaca claramente o jeito de ser da Saara:

"É o Brasil de Machado de Assis que se esconde por detrás das bancadas de jeans e de brinquedos eletrônicos. A rua e suas imediações há muitos anos são o reduto onde a classe média carioca, em números que próximo ao Natal podem chegar a um milhão de pessoas por dia, compra fantasias de carnaval, decoração de festa de aniversário, tecidos, jóias falsas e verdadeiras, brinquedos baratos, enfim, um grande mercado tremendamente popular".

Espero que vocês tenham gostado de conhecer um pouquinho do Centro do Rio. Eu também vou adorar conhecer um pouquinho de seus recantos que com certeza estarão nesta lista aqui. Boa blogagem para todos nós! Parabéns, Andréa, por esta iniciativa!

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segunda-feira, 24 de março de 2008

PROGRAMAÇÃO CULTURAL na cidade do Rio de Janeiro



Estava dando uma olhada na programação cultural aqui no Rio de Janeiro e há muitas exposições interessantes atualmente. O que é melhor, a maioria é de graça! Quem morar no RJ ou passar por aqui por estes meses, vejam algumas sugestões... A exposição sobre o Rio de Janeiro de Debret abrirá amanhã!

Casa França-Brasil

Exposição 'O teatro de Debret' é a maior sobre o pintor francês que melhor traduziu o Rio joanino.

Publicada em 22/03/2008 às 10h44m

RIO - Quando entrou na embarcação Calpe, de bandeira americana, rumo ao Brasil, em 1816, o pintor Jean-Baptiste Debret já era um homem de 48 anos. Abalado com a morte do filho único, Honoré, deixava para trás a mulher Sophie, de quem se separara recentemente, e seu passado de serviços prestados a Napoleão Bonaparte, o responsável direto pela vinda da Família Real para o Rio. Aqui chegando, logo conseguiu se aproximar da corte e tornar-se, provavelmente pelo seu desapego ao passado, o grande cronista visual de um tempo em que a cidade sofria uma grande transformação com a presença de Dom João VI, que aportara na cidade oito anos antes. A exposição "Os Museus Castro Maya apresentam o teatro de Debret", que entra em cartaz na próxima terça-feira, na Casa França-Brasil, e faz parte das comemorações dos 200 anos da chegada da corte portuguesa ao país, é a mais completa já realizada sobre o pintor e retrata justamente sua passagem por aqui.
Se os raros documentos existentes sobre sua vida fazem dele um personagem enigmático, suas aquarelas e seus óleos são os grandes e quase únicos documentos fiéis das mudanças culturais, dos aspectos físicos da população e dos costumes desse agitado período em que a cidade viu sua população crescer de 50 mil habitantes, em 1808, para 110 mil em 1817. O Rio cresceu em direção a novos bairros que antes não passavam de lugarejos remotos como Catumbi, Mata Cavalos (a atual Lapa), Mata Porcos (Estácio), Catete, Flamengo e Botafogo.

A exposição sobre Debret apresenta 511 obras, sendo 306 aquarelas pertencentes aos Museus Castro Maya; 151 litografias do livro "Viagem pitoresca e histórica ao Brasil", do acervo da biblioteca de Guita e José Mindlin; cinco óleos dos acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu Imperial de Petrópolis, da Itaú Cultural e de coleções particulares; desenhos do artista português Henrique Jose da Silva, diretor da Academia de Belas Artes e inimigo dos franceses, sobretudo de Debret, do Acervo Escola de Belas Artes da UFRJ; entre outras preciosidades.

Casa França-Brasil
Terça a Domingo, de 10 às 20 horas
Rua Visconde de Itaborai, 78, Centro
Entrada Franca
http://www.fcfb.rj.gov.br
( fonte:http://oglobo.globo.com/)

Mais exposições:


SERTÃO CONTEMPORÂNEO. Fotografias de Brigida Baltar, Efrain Almeida, José Rufino e Rosângela Rennó compõem essa coletiva, elaborada nos moldes das expedições artísticas e científicas de dois séculos atrás. Com curadoria de Marcelo Campos, a mostra apresenta quatro diários de viagens através dos sertões, com registros sob o ponto de vista contemporâneo. Brígida mapeou o Vale do Cariri, entre o Ceará e Pernambuco; Efrain circulou do litoral do Rio Grande do Norte até o sertão de Mossoró; Rufino atravessou o estado da Paraíba, da costa ao sertão de Cajazeiras; e Rosângela Rennó realizou uma viagem de gabinete, trabalhando com registros dos sertões de Minas e São Paulo realizados pelos fotógrafos Léo Drumond, João Castilho, Joel Silva e Odilon Comodaro. Caixa Cultural (Galeria 2). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, 2544-7666, Metrô Carioca. Terça a domingo, 10h às 22h. Grátis. Até 27 de abril. A partir de terça (25/3). www.caixacultural.com.br.

RUGENDAS, UM OLHAR INAUGURAL. Pintor e desenhista alemão, Johann Moritz Rugendas (1802-1858) esteve no Brasil em 1821, contratado pela expedição científica do barão de Langsdorff para registrar paisagens, costumes, habitantes das cidades e índios. Parte desse material foi reunida no livro Voyage Pittoresque Dans le Brésil (Viagem Pitoresca Através do Brasil), editado pela primeira vez em 1835, em Paris. Nesta mostra estão cinqüenta litografias extraídas da publicação, como Índios em Acampamento, Casal de Negros em uma Plantação e Capitão-do-Mato. Através de projeções dessas mesmas obras, em grande escala, é possível perceber a riqueza dos detalhes dos registros. Centro Cultural da Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, 3212-2550, Metrô Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 28.

OSCAR NIEMEYER ARQUITETO BRASILEIRO CIDADÃO. Obras de arte, fotografias e esboços de projetos compõem essa coletiva com trabalhos do próprio Niemeyer e de artistas plásticos que produziram esculturas, painéis e murais para várias construções por ele assinadas. São nomes como Bruno Giorgi, Alfredo Ceschiatti, Portinari, Athos Bulcão, Franz Weissmann, Tomie Ohtake e José Pedrosa. Com curadoria de Marcus Lontra e realização do Instituto Tomie Ohtake, a exposição conta ainda com criações de artistas pertencentes à Coleção João Sattamini, entre eles Aluísio Carvão, Beatriz Milhazes, Ione Saldanha, Ivan Serpa, Joaquim Tenreiro, Lygia Clark, Paulo Roberto Leal e Sérgio Camargo. Museu de Arte Contemporânea. Mirante da Boa Viagem, s/nº, Niterói, 2620-2400. Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 4,00. A bilheteria fecha quinze minutos antes. Crianças de até 7 anos e estudantes até o ensino médio não pagam. Grátis às quartas. Até domingo (30).


DARWIN: DESCUBRA O HOMEM E A TEORIA REVOLUCIONÁRIA QUE MUDOU O MUNDO. Vida e obra do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) são representadas por 400 itens, objetos, documentos, filmes e espécies vivas, como sapos, iguanas e orquídeas-. Na mostra, que tem curadoria de Niles Eldridge, diretor do Museu de História Natural de Nova York, também há reconstituições de cenários como a sala de estudos na famosa Down House, casa de campo na cidade de Downe, a 25 quilômetros de Londres, onde Darwin escreveu a Teoria da Evolução e o livro A Origem das Espécies, em 1859. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro, 2550-9220. Terça a sexta, 9h às 18h; sábado, domingo e feriado, 10h às 18h. R$ 10,00 (por aluno, em visita monitorada para grupos de até 24 pessoas) e R$ 15,00. Crianças menores de 7 anos, pessoas com mais de 60 anos e grupos agendados de escolas públicas não pagam. Até 13 de abril. www.darwinbrasil.com.br.

OS TRÓPICOS ­ VISÕES A PARTIR DO CENTRO DO GLOBO. Trata-se de uma instigante volta ao mundo através de 130 antiguidades, ao lado de 87 pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, vídeos e instalações. Relíquias, trazidas do conceituado Museu Etnológico de Berlim, e invenções de 23 artistas contemporâneos dividem espaço para representar culturas díspares de países na África, na Ásia, nas Américas e na Oceania, na faixa entre os trópicos de Capricórnio e de Câncer. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, 3808-2020, Metrô Uruguaiana. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 4 de maio.


RIO DE JANEIRO, CAPITAL DE PORTUGAL. Calcada nas comemorações pelos dois séculos da chegada da família real, essa mostra tem enfoque no impacto da vinda de dom João e sua corte na transformação dos costumes, na economia, na moda, na culinária e no urbanismo da cidade no começo do século XIX. Além de gravuras de Debret, o acervo iconográfico oferece um toque de bom humor, exibindo, por exemplo, uma série de retratos de dom João e Carlota Joaquina que, retocados a pedido dos clientes, resultam em uma galeria de personagens embelezados. Ao fim do percurso o visitante poderá levar duas receitas de 200 anos criadas por Lucas Rigaud, que foi cozinheiro de dona Maria, a Louca. Arte Sesc. Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo, 3138-1343, Metrô Flamengo. Terça a sábado, 12h às 20h; domingo, 11h às 17h. Grátis. Até 5 de maio.

HILAL SAMI HILAL. Esse artista plástico capixaba de ascendência síria, 55 anos, traz para o Rio a mostra Seu Sami, vista por 17.000 pessoas no Museu da Vale, em Vitória. Concebida em homenagem a seu pai, que morreu quando Hilal tinha 12 anos, a exposição ocupa todo o 2º andar do MAM com seis enormes instalações, a exemplo de Sherazade, inspirada nos contos do clássico As Mil e Uma Noites e construída com o entrelaçamento das páginas de 400 livros. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, 2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 18 de maio. www.mamrio.com.br.

UM NOVO MUNDO, UM NOVO IMPÉRIO: A CORTE PORTUGUESA NO BRASIL. Pinturas, gravuras, objetos e documentos, como a carta de elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves, estão expostos nessa grande mostra comemorativa pelos 200 anos da chegada da família real. Entre as peças de mobiliário, uma das mais curiosas é a cadeira acústica usada por dom João VI- – que tinha deficiência auditiva – para ouvir melhor os súditos. Também há belas pinturas como a Chegada de D. João VI a Salvador, pintada por Portinari em 1952, e Chegada da Família Real de Portugal, óleo sobre tela que reconstitui a entrada da frota na Baía de Guanabara, criada em 1999 pelo pintor da Marinha inglesa Geoff Hunt, com base em informações do diário de bordo dos viajantes da época. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro, 2550-9220. Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriado, 10h às 18h. R$ 6,00. Menores de 5 anos e maiores de 65 anos não pagam. Grátis aos domingos. Até 8 de junho.

FOTOGRAFIA:

FAMÍLIA FERREZ: NOVAS REVELAÇÕES. Antigas paisagens cariocas e do interior do estado fluminense estão entre os 396 registros inéditos feitos por três gerações dos Ferrer entre 1912 e 1958: Marc (1843-1923), seus filhos Luciano (1884-1955) e Júlio (1881-1946) e o neto Gilberto (1908-2000). Nas paredes de quatro salas do 2º andar do CCBB estão 170 ampliações. As 226 imagens restantes foram distribuídas em dez álbuns que podem ser manuseados. Além de retratos na França, Suíça e Senegal e dos estados da Bahia, Minas, Goiás, Pernambuco e Acre, a estrela da mostra é a sala com trinta fotografias que documentam o desmonte do Morro do Castelo. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, 3808-2020. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 27 de abril.

O RIO DE JANEIRO DE AUGUSTO MALTA NO ACERVO DO INSTITUTO MOREIRA SALLES. Autor da mais importante documentação fotográfica existente sobre o Rio, feita nas três primeiras décadas do século XX, Augusto Malta (1864-1957) foi contratado pelo prefeito Pereira Passos em 1903. Nessa mostra estão cinqüenta imagens e uma projeção multimídia com registros como os da construção da Avenida Central (atual Rio Branco), da Exposição Nacional de 1908, da Exposição do Centenário da Independência de 1922 e de festas populares, como o Carnaval. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, 3284-7400. Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 15 de junho. www.ims.com.br.

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