quinta-feira, 27 de março de 2008

VINCENT VAN GOGH - STARRY NIGHT

Hoje acordei com esta música linda do Don Mclean tocando no rádio. Ele fez esta música em homenagem ao Van Gogh. Adoro esta música e sou apaixonada pelos quadros de Van Gogh. Tive a oportunidade de visitar o Museu Van Gogh algumas vezes em Amsterdam e também fui atrás de seus passos na França. Qualquer dia desses, quero fazer um post em homenagem a este grande pintor, mas por hoje, quero compartilhar esta música com vocês. Ela é um pouco triste mas é um retrato da vida de Van Gogh. Hoje ele brilha nos museus do mundo e possui milhares de admiradores.
Encontrei este vídeo no You tube. E acrescento a letra da música em inglês para quem quiser acompanhar!




Vincent (Starry, Starry Night)
Don Mclean

Starry, starry night.
Paint your palette blue and grey,
Look out on a summer's day,
With eyes that know the darkness in my soul.
Shadows on the hills,
Sketch the trees and the daffodils,
Catch the breeze and the winter chills,
In colors on the snowy linen land.

Now I understand what you tried to say to me,
How you suffered for your sanity,
How you tried to set them free.
They would not listen, they did not know how.
Perhaps they'll listen now.

Starry, starry night.
Flaming flowers that brightly blaze,
Swirling clouds in violet haze,
Reflect in Vincent's eyes of china blue.
Colors changing hue, morning field of amber grain,
Weathered faces lined in pain,
Are soothed beneath the artist's loving hand.

Now I understand what you tried to say to me,
How you suffered for your sanity,
How you tried to set them free.
They would not listen, they did not know how.
Perhaps they'll listen now.

For they could not love you,
But still your love was true.
And when no hope was left in sight
On that starry, starry night,
You took your life, as lovers often do.
But I could have told you, Vincent,
This world was never meant for one
As beautiful as you.

Starry, starry night.
Portraits hung in empty halls,
Frameless head on nameless walls,
With eyes that watch the world and can't forget.
Like the strangers that you've met,
The ragged men in the ragged clothes,
The silver thorn of bloody rose,
Lie crushed and broken on the virgin snow.

Now I think I know what you tried to say to me,
How you suffered for your sanity,
How you tried to set them free.
They would not listen, they're not listening still.
Perhaps they never will...
fonte: This is lyrics from www.lyrics007.com

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quarta-feira, 26 de março de 2008

NOVA BLOGAGEM COLETIVA E O TIBET


Amigos, No dia 18 de Abril haverá mais uma blogagem coletiva cujo tema será refletirmos sobre o que podemos fazer para mudarmos esta grave ferida aberta no Brasil. Espera-se desta blogagem que através de uma reflexão coletiva de várias partes do Brasil e do mundo possamos partir para a prática e quem sabe, mudanças reais. O analfabetismo é preocupante sim, mas algo ainda mais grave é a qualidade da educação brasileira. Está tão ruim...
A blogagem é uma inciativa das amigas Meire do
Pensieri e Parole e Georgia do Saia Justa . Sendo assim, vamos pensar o que nós podemos fazer para mudar este quadro tenebroso?

Um outro assunto que precisa de nossa ajuda:

VAMOS DEFENDER O TIBET!

Estamos acompanhando pela tv e pelos jornais a luta dos Tibetanos contra a repressão e violência chinesas. Descobri através do blog do Lino Resende que podemos protestar assinando uma petição em prol do povo do Tibet. Rezo a Deus para que nós consigamos ajudá-los de alguma forma. Quem está organizando a petição é a Avaaz. Eu já assinei. Assine também, por favor!

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segunda-feira, 24 de março de 2008

PROGRAMAÇÃO CULTURAL na cidade do Rio de Janeiro



Estava dando uma olhada na programação cultural aqui no Rio de Janeiro e há muitas exposições interessantes atualmente. O que é melhor, a maioria é de graça! Quem morar no RJ ou passar por aqui por estes meses, vejam algumas sugestões... A exposição sobre o Rio de Janeiro de Debret abrirá amanhã!

Casa França-Brasil

Exposição 'O teatro de Debret' é a maior sobre o pintor francês que melhor traduziu o Rio joanino.

Publicada em 22/03/2008 às 10h44m

RIO - Quando entrou na embarcação Calpe, de bandeira americana, rumo ao Brasil, em 1816, o pintor Jean-Baptiste Debret já era um homem de 48 anos. Abalado com a morte do filho único, Honoré, deixava para trás a mulher Sophie, de quem se separara recentemente, e seu passado de serviços prestados a Napoleão Bonaparte, o responsável direto pela vinda da Família Real para o Rio. Aqui chegando, logo conseguiu se aproximar da corte e tornar-se, provavelmente pelo seu desapego ao passado, o grande cronista visual de um tempo em que a cidade sofria uma grande transformação com a presença de Dom João VI, que aportara na cidade oito anos antes. A exposição "Os Museus Castro Maya apresentam o teatro de Debret", que entra em cartaz na próxima terça-feira, na Casa França-Brasil, e faz parte das comemorações dos 200 anos da chegada da corte portuguesa ao país, é a mais completa já realizada sobre o pintor e retrata justamente sua passagem por aqui.
Se os raros documentos existentes sobre sua vida fazem dele um personagem enigmático, suas aquarelas e seus óleos são os grandes e quase únicos documentos fiéis das mudanças culturais, dos aspectos físicos da população e dos costumes desse agitado período em que a cidade viu sua população crescer de 50 mil habitantes, em 1808, para 110 mil em 1817. O Rio cresceu em direção a novos bairros que antes não passavam de lugarejos remotos como Catumbi, Mata Cavalos (a atual Lapa), Mata Porcos (Estácio), Catete, Flamengo e Botafogo.

A exposição sobre Debret apresenta 511 obras, sendo 306 aquarelas pertencentes aos Museus Castro Maya; 151 litografias do livro "Viagem pitoresca e histórica ao Brasil", do acervo da biblioteca de Guita e José Mindlin; cinco óleos dos acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu Imperial de Petrópolis, da Itaú Cultural e de coleções particulares; desenhos do artista português Henrique Jose da Silva, diretor da Academia de Belas Artes e inimigo dos franceses, sobretudo de Debret, do Acervo Escola de Belas Artes da UFRJ; entre outras preciosidades.

Casa França-Brasil
Terça a Domingo, de 10 às 20 horas
Rua Visconde de Itaborai, 78, Centro
Entrada Franca
http://www.fcfb.rj.gov.br
( fonte:http://oglobo.globo.com/)

Mais exposições:


SERTÃO CONTEMPORÂNEO. Fotografias de Brigida Baltar, Efrain Almeida, José Rufino e Rosângela Rennó compõem essa coletiva, elaborada nos moldes das expedições artísticas e científicas de dois séculos atrás. Com curadoria de Marcelo Campos, a mostra apresenta quatro diários de viagens através dos sertões, com registros sob o ponto de vista contemporâneo. Brígida mapeou o Vale do Cariri, entre o Ceará e Pernambuco; Efrain circulou do litoral do Rio Grande do Norte até o sertão de Mossoró; Rufino atravessou o estado da Paraíba, da costa ao sertão de Cajazeiras; e Rosângela Rennó realizou uma viagem de gabinete, trabalhando com registros dos sertões de Minas e São Paulo realizados pelos fotógrafos Léo Drumond, João Castilho, Joel Silva e Odilon Comodaro. Caixa Cultural (Galeria 2). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, 2544-7666, Metrô Carioca. Terça a domingo, 10h às 22h. Grátis. Até 27 de abril. A partir de terça (25/3). www.caixacultural.com.br.

RUGENDAS, UM OLHAR INAUGURAL. Pintor e desenhista alemão, Johann Moritz Rugendas (1802-1858) esteve no Brasil em 1821, contratado pela expedição científica do barão de Langsdorff para registrar paisagens, costumes, habitantes das cidades e índios. Parte desse material foi reunida no livro Voyage Pittoresque Dans le Brésil (Viagem Pitoresca Através do Brasil), editado pela primeira vez em 1835, em Paris. Nesta mostra estão cinqüenta litografias extraídas da publicação, como Índios em Acampamento, Casal de Negros em uma Plantação e Capitão-do-Mato. Através de projeções dessas mesmas obras, em grande escala, é possível perceber a riqueza dos detalhes dos registros. Centro Cultural da Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, 3212-2550, Metrô Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 28.

OSCAR NIEMEYER ARQUITETO BRASILEIRO CIDADÃO. Obras de arte, fotografias e esboços de projetos compõem essa coletiva com trabalhos do próprio Niemeyer e de artistas plásticos que produziram esculturas, painéis e murais para várias construções por ele assinadas. São nomes como Bruno Giorgi, Alfredo Ceschiatti, Portinari, Athos Bulcão, Franz Weissmann, Tomie Ohtake e José Pedrosa. Com curadoria de Marcus Lontra e realização do Instituto Tomie Ohtake, a exposição conta ainda com criações de artistas pertencentes à Coleção João Sattamini, entre eles Aluísio Carvão, Beatriz Milhazes, Ione Saldanha, Ivan Serpa, Joaquim Tenreiro, Lygia Clark, Paulo Roberto Leal e Sérgio Camargo. Museu de Arte Contemporânea. Mirante da Boa Viagem, s/nº, Niterói, 2620-2400. Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 4,00. A bilheteria fecha quinze minutos antes. Crianças de até 7 anos e estudantes até o ensino médio não pagam. Grátis às quartas. Até domingo (30).


DARWIN: DESCUBRA O HOMEM E A TEORIA REVOLUCIONÁRIA QUE MUDOU O MUNDO. Vida e obra do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) são representadas por 400 itens, objetos, documentos, filmes e espécies vivas, como sapos, iguanas e orquídeas-. Na mostra, que tem curadoria de Niles Eldridge, diretor do Museu de História Natural de Nova York, também há reconstituições de cenários como a sala de estudos na famosa Down House, casa de campo na cidade de Downe, a 25 quilômetros de Londres, onde Darwin escreveu a Teoria da Evolução e o livro A Origem das Espécies, em 1859. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro, 2550-9220. Terça a sexta, 9h às 18h; sábado, domingo e feriado, 10h às 18h. R$ 10,00 (por aluno, em visita monitorada para grupos de até 24 pessoas) e R$ 15,00. Crianças menores de 7 anos, pessoas com mais de 60 anos e grupos agendados de escolas públicas não pagam. Até 13 de abril. www.darwinbrasil.com.br.

OS TRÓPICOS ­ VISÕES A PARTIR DO CENTRO DO GLOBO. Trata-se de uma instigante volta ao mundo através de 130 antiguidades, ao lado de 87 pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, vídeos e instalações. Relíquias, trazidas do conceituado Museu Etnológico de Berlim, e invenções de 23 artistas contemporâneos dividem espaço para representar culturas díspares de países na África, na Ásia, nas Américas e na Oceania, na faixa entre os trópicos de Capricórnio e de Câncer. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, 3808-2020, Metrô Uruguaiana. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 4 de maio.


RIO DE JANEIRO, CAPITAL DE PORTUGAL. Calcada nas comemorações pelos dois séculos da chegada da família real, essa mostra tem enfoque no impacto da vinda de dom João e sua corte na transformação dos costumes, na economia, na moda, na culinária e no urbanismo da cidade no começo do século XIX. Além de gravuras de Debret, o acervo iconográfico oferece um toque de bom humor, exibindo, por exemplo, uma série de retratos de dom João e Carlota Joaquina que, retocados a pedido dos clientes, resultam em uma galeria de personagens embelezados. Ao fim do percurso o visitante poderá levar duas receitas de 200 anos criadas por Lucas Rigaud, que foi cozinheiro de dona Maria, a Louca. Arte Sesc. Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo, 3138-1343, Metrô Flamengo. Terça a sábado, 12h às 20h; domingo, 11h às 17h. Grátis. Até 5 de maio.

HILAL SAMI HILAL. Esse artista plástico capixaba de ascendência síria, 55 anos, traz para o Rio a mostra Seu Sami, vista por 17.000 pessoas no Museu da Vale, em Vitória. Concebida em homenagem a seu pai, que morreu quando Hilal tinha 12 anos, a exposição ocupa todo o 2º andar do MAM com seis enormes instalações, a exemplo de Sherazade, inspirada nos contos do clássico As Mil e Uma Noites e construída com o entrelaçamento das páginas de 400 livros. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, 2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 18 de maio. www.mamrio.com.br.

UM NOVO MUNDO, UM NOVO IMPÉRIO: A CORTE PORTUGUESA NO BRASIL. Pinturas, gravuras, objetos e documentos, como a carta de elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves, estão expostos nessa grande mostra comemorativa pelos 200 anos da chegada da família real. Entre as peças de mobiliário, uma das mais curiosas é a cadeira acústica usada por dom João VI- – que tinha deficiência auditiva – para ouvir melhor os súditos. Também há belas pinturas como a Chegada de D. João VI a Salvador, pintada por Portinari em 1952, e Chegada da Família Real de Portugal, óleo sobre tela que reconstitui a entrada da frota na Baía de Guanabara, criada em 1999 pelo pintor da Marinha inglesa Geoff Hunt, com base em informações do diário de bordo dos viajantes da época. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro, 2550-9220. Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriado, 10h às 18h. R$ 6,00. Menores de 5 anos e maiores de 65 anos não pagam. Grátis aos domingos. Até 8 de junho.

FOTOGRAFIA:

FAMÍLIA FERREZ: NOVAS REVELAÇÕES. Antigas paisagens cariocas e do interior do estado fluminense estão entre os 396 registros inéditos feitos por três gerações dos Ferrer entre 1912 e 1958: Marc (1843-1923), seus filhos Luciano (1884-1955) e Júlio (1881-1946) e o neto Gilberto (1908-2000). Nas paredes de quatro salas do 2º andar do CCBB estão 170 ampliações. As 226 imagens restantes foram distribuídas em dez álbuns que podem ser manuseados. Além de retratos na França, Suíça e Senegal e dos estados da Bahia, Minas, Goiás, Pernambuco e Acre, a estrela da mostra é a sala com trinta fotografias que documentam o desmonte do Morro do Castelo. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, 3808-2020. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 27 de abril.

O RIO DE JANEIRO DE AUGUSTO MALTA NO ACERVO DO INSTITUTO MOREIRA SALLES. Autor da mais importante documentação fotográfica existente sobre o Rio, feita nas três primeiras décadas do século XX, Augusto Malta (1864-1957) foi contratado pelo prefeito Pereira Passos em 1903. Nessa mostra estão cinqüenta imagens e uma projeção multimídia com registros como os da construção da Avenida Central (atual Rio Branco), da Exposição Nacional de 1908, da Exposição do Centenário da Independência de 1922 e de festas populares, como o Carnaval. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, 3284-7400. Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 15 de junho. www.ims.com.br.

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sábado, 22 de março de 2008

DOMINGO DE PÁSCOA


“‘Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, ressuscitou!’ (Lc 24, 5b-6). Três dias após a morte de Jesus, algumas mulheres foram ao seu túmulo, ouviram este anúncio e se tornaram mensageiras dessa boa notícia.

Também hoje a Igreja testemunha e anuncia, como fez através dos séculos: Jesus Cristo, morto na cruz, ressuscitou, está vivo e presente no meio de nós! Por infinita condescendência para conosco, Deus tornou-se próximo de nós e manifestou-nos amor sem medida, iluminou e deu sentido novo à vida através da ressurreição de Jesus.

A Páscoa, passagem das trevas para a luz, da morte para a vida, empenha-nos decididamente na superação dos sinais de morte ainda presentes na cultura e na convivência humana. O anúncio pascal traz a certeza de que a injustiça e o egoísmo, a violência e o ódio não terão a última palavra sobre a existência…

Ressuscitou! Não está mais entre os mortos! O amor de Deus, manifestado a nós na ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, alimenta a alegria e a esperança; ao mesmo tempo, faz-nos participar da edificação da sociedade, segundo os critérios da verdade, da justiça e da solidariedade. A Páscoa de Jesus é sinal da vitória possível sobre a morte e todos os males…

Jesus Cristo, que passou da morte para a vida, fortifique nossa esperança. O Deus da vida abençoe a todos.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil , Brasília, Páscoa de 2007″

(www.cnbb.org.br)


Páscoa significa renascimento, renascer.
Desejo que neste dia, em que nós cristãos,
comemoramos o seu renascimento para a vida eterna,
possamos renascer também em nossos corações.
Que neste momento tão especial de reflexão
possamos lembrar daqueles que estão aflitos e sem esperanças.
Possamos fazer uma prece por aqueles que já não o fazem mais,
porque perderam a fé em um novo recomeçar,
pois esqueceram que a vida é um eterno ressurgir.
Não nos deixe esquecer
que mesmo nos momentos mais difíceis do nosso caminho,
tú estás conosco em nossos corações,
porque mesmo que já tenhamos esquecido de ti,
você jamais o faz.
Pois, padeceste o martírio da cruz em nome do Pai
e pela humanidade,
que muitas e muitas vezes esquece disso.
Esquecem de ti e do teu sacrificio
Quando agridem seu irmão,
Quando ignoram aqueles que passam fome,
Quando ignoram os que sofrem a dor da perda e da separação,
Quando usam a força do poder para dominar e maltratar o próximo,
Quando não lembram que uma palavra de carinho, um sorriso,
um afago, um gesto podem fazer o mundo melhor.
Jesus...
Conceda-me a graça de ser menos egoísta,
e mais solidário para com aqueles que precisam.
Que jamais esqueça de ti e de que sempre estarás comigo
não importa quão difícil seja meu caminhar.
Obrigado Senhor,
Pelo muito que tenho e pelo pouco que possa vir a ter.
Por minha vida e por minha alma imortal.
Obrigado Senhor!

Fonte: http://mensagensepoemas.com.br


Queridos amigos,


Desejo a vocês um maravilhoso domingo de Páscoa!


Paz e Luz,


Tenham todos uma ótima semana!


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DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Hoje está acontecendo uma blogagem coletiva organizada pelo blog Faça a sua parte pelo dia mundial da água. Apesar de não estar inscrita na blogagem, acho importantíssimo refletirmos sobre esta questão. Precisamos nos conscientizar da importância de economizar água e termos consciência de que este nosso bem tão supremo está acabando. Se não mudarmos de postura, nossos filhos, nossos netos, bisnetos, a humanidade sofrerá muito mais do que já se sofre hoje. Ou não mais existirá.
Eu tenho feito a minha parte aqui em casa. Não desperdiço água e ensino meus filhos a não desperdiçá-la também. São nas tarefas de casa que economizamos. Na cozinha e no banheiro principalmente.
Nesta questão de saber dar valor à água, nunca esqueci-me de algo que vivenciei no sertão da Paraíba quando era criança. Quase sempre, íamos à Paraíba nas férias de verão e meu pai e toda a família visitávamos e passeávamos por todo o estado, inclusive pelo sertão. Eu sempre fiquei impressionada com a falta d'água naquele lugar. Animais mortos, alguns tão magros... Um dia, visitando a casa de uns conhecidos de meu pai, eu pedi um copo d'água à dona da casa e para a minha surpresa de pre-adolescente carioca, a água tinha uma coloração estranha e o gosto era muito ruim. Meio sem jeito, eu bebi a água pois era sede o que eu tinha. E esta era a água que eles tinham para beber, eu pensei. Verdade é que o Brasil não mudou muito neste sentido, pois a água nunca ficou tão escassa como nos dias de hoje.
No Rio de Janeiro, por exemplo, que é chamada de
'cidade grande', falta água em pleno século 21. Existe aquele velho ditado: "poucos com muito e muitos com pouco", ou eu diria, muitos não têm água mesmo. Falta sanemento básico em várias partes do estado. E Isso é vergonhoso. O que fazer para mudar?
O dinheiro de nossos impostos não está conseguindo chegar onde deveria. AINDA. Os políticos não deixam. Gente, quanta corrupção!! Acho que o Brasil será um país digno para todos os seus habitantes o dia em que os recursos realmente chegarem aos lugares certos.


Reportagens de hoje, no Jornal O Dia, RJ.


Água: o bem mais precioso

No Dia Mundial da Água, não há muito o que comemorar. Com a escassez desse recurso natural, a humanidade também está por um triz.

Diogo Dantas e Gislandia Governo

Rio - Planeta Terra, 2050. Neste ano, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), 4 bilhões de pessoas sofrerão com a falta de água, e dois terços da população poderá enfrentar a escassez total. Mudanças climáticas, poluição, falta de investimento em recursos hídricos e desperdício são alguns dos fatores que ameaçam a sobrevivência da humanidade. Diante desse quadro alarmante, o desafio será: como preservar esse bem tão precioso?

No último século, o consumo de água no Brasil tem crescido a um ritmo mais de doze vezes superior ao da população mundial, segundo a agência da ONU para agricultura e alimentação (FAO). Maior detentor de água do mundo, o País tem cerca de 15% de todo o estoque do planeta.

Entretanto, várias regiões já enfrentam problemas de abastecimento, principalmente os estados da região Norte e Nordeste. Mas nada se compara aos niveis críticos de recursos hídricos em países como África do Sul, Egito, Índia, Iraque, Israel, Jordânia, Líbano, Haiti, Turquia e Paquistão.

No ano de 2008, o Dia Mundial da Água dá atenção especial ao saneamento. A Organização Mundial de Saúde (OMS) antecipou na última quinta-feira parte de relatório que será divulgado no final do ano, no qual mostra que 2.6 bilhões de pessoas vivem sem acesso a um banheiro em suas casas e são vulneráveis a doenças causadas pelo mau tratamento da água. Só a diarréia mata dois milhões por ano, a maioria crianças até cinco anos.

No Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), somente 20% dos municípios fazem coleta de esgoto e o índice de tratamento gira em torno de 20% com eficiência discutível. Isso significa que todos os dejetos domésticos não tratados, ou com baixo índice de descontaminação, vão parar nos rios, córregos e outros mananciais de onde é retirada a água que abastece a população.

“A distribuição de água doce e tratada no mundo não é eficiente. Fora que, há muito desperdício, crescimento desordenado, desmatamento. Aqui no Brasil, por exemplo, infelizmente nos tornamos especialistas em transformar água em esgoto”, observa o biólogo Mário Moscatelli.

Para o engenheiro Paulo Costa, especialista em uso racional da água, o grande problema não é o saneamento. “Para cada 100 mihões de dólares investidos em saneamento básico, se economiza 300 milhões na saúde. Isso está sendo feito tardiamente. Principalmente, nas camadas mais pobres. O grande problema é a falta de um programa nacional de racionalização de consumo de água, que já foi instituido em outros países e nunca é aplicado aqui”, diz.

Na opinião do secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Minc, conscientização da população é fundamental. “Não dá para fazer dos rios, lagoas e mares depósitos de lixo, jogando garrafas pet, pneus, sacos plásticos, materiais que demoram anos para se decompor, causando a mortandade de peixes. Somente no Rio de Janeiro, são centenas de toneladas jogadas diariamente, o que torna a qualidade de nossas águas muito ruim e um foco de contaminação de doenças. É preciso entender que água é vida. É um bem insubstituível”, declara.

O biólogo Mário Moscatelli faz coro. “Não podemos ficar parados diante dessa situação. Temos que ir à guerra. Mas é uma guerra pelo futuro dos nossos filhos, de outras gerações, através de um consumo consciente. Temos que tomar conta do planeta, que é nosso único lugar para morar. Estamos num trem bala desgovernado e ainda não demos conta”.

Populações mais pobres serão as maiores vítimas

A escassez de água provocada pelo aquecimento global vai afetar os cultivos agrícolas e a segurança alimentar das populações mais pobres do mundo a partir de 2020. A previsão consta da segunda parte do relatório Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) das Nações Unidas (ONU), divulgado em 2007 e amplamente debatido. Segundo os cientistas, as populações mais pobres do mundo serão as mais afetadas pelo aquecimento global.

De acordo com o estudo, a África está entre os continentes mais vulneráveis do mundo. Segundo as previsões dos cientistas, haverá falta de água nessa região, o que vai afetar entre 75 e 250 milhões de pessoas. Na Ásia, que também será atingida pela escassez de água, esse número sobe para 1 bilhão. A diminuição dos recursos hídricos também deve provocar problemas de irrigação nas lavouras e, conseqüentemente, redução na produção de alimentos.

Ainda segundo o relatório, o derretimento das geleiras de montanhas como o Himalaia vai provocar o aumento de inundações e enchentes, provocando grande número de mortes por doenças, como a cólera, em vários países da Ásia.

22/3/2008 12:17:00

Apenas 25% do esgoto coletado no país é tratado

Brasília - Os números do saneamento básico mostram que o Brasil ainda tem muito a avançar na data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) comemora o Dia Mundial da Água. O índice médio de coleta de esgotos no país é de 69,7%, sendo que o tratamento atinge apenas 25%. Os números são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério das Cidades.

A ONU elegeu 2008 como o Ano do Saneamento e deve recomendar aos países a formulação de políticas públicas para universalizar o acesso a esse serviço. “No mundo todo, 2,6 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento e estão expostas diariamente a doenças, como diarréia e cólera”, aponta o representante da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), José Turbino.

Os números de coleta e tratamento de esgotos no Brasil refletem diferenças regionais históricas do país: no Sudeste, o índice de coleta é de 91,4%, já na região Norte, não chega a 9% das habitações. “Temos uma distribuição desigual do desenvolvimento e, evidentemente, a conseqüência disso é que as políticas públicas muitas vezes também acompanham esse desnível. [A diferença] é decorrência da falta de políticas de saneamento no âmbito nacional em sucessivos governos”, avalia secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Luciano Zica.

Entre as capitais, as diferenças chegam a mais de 90%. Enquanto em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre a coleta de esgoto atinge quase toda a população (com índices superiores a 85%), em Porto Velho, apenas 2,2% têm saneamento básico. Os dados fazem parte de um relatório do Instituto Sócio-Ambiental (ISA), que traça um panorama do alcance de sistemas de saneamento no país.

“Um dos principais desafios do Brasil é a coleta e tratamento de esgoto, em especial nas áreas mais urbanizadas. Tivemos um período muito grande de descaso, há um déficit a ser cumprido. Temos que parar de transformar o Brasil, que é o país dos rios, no país dos esgotos”, alerta uma das coordenadoras do ISA Marussia Whately.

Além de investimentos em programas de saneamento, Whately também aponta a necessidade de políticas específicas para tratamento de resíduos sólidos, avaliação compartilhada pelo representante do MMA. “A questão do ambiente urbano e dos resíduos sólidos foram agregadas ao debate dos recursos hídricos, que até bem pouco tempo eram políticas bem desfocadas. Teremos condições de trabalhar de forma harmônica segmentos que têm impactos diretos na qualidade da água; não há como dissociar a questão do lixo da boa gestão da água”, avalia Zica.

O Ministério das Cidades prevê a aplicação de R$ 40 bilhões até 2010, no chamado PAC do Saneamento, em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento. A previsão de investimentos precisa ser cumprida para que o país alcance a meta estabelecida pela ONU nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.


(Fonte: http://odia.terra.com.br)



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Sábado de Aleluia

(...) " a palavra hebraica Aleluia – significa louvado seja Deus.

(...) É impossível não se deixar mover interiormente com a celebração da Páscoa! Se na sua origem ela representou a ação libertadora e salvadora de Deus junto ao povo de Israel, hoje por um motivo ainda maior, celebramos a obra redentora de Jesus Cristo. Assumindo nossa humanidade, Ele a dignificou e, morrendo por nossos pecados, ele nos resgatou do poder da morte para nos dar a cidadania celestial".

Extraído de um texto de Dom Eusébio Scheid, Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, in:

http://amaivos.uol.com.br/templates/amaivos/amaivos07/noticia


Pintura: Rafael em "A Ressurreição de Cristo", colhida da net.






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sexta-feira, 21 de março de 2008

Via Sacra


Católicos celebram Paixão de Cristo nesta sexta-feira



Conhecido como o dia em que se celebra a morte de Jesus Cristo, a Sexta-Feira da Paixão, não é, para os católicos, um dia de luto. Segundo o padre Carlos Gustavo Haas, assessor de liturgia da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o único dia no ano em que não se celebram missas retoma a paixão e a livre entrega de Jesus.

Os ritos centrais dessa tradição são a proclamação do evangelho da paixão e a adoração da cruz. “Essa celebração tem um evangelho bastante longo, que conta toda a história dos últimos momentos de Jesus, com interação da comunidade nas falas do evangelho. Depois disso, os fiéis têm a oportunidade de adorar pessoalmente a cruz de Cristo, ato que pode ser feito com um beijo, um toque ou mesmo uma inclinação”, explica Haas.

Haas destaca que, mesmo com as celebrações, o dia é de reflexão, silêncio e oração. Ele diz ainda que não adianta respeitar parcialmente o jejum e a abstinência. “Neste dia, os católicos não devem comer carne. Vamos deixar para festejar no dia da ressurreição e aproveitar para repartir o que deixarmos de comer”, diz. No entano, o padre explica que o jejum e a abstinência podem ser substituídos por uma obra de caridade.
Na maioria das comunidades do país, geralmente na noite de Sexta Feira Santa, é representada a chamada Via Sacra. Segundo Haas, esse “caminho sagrado” percorre teatralmente o trajeto percorrido por Jesus de Jerusalém ao calvário.

Em em Nova Jerusalém, em Pernambuco, onde é realizada uma popular montagem da Via Sacra, a celebração teatral conta com Thiago Lacerda no papel de Jesus Cristo (foto) e a Miss Brasil Natália Guimarães como Maria Madalena.

Em Brasília, a celebração acontece em Planaltina, às 15h e, segundo Haas, costuma reunir milhares de pessoas. Em Porto Alegre, também no período da tarde, a representação acontece no Morro da Cruz. “São festas muito grandes espalhadas pelo país e as representações atraem até mesmo pessoas que não são católicas. É plasticamente muito bonito e uma forma mais envolvente de contar essa bela história”, diz.

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Brasil

Update: Encontrei um site bem explicativo sobre a Via Sacra. Como estamos nesta vida também para aprendermos e ensinarmos, eis o texto a quem interessar:
A VIA SACRA: QUE É? COMO TEVE ORIGEM?

Em síntese: O exercício da Via Sacra consiste em que os fiéis percorram mentalmente a caminhada de Jesus a carregar a Cruz desde o pretório de Pilatos até o monte Calvário, meditando simultaneamente a Paixão do Senhor. Tal exercício, muito usual no tempo da Quaresma, teve origem na época das Cruzadas (séculos XI/XIII): os fiéis que então percorriam na Terra Santa os lugares sagrados da Paixão de Cristo, quiseram reproduzir no Ocidente a peregrinação feita ao longo da Via Dolorosa em Jerusalém. O número de estações ou etapas dessa caminhada foi sendo definido paulatinamente, chegando à forma atual, de quatorze estações, no século XVI. ( o texto continua aqui).

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domingo, 16 de março de 2008

Solidariedade


Cristiane do blog Tô Doida me pediu ajuda para divulgar a história do menino Luís Flavio. Ele tem leucemia.
Aqui está um pequeno histórico dele reproduzido do blog da enfermeira Paola que conhece o caso mais de perto.

Vamos divulgar!!!



"Em Salvador, um casal que adotou uma criança abandonada tenta encontrar os pais biológicos do menino. Luis Flávio tem 1 ano e 10 meses, tem leucemia mielóide e faz sessões de quimioterapia desde fevereiro quando a doença foi descoberta.
O bebê foi adotado com vinte e um dias, ele foi encontrado por um vigilante na carroceria de um carro no bairro da Pituba, enrolado num lençol, ainda com o cordão umbilical.
A criança tem 90% de chances de cura, caso seja feito um transplante de medula, mas, para isso é preciso encontrar os seus pais biológicos. Os vizinhos estão torcendo para que o comerciante Marcos Almeida e sua mulher encontrem a mãe biológica de Luis Flávio.
O casal deixa claro que ela não corre risco de ser presa, pois não existe flagrante e nunca foi instaurado nenhum inquérito policial".
Quem tiver alguma informação sobre os pais biológicos de Luiz Flávio, deve enviar mensagem para o portal da rede Bahia. O endereço é o www.ibahia.com ou informações aqui para o Mais Você, pelo site ou pelo telefone: (11) 3236-0630.

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sexta-feira, 14 de março de 2008

VIVA A POESIA! - Segunda Parte -


Encontrei Drummond no You tube declamando vários de seus poemas. No site Memória Viva, vocês encontram vários poemas declamados por nosso grande poeta, aliás, este site é excelente! Vale a pena conferir!







Mundo Grande

Carlos Drummond de Andrade


Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.

Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.

Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem... sem que ele estale.

Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?

Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)

Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.

Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.

Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.

Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos.


Outro poema do Drummond que escolhi já foi musicado por Milton Nascimento. É lindo ouvir este poema na voz do Milton! É do disco Clube da Esquina 2. Quem conhece, sabe da maravilha de que estou falando.


Canção amiga

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não se vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
como quem anda ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.
Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.
Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.


Também encontrei alguns poemas da Cecília Meireles declamados por ela mesma, como em
"Retrato.

Porém, o poema a seguir me encanta à beça. Chama-se "Vôo".


Alheias e nossas as palavras voam.
Bando de borboletas multicores, as palavras voam
Bando azul de andorinhas, bando de gaivotas brancas,
as palavras voam.
Voam as palavras como águias imensas
Como escuros morcegos, como negros abutres, as palavras voam.
Oh! Alto e baixo, em círculos e retas, acima de nós, em redor de nós, as palavras voam
e às vezes pousam.



Cecília por ela mesma:

"Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o
segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde, foi nessa área que os livros se abriram e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano.
Cecíclia Meireles"

( fonte: www.tvcultura.com.br)

São tantos outros poetas maravilhosos... Sinto-me literalmente culpada por não estar aqui prestando-lhes as devidas homenagens... Mário Quintana, Cora Coralina, Vinícius de Moraes. Machado de Assis, por que não? Apesar dele ser mais conhecido e lido por sua prosa literária, já li lindos poemas do bruxo do Cosme Velho. Aos poucos, vou revisitá-los. Com certeza.


Tenham todos um ótimo fim-de-semana.



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Hoje é dia nacional da poesia - Primeira Parte -

O dia nacional da poesia surgiu como comemoração de nascimento do poeta baiano do Romantismo Castro Alves, autor de "Navio Negreio" entre outros. Para mim, todo dia deveria ser dia de poesia... A vida talvez tivesse mais leveza em nosso caminhar...

O Brasil possui tantos poetas maravilhosos que, confesso, tenho dificuldade de escolher quais eu deveria homenagear aqui no Cantinho da borboleta azul. Então farei duas postagens. Vocês gostam de ler poesia? Gosto muito de ler poemas, porém, mais ainda, de ouví-los recitados. Maria Bethânia, por exemplo, é mestra em recitar poemas. Eu fico sempre emocionada quando a vejo recitanto algum. Também há vários poemas musicados. Lembro-me de alguns de Cecília Meireles e do Drummond. E há
vários poemas recitados por seus próprios autores, inclusive disponíveis na internet, onde podemos desfrutar destas obras-primas de nossa literatura.
Eu adoraria saber recitar um poema como a Bethânia. Vejam que lindo! Primeiro, ela recita "Poema do Menino Jesus" de Fernando Pessoa e termina com a canção "O doce mistério da vida".

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segunda-feira, 10 de março de 2008

A crise diplomática continua: agora na Irlanda!!!

Parece que este pesadelo está longe de terminar... Como se não bastasse aquele triste episódio contra brasileiros na Espanha, agora aconteceu na Irlanda!

10/03/2008 - 17h18 - Atualizado em 10/03/2008 - 18h22

Barrada na Irlanda, brasileira passou 11 horas na prisão

Estudante de italiano em Milão, Marcela Mouawad passou a noite na cadeia.
Ela diz que só brasileiros estavam sendo barrados no país.
Daniel Buarque Do G1, em São Paulo


Em meio aos problemas com a entrada de brasileiros na União Européia pela Espanha, uma jovem brasileira viveu momentos de tensão e se sentiu discriminada em um outro país do continente, a Irlanda.


Estudante de italiano em Milão, Marcela Mouawad, de 18 anos, já tinha recebido a permissão de entrar na União Européia quando chegou à Itália há mais de um mês, o que deveria simplificar o controle migratório nos demais países do grupo. Ela ia passar um final de semana na Irlanda, mas a única noite da viagem de turismo foi passada em uma cadeia. Ela ficou 11 horas numa cela até que foi levada ao aeroporto e mandada de volta à Itália.

Segundo ela, ao chegar no aeroporto, o controle era muito grande com todos os viajantes. “Entrei na fila de passaportes de fora da União Européia e eles estavam fazendo muitas perguntas para gente de todas as nacionalidades, mas barravam apenas os brasileiros”, contou, em entrevista ao G1, direto de Milão, para onde voltou após o susto.


“Quando cheguei, um casal de brasileiros já estava retido no aeroporto. Ainda fomos barrados eu, outra mulher e três homens todos do Brasil. Todos foram mandados de volta para o país de onde tinham vindo, alguns imediatamente, mas eu só pude voltar no outro dia.”

Marcela contou que ficou detida no próprio aeroporto por cinco horas, mas foi levada para uma cadeia para passar a noite.

Preconceito

“Eles demonstraram bastante preconceito com os brasileiros. Eles nos tratavam muito mal, como se todos os brasileiros fossem criminosos. Eu tinha como comprovar que era estudante em Milão, tinha o telefone da escola, comprovação da hospedagem, mas eles não quiseram saber.”

Marcela contou que não sabe se o local para onde foi levada era uma cadeia comum. “Era muito pequena, e só estávamos eu e uma outra brasileira. Era uma prisão separada, com celas, uma cadeia mesmo, fora do aeroporto”, disse. Segundo ela, o local tinha cama, “mas fiquei a noite acordada. Fiquei com medo de ser mantida presa lá.”

Ela contou que ficou preocupada porque não voltou a receber informações depois que chegou à prisão. “Ficamos com medo de ficar lá. Eles haviam avisado que me mandariam de volta para a Itália, mas não deram certeza, só confirmaram pela manhã.”

Segundo a estudante, que terminou o ensino médio e pretende fazer vestibular para jornalismo, depois do ocorrido, os agentes ficaram preocupados com a imagem que ela havia ficado da Irlanda. “A imagem que ficou foi de preconceito total com o Brasil, sem que tivéssemos nada para ser repreendido. Eu não volto mais lá.”

Marcela ainda fica alguns meses estudando em Milão. Ela já tinha viajado para a França, onde entrou sem problemas, já que não teve controle migratório. Ela agora pensa se vai ou não voltar a viajar pelo continente. “Tinha uma passagem para ir para Frankfurt, na Alemanha, mas não sei se vou. Não quero correr o risco de ficar presa de novo.”

fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo


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sábado, 8 de março de 2008

Sobre a Valorizaçao da Mulher Brasileira


ALGUMAS INDAGAÇÕES SOBRE A EROTIZAÇÃO PRECOCE NA MENINA BRASILEIRA
Foi por causa de uma saia justa vivenciada pela amiga Lys com um londrino ignorante que surgiu a idéia da blogagem coletiva. Lys fez um desabafo muito sincero neste post aqui e depois de alguns momentos de reflexão, ela e nossa amiga Meire acharam importante nos reunirmos para discutirmos a situação da mulher brasileira de nossos dias. Valorizo a iniciativa, já que o fato de várias pessoas refletirem sobre um mesmo assunto ao mesmo tempo é uma maneira de aprendermos por meio da troca de idéias sobre o que podemos fazer em nosso dia-a-dia para mudarmos a realidade de questões tão mal resolvidas com relação ao universo da mulher em nosso país. Melhor ainda, todas as informações trocadas ficarão registradas na net para quem queira pesquisar e buscar soluções para melhorar a vida e quem sabe, romper com alguns estereótipos em torno de nós mulheres.
Aproveitando o dia internacional da mulher, falaremos sobre o que se pode fazer para buscarmos a valorização das mulheres do Brasil. Por ser um tema muitíssimo vasto, decidi delimitar-me em apenas um tópico que já é por si muito instigante e complexo. Algo que muito tem me incomodado como mulher, mãe, tia, madrinha e educadora é o descaminho da infância, mais especificamente com relação à erotização precoce da meninas brasileiras. Não saberia precisar como anda esta questão em outros países. Entretanto, a erotização precoce nas meninas brasileiras nunca esteve tão latente como em nossos dias. Pesquisei na internet sobre o tema e há muitos trabalhos acadêmicos e blogs combatendo o problema, entretanto, infelizmente não se pode dizer o mesmo das autoridades, sejam dentro ou fora de nossas casas. Em primeiro lugar, temos uma grande vilã nesta história: a mídia exerce um poder ferrenho sobre as crianças e a televisão em especial, é o meio mais direto de difundir valores estereotipados para as crianças, que muitas vezes podem assistir a toda programação com aprovação dos pais! Não quero aqui pregar falsos moralismos, ou dar enfoque religioso do que 'pode ou não pode' ou até mesmo pregar a volta da censura. Deus nos livre disso. Porém, a ausência total de regras faz com que as crianças fiquem sem rumo e neste caso, o que acontece é que apesar de não estarem preparadas para viver como adultos, elas se tornam adultos em miniatura. Existem diversos fatores que refletem o comportamento atual de meninas pre-adolescentes. Primeiramente, vamos começar pela roupa que as crianças são 'estimuladas' a vestir - vocês já perceberam como é raro, pelo menos nas grandes cidades, encontrarmos meninas vestidas com roupas de 'meninas'? Bem, no Rio de Janeiro, é cada vez mais raro. Eu mesma visto minha filha com vestidos de menina e nas festinhas de aniversário ela é a 'diferente'... As meninas de hoje - e refiro-me às de 5 a 10 anos, gostam de roupas que valorizam o corpo: roupas insinuantes, saias justas, saltos altos... E a maquiagem? Elas querem usar batom, sombra, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. Minha filha via suas amiguinhas indo para escola maquiadas e chorava muito quando eu lhe dizia que uma criança de 6 anos não usa maquiagem... É complicado.... O poder da mídia é tão forte que muitas mães e pais acabam cedendo. Aliás, sobre este assunto de manter os pés firmes na educação dos filhos, li uma postagem no blog da Rosely Sayao que ilustra bem esta situação. ( do dia 4 de março).

Portanto, aliada à televisão, temos a publicidade. Os mercados já captaram essa precocidade das meninas e lançam produtos direcionados a elas. Claro! O que importa são os lucros, não é mesmo? São perfumes, batons, sandálias da Xuxa, tamanquinhos da Carla Perez, produtos da Sandy, Claudia Leite, novela Dance Dance .... (Ninguém merece tanto lixo de consumo, gente!) Um outro fator muito permissivo nessa assimilação deturpada de valores é o papel da música no imaginário infantil. Tal influência pode ser tanto positiva quanto negativa. E isso depende do tipo de música que a criança costuma ouvir!! Acredito ser a influência musical, assim como a anarquia da televisão brasileira, os dois grandes pilares maléficos nesse processo de erotização precoce da menina brasileira. Perdoem-me os admiradores dos estilos musicais que citarei agora, mas sem generalizar, algumas letras de pagode e funk, por exemplo, possuem conotações sexuais fortes demais para uma criança desta idade. E com as músicas, vêm as coreografias das dançarinas, que se vestem de modo a ressaltar seus atributos físicos, com seus requebros sensuais e tornam-se as musas dos rebolados para as meninas... Lembro há algum tempo atrás, quando fui a um aniversário de criança e era a moda da 'dança da boca da garrafa'. As meninas de 5, 6, 7 anos dando aquele 'show' em suas inocências, e os pais maravilhados com a 'desenvoltura' das mesmas.... É inevitável que todas essas pressões sociais acabam empurrando as meninas para erotização precoce, prejudicando o crescimento delas. E o que acontece com nossas meninas hoje irá refletir na mulher brasileira de amanhã. Até quando teremos em nossa sociedade, tamanha vulgarização da condição feminina? Até quando a mulher será vista em 99,9% dos casos como um objeto de desejo, como uma bunda somente, mulher siliconada e/ou lipoaspirada, e não como sujeito, dona da sua própria história, dona de suas próprias escolhas? Vocês já observaram, por exemplo, a perspectiva que se tem da mulher nas propagandas de cerveja no Brasil? Acredito sempre na educação, pois é somente através da educação tanto formal, mas neste caso, principalmente a educação que recebemos em nossas casas, que poderemos reverter este processo. Confesso que fico muito assustada, como mãe, quando leio depoimentos como estes que seguem:

"O aniversário de 9 anos da paulistana Mirella Camanho foi comemorado em um salão de beleza, onde ela e outras nove amiguinhas se divertiram com o arsenal a sua disposição: pintaram as unhas, fizeram escova no cabelo e foram maquiadas. A festa da curitibana Camila dos Santos, da mesma idade, foi mais convencional. Teve salão de festa transformado em boate, com direito a luz estroboscópica, DJ e, no lugar de bolo e brigadeiro, jantar à base de estrogonofe. Muito gente grande, sem dúvida, mas o tipo de balada evitado ultimamente pela carioca Dora Ghelman, 8 anos. Preocupada com o que considera alguns quilos a mais, ela tirou o arroz do cardápio, evita doces e guloseimas e se pesa todo dia na balança de casa. Mirella, Camila e Dora são o retrato das meninas de 7 a 12 anos, um clube de princesinhas precoces, exigentes e decididas, que, cada vez mais, trocam a brincadeira de casinha e boneca por horas na frente do espelho, modelitos produzidos ou altos papos." (VEIGA, 2000, p. 42-45.)
"Em uma edição nacional, a revista Playboy, já há algum tempo, como marketing de venda, anunciou ao Brasil inteiro um ensaio fotográfico de uma modelo da seguinte forma: “18 aninhos, mas um corpinho de 13” . Em outras palavras, a mercadoria vendida era a circunstância da garota aparentar treze anos de idade. Em última análise, a revista lançava a o produto com um apelo publicitário voltado para a imagem erótica de um corpo adolescente, evidenciando, assim, a existência de um mercado para este tipo de estímulo sexual e fantasia." fonte: http://www.infanciaprecoce.wordpress.com


Uma outra questão relevante que já foi motivo para outra blogagem coletiva é que esta precocidade acaba propiciando o avanço da pedofilia, principalmente na internet, já que as crianças muitas vezes têm acesso irrestrito e assim ficam mais vulneráveis aos ataques de pedófilos. Faltam limites! Na minha concepção de mãe, crianças precisam de muito afeto mas de limites e regras também! Infelizmente o que tenho percebido é que as meninas queimam etapas importantes da vida, talvez a mais importante - a infância. E aí, tornam-se mulheres em miniaturas. Hoje meninas pre-adolescentes estão menstruando mais cedo devido ao aumento dos níveis hormonais. Muitas meninas de 10 anos já não querem mais ser BV ( sigla da geração adolescente para 'boca virgem'. A pressão é enorme entre as meninas. Triste, não? Encontrei muitos textos na internet, interessantes, informativos, e relevantes sobre a erotização infantil e reproduzo dois deles aqui, como um 'grito de alerta' para ajudarmos nossas filhas, sobrinhas, afilhadas, alunas, etc. desenvolverem suas subjetividades sem queimar etapas, tomando um passo de cada vez, vivendo uma fase de cada vez - 'apressado come cru', não é mesmo? Sei que sempre haverá algo para dificultar, atrapalhar este processo de amadurecimento, mas é aí que nós pais entramos na história, como papel de bússola mencionada pela Rosely Sayão para guiarmos nossos filhos. Mais triste do que ver uma minimulher, é observar que muitas mães e pais acham este fenômeno 'normal', é como se tivessem cegas, hipnotizadas... e aí, a situação torna-se um círculo vicioso....

Campanha: Diga não a erotização infantil!

Nos últimos anos, as crianças brasileiras, influenciadas pela mídia e pela música de má qualidade, vêm sofrendo o que os especialistas chamam de “erotização precoce”.

A Campanha “DIGA NÃO À EROTIZAÇÃO INFANTIL” visa esclarecer à sociedade a importância da música na formação do caráter e da personalidade da criança bem como os perigos da erotização precoce.


FENÔMENO SOCIAL IMPOSTO PELA MÍDIA
Os meios de comunicação, ao contrário do que muitos pensam, não têm o menor compromisso com a cultura e a formação dos indivíduos. É uma vitrine de tudo que pode vender milhões, não importando a qualidade do produto.

EROTIZAÇÃO PRECOCE
O sexo e tudo que o envolve - sedução, conquista, intimidade, prazer e reprodução - faz parte do mundo dos adultos. Assim como o trabalho e a responsabilidade civil ou criminal. Incentivar ou permitir que uma criança fale, vista-se ou dance como adultos é como assistir passivamente aos menores que trabalham nos fornos de carvão ou nos canaviais do nordeste.

INICIAÇÃO SEXUAL SEM MATURIDADE FÍSICA E EMOCIONAL

Conseqüências diretas da “erotização precoce” são crianças de 10/11 anos namorando e tendo relações sexuais aos 13/14 anos. Sem maturidade, sem informação, sem preservativos, sem anti-concepcionais. Apenas atendendo inconseqüentemente à explosão hormonal. E nós, avós precoces aos 40 anos, assistimos impotentes a tudo isso e podemos ver nossos filhos arcarem com responsabilidades de adultos, quando deveriam estar brincado de carrinho ou de boneca, ou se preparando para o futuro.

PERPLEXIDADE E PASSIVIDADE DA SOCIEDADE DIANTE DO FENÔMENO
Uma tendência social demora a se tornar “aberração”. Até que os números sejam coletados e os dados vistos como alarmantes muitas vítimas já foram feitas. As pessoas tendem a ver a violência, as drogas e até a erotização precoce como algo distante, que acontece aos filhos dos outros. Mas, se olharmos bem de perto, todos temos um parente, um amigo ou vizinho passando por algum destes problemas.

O QUE PODEMOS FAZER PARA REVERTER ESTA SITUAÇÃO
Basta estar atento e agir. Se você, pai ou educador, se preocupa com o quadro que apresentamos, tem muitas atitudes a tomar.

Divulgue esta campanha; Não permita que seus filhos se vistam como adultos; Não estimule as coreografias por vezes pornográficas que alguns “artistas” apresentam; Não financie a roda da fortuna criada com o lançamento indiscriminado de banalidades e produtos anti-educativos gerados pela mídia com intenção exclusiva de lucro.

Você tem este poder de ação. Todos somos responsáveis pela nova geração que estamos deixando para assumir o mundo. Nossa responsabilidade é tornar nossas crianças adultos felizes, equilibrados, realizados e cidadãos conscientes do seu espaço e dos outros.

DIGA NÃO A EROTIZAÇÃO INFANTIL !!!!
Fonte:http://www.diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com

Erotização da música influi na precocidade sexual da criança
07/02/2008, 10:00




É comum vermos crianças cada vez mais novas cantando e dançando ao som de refrões carregados de sexualidade, utilizando roupas e calçados impróprios para essa fase. As músicas erotizadas se tornam febre entre meninos e meninas em todo o país, mesmo sem muitas vezes terem conhecimento do que estejam ouvindo ou dançando. Mas qual a influência dessas músicas no desenvolvimento da criança? De que modo a letra de uma canção pode influenciar o comportamento infantil?


Para a psicóloga Aline Maciel, músicas de cunho apelativo com letras que tratem de sexo estimulam a iniciação sexual precoce entre meninos e meninas. Segundo ela, “músicas com uma carga sexual muito forte aliadas a coreografias sensuais fazem com que as crianças tenham acesso a elementos que não são adequados a sua faixa etária, induzindo comportamentos inadequados”.


O artigo A música e o Desenvolvimento da Criança, de autoria da Doutora em Educação Monique Andries Nogueira, atesta que a música tem um papel importante nos aspectos afetivo e social de meninos e meninas desde a primeira infância, período que vai do nascimento aos seis anos de idade. Além disso, ela funciona como meio de inserção e identificação cultural entre elas.


Entretanto letras e danças erotizadas fazem com a sexualidade, entendida como elemento presente em todos os estágios de desenvolvimento do indivíduo, se volte para o sensual, o erótico e o excitante, quando deveria ser canalizada para a construção das emoções, das relações sociais, da experimentação de papéis e do desenvolvimento da afetividade.


O acesso precoce a esse tipo de produto cultural faz com que a criança deixe de vivenciar a infância e aquilo que é próprio da fase, que é o brincar. Com a banalização do sexo, a percepção da criança é alterada. “A criança começa lidar com a sexualização do corpo sem o devido entendimento de como isso deve ser tratado”, explica Aline Maciel.


O resultado disso é o adiantamento do primeiro contato com a sexualidade, que deve acontecer na pré-puberdade, a partir do onze anos de idade. “A criança sofre uma pressão da sociedade, antecipando todo o seu processo sexual e vivendo a sua sexualidade sem inteireza e maturidade”, opina Aline Maciel. Para ela, as crianças se tornam erotizadas e em especial as meninas, que passam a ver o corpo como entidade de prazer, consumo e status social.


Imagem da mulher

Várias músicas distorcem a imagem da mulher ao utilizarem expressões como “cachorra”, “potranca”, “Maria-gasolina” e “piriguete”, que reforçam o estigma da mulher como objeto sexual e do corpo com valor de troca, denegrindo sua imagem. Esse tipo de produção afeta diretamente o desenvolvimento das meninas. “As mulheres quando dançam as coreografias carregadas em sensualidade atraem a atenção dos homens. Então, as meninas passam a se preocupar também em atrair os meninos, o que é impróprio para a infância”, comenta Aline Maciel.


Uma das decorrências disso, é o aumento dos índices de gravidez na adolescência e dos casos de abuso e violência sexual. De acordo com as estatísticas do Registro Civil, divulgadas em dezembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de partos em mães adolescentes em Sergipe representou 21,53% do total de nascimentos em 2006. Com a gravidez precoce, várias etapas do desenvolvimento são queimadas. Com a responsabilidade de uma vida nova para cuidar, muitas vezes a primeira conseqüência é o abandono dos estudos.


Com a precocidade da sexualidade da infância, os casos de abuso e exploração sexual tendem a aumentam. Em Sergipe, até setembro de 2007, a Maternidade Hildete Falcão, onde são realizadas perícias de casos desse tipo, realizou 150 atendimentos a vítimas. Os Conselhos Tutelares também registram frequentemente casos de exploração sexual comercial de crianças e adolescentes em Aracaju. Somente em 2006, foram registradas 23 ocorrências.


Um outro agravante a essa questão é o fato dos pais aprovarem que os filhos escutem músicas e dancem coreografias com sentido dúbio e sensual. “Quando os pais acham bonitinho que suas filhas usem aquele tipo de roupa e dancem essas músicas, eles estão contribuindo para a precocidade do sexo e o adultecer da criança”, esclarece a psicóloga.


Papel dos pais e da escola

O contato da criança com músicas que estimulam o erotismo e a sexualidade deve ser acompanhado pelos pais. “Os pais devem conversar com os filhos, fazendo com que eles reflitam sobre o conteúdo das músicas. Para que eles entendam que aquele tipo de música não é legal”, destaca Maciel.


Levar a criança a ter acesso a outros tipos de música, de cunho criativo, reflexivo e ao mesmo tempo divertido é um outro caminho possível na hora de reeducar os filhos musicalmente. Segundo Aline Maciel, “é necessário uma contrapartida dos pais ao se envolverem com os filhos e apresentarem a eles um tipo de música adequado”.


Além dos pais, a escola também tem papel fundamental na conscientização das crianças. “A escola precisa oferecer à criança um tipo de música diferente daquele que é tocado nas rádios e na TV”, reforça a psicóloga. O projeto pedagógico e o professor em sala de aula precisam desenvolver no aluno a capacidade de crítica e reflexão sobre o tema da sexualidade.


Contudo a psicóloga alerta que cabe aos pais escolherem a escola mais adequada e cobrar dela o cumprimento do projeto educacional apresentado, acompanhando as atividades desempenhadas e conversando com seus filhos.


A erotização da mídia

A música está presente em programas de TV, em anúncios publicitários, em filmes e em outros produtos de mídia. É muito utilizada como meio de estímulo ao consumismo e a violência. Mas ainda são as músicas que tratam de sexo, relacionamentos amorosos, traição e outros temas relacionados que mais prejudicam as crianças. Para a pesquisadora Maria José Subtil, no artigo Mídias e Música: a construção social da noção de infância, “da parte da mídia, o reforço a uma visão erotizada das crianças cria uma espécie de mal-estar em "ser infantil" e acentua nessas crianças manifestações miniaturizadas de características dos adultos”.


Ética e Legislação

A veiculação de músicas e danças na TV que explorem a sexualidade fere o Código de Ética da Radiodifusão Brasileira que determina, no Capítulo II, artigo 15, que “as emissoras de rádio e televisão não apresentarão músicas cujas letras sejam nitidamente pornográficas”.


O artigo 71 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura que “a criança e o adolescente têm direito a informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de desenvolvimento”, ao passo que o artigo 59 prevê que “os municípios, com o apoio dos Estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos para espaços e programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude”.


Além disso, o ECA responsabiliza o poder público pela regulamentação de espetáculos públicos, entre eles shows musicais, informando as faixas etárias de acesso a que não se recomendam, além de locais e horários inadequados para a sua realização (Art. 74).



SUGESTÃO DE BOX:

Música: aliada ao desenvolvimento saudável


A música também contribui positivamente para o desenvolvimento da criança, quando empregada em contexto adequado. De acordo com a psicóloga Aline Maciel, “a música desenvolve a percepção, a concentração, a observação e a criatividade da criança”.


Ao mesmo tempo em que a música possibilita essa diversidade de estímulos, ela pode estimular também a absorção de informações e a aprendizagem, principalmente no campo do raciocínio lógico, da memória, do espaço e do raciocínio abstrato. A especialista ressalta que essas características são desenvolvidas “dentro de melodias suaves, de construções harmônicas adequadas e letras construtivas”.


A pesquisadora Monique Andries Nogueira afirma que a música também traz efeitos muito significativos no campo da maturação social da criança. É por meio do repertório musical que a criança se inicia como membros de um grupo social. Além disso, a música também é importante do ponto de vista da maturação individual, isto é, do aprendizado das regras sociais por parte da criança.



Fonte: http://www.institutorecriando.org.br/ler.asp?id=10176&titulo=Paltas Fonte das fotos: google imagens


Sei que esta postagem ficou longa, mas é por uma boa causa. Termino o post saudando as mulheres: parabéns para todas nós!

Tenham todos um ótimo fim-de-semana!!

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Dia internacional da Mulher

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sábado, 1 de março de 2008

E por falar em Tom Jobim....


Um ótima dica para quem gosta de Tom Jobim:

Foi lançado recentemente um dvd sobre o Tom. Idealizado, dirigido e narrado por sua esposa, Ana Jobim, o filme é uma viagem pelo dia-a-dia de Tom Jobim. Ana compilou imagens M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A-S com os filhos, amigos, nas suas três casas e nos ensaios que pareciam verdadeiros saraus. Quem muito admira a música de Tom Jobim, com certeza vai amar este filme. Os extras são muito bons também: tem Dorival Caymmi e filhos cantando com ele ao redor do piano, enquanto as crianças brincam pela sala. O Tom lê um poema do Pablo Neruda, 'Ode a Rio de Janeiro' também muito bonito. A embalagem já é uma obra de arte, e ainda contém um livrinho com desenhos do Tom e fotografias tiradas pela Ana. Lindo, gente!

P.S. Acho que já deu para perceber que eu adoro a música do Tom Jobim, né? :-) Tem alguém aí também super apaixonado pela música dele?




Segue a apresentação do dvd + livro da Gravadora Biscoito Fino

(http://www.biscoitofino.com.br)


A CASA DO TOM – MUNDO, MONDE, MONDO

Filme de Ana Jobim conta a história de amor de Antonio Carlos Jobim com
a música, a família e a natureza.


“Esse negócio de entender de uma coisa, tem que amar. Quando você ama, isso cria uma capacidade. Você se interessa pela coisa, você começa a olhar”. A frase de Tom Jobim foi tão bem entendida por Ana, sua mulher durante 17 anos, que ela lança agora um DVD, pela Jobim Biscoito Fino, com sua história de amor com o maestro, com a família e com a natureza que aprendeu a ver pelos olhos de Tom e tão bem registrou em fotos, publicadas em diversos livros sobre o compositor. A inspiração para este DVD veio do Ensaio Poético, livro que lançou em parceria com o marido em 1987 na Casa de Cultura Laura Alvim. Na época, Ana pensou em fazer um vídeo com Tom que pudesse ser exibido em diversos monitores enquanto durasse a exposição de fotografias do livro. Chamou o primo documentarista Luiz Eduardo Lerina, contratou uma equipe composta por cinegrafista e sonoplasta, e saiu em campo documentando o marido na intimidade. Tudo feito de maneira muito livre, como ela faz questão de dizer. Tom abordava os temas que tinha vontade no momento e ela seguia sua intuição, filmando-o na casa que estavam construindo no Jardim Botânico, no Rio, no sítio da família em Poço Fundo, na serra fluminense e em Nova York. O material resultou em oito horas de gravação. Guardado há exatos 20 anos, de vez em quando Ana se via às voltas com o pedido de alguma televisão que desejava exibir uma imagem ou trechos do trabalho. Ela sentiu que os empréstimos poderiam acabar com o ineditismo e a intimidade dos filmes: “Começamos a ficar meio ciumentos, porque se fosse fragmentado perderia o sentido”. Decidiu então que iria preservar toda a documentação para a hora certa. Não deve ter sido fácil mergulhar nesta memória com passagens muitos dolorosas. Mas ela conseguiu, de certo modo, fazer uma catarse e está feliz com o resultado. Além de lindo, o DVD é emocionante. Narrado pela própria Ana Jobim, tem como fio condutor o poema Chapadão, que Tom começou a escrever quando escolheram o terreno no alto do Jardim Botânico para construírem sua casa: “A casa levou quatro anos para ficar pronta e o poema, oito”, conta ela no DVD.


VOU FAZER A MINHA CASA
NO ALTO DO CHAPADÃO
VOU LEVAR O MEU PIANO
QUE FICOU NO CANECÃO.


VOU FAZER A MINHA CASA
NO ALTO DO CHAPADÃO
VOU LEVAR A DON´ANINHA
PRA ME DAR INSPIRAÇÃO


VOU FAZER A MINHA CASA
NO ALTO DE UMA QUIMERA
VOU CRIAR UM MUNDO NOVO
INVENTAR NOVA MEGERA...


O poema vai intercalando falas, fotos em P&B e cor, filmes caseiros, filmes profissionais, uma grande entrevista com Tom feita por Ana e histórias saborosas de uma intimidade de amor: “No dia da mudança para o alto do Jardim Botânico”, conta Ana, “a única preocupação de Tom era o piano. Ele mesmo ligou para a transportadora, tomou conta de cada passo, desde a saída da casa antiga, à chegada na casa nova, até a posição do piano na sala”. As locações mudam. Tom pode estar no apartamento de Nova York ao piano e abandonar o teclado para carregar a filha Maria Luiza, ainda um bebê, ou brincando com o filho João Francisco no Central Park ou nos jardins de Poço Fundo. Ou conversando com Narciso, um empregado do sítio, que lembrava os personagens fantasiosos de Guimarães Rosa que Tom tanto amava: “Seu Tom, senhor acredita que eu meti tanta bordoada no lobisomem, que o lobisomem só olhava pra mim com a cara redonda, a orelhazinha curta e todo rupiado. Falei: vai me pegar...”. Esta conversa acontece debaixo de uma mangueira e Tom não perde a oportunidade de exercer seu fino humor: “Você vê: essa mangueira aqui, por exemplo, não dá manga, mas dá água...Isso na verdade, isso não é uma mangueira, isso é o pessoal de Hollywood que veio me filmar...são os cabos da CBS, da NBC”. Musicalmente, A Casa de Tom - Mundo, Monde, Mondo também é intimista. Tema para Ana, a primeira faixa, é executada por Ryuichi Sakamoto e Jaques Morelembaum, numa gravação feita na própria casa de Ana e Tom. Sakamoto tinha loucura para conhecer o piano do maestro. Ana emprestou a casa – Tom havia morrido oito anos antes – e os dois músicos acabaram gravando todo um CD no piano encantado. Mas Ana guardou uma preciosidade. O próprio Tom interpretando Tema para Ana, que ele nunca gravou comercialmente e ela tinha guardado num gravador caseiro. Ao todo são 24 músicas, algumas com participações (Dorival Caymmi, Chico Buarque, Maucha Adnet, a própria Ana Jobim, Danilo Caymmi, Paulo Jobim e a pequena Maria Luiza, acompanhando o pai em Samba de Maria Luiza, além da célebre gravação de Garota de Ipanema com arranjo de Eumir Deodato e participação de Jerry Doggion (sax-alto), Ron Carter (baixo), Joe Farrel (flauta) acompanhando o piano de Tom. Nos extras, mais seis canções e dois poemas. Além de Águas de Março, uma verdadeira homenagem a Dorival Caymmi (Maracangalha, Saudades da Bahia, Suíte do Pescador e Maricotinha), uma lembrança de Bororó (Curare) e os poemas Chapadão e Oda a Rio de Janeiro, de Pablo Neruda. E voltando àquela história “esse negócio de entender de uma coisa, tem que amar”, Ana Jobim dedicou o trabalho aos dois filhos, João Francisco e Maria Luiza, sem esquecer de citar os dois mais velhos, de Tom com Tereza, Paulo e Elizabeth. A Casa do Tom é, principalmente, um resgate do pai para Maria Luiza, que tinha apenas sete anos quando ele morreu. (Maria Lucia Rangel)

Faixas

01 Tema para Ana (Antonio Carlos Jobim) 1m35s




02 Estrada do Sol (Antonio Carlos Jobim / Dolores Duran) 2m07s




03 O Boto (Antonio Carlos Jobim / Jararaca) 1m01s




04 Piano na Mangueira (Antonio Carlos Jobim / Chico Buarque) 0m34s




05 Chansong (Antonio Carlos Jobim) 2m38s




06 Dindi (Antonio Carlos Jobim / Aloysio de Oliveira) 0m54s




07 Meu Amigo Radamés (Antonio Carlos Jobim) 1m01s




08 Double Rainbow - Chovendo no Roseira (Antonio Carlos Jobim) 1m39s




09 Valse - versão instrumental (Paulo Jobim) 1m22s




10 O Boto - somente trecho de berimbau (Antonio Carlos Jobim / Jararaca) 1m23s




11 Garota de Ipanema (Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes) 1m22s




12 Correnteza (Antonio Carlos Jobim / Luiz Bonfá)




13 Saudade do Brasil (Antonio Carlos Jobim) 1m18s




14 Meu Amigo Radamés (Antonio Carlos Jobim)




15 Imagina (Tom Jobim e Chico Buarque)




16 Maracangalha (Dorival Caymmi)




17 Milagre (Dorival Caymmi)




18 Saudade da Bahia (Dorival Caymmi)




19 Suite do Pescador (Dorival Caymmi)




20 Bim Bom (João Gilberto)




21 Passarim (Antonio Carlos Jobim) 1m35s




22 Samba de Maria Luiza (Antonio Carlos Jobim) 0m54s




23 Tema para Ana (Antonio Carlos Jobim)




24 Falando de amor (Tom Jobim)






25 Águas de Março - Música da tela de menu (Antonio Carlos Jobim)




26 Maracangalha (Dorival Caymmi) 4m59s




27 Saudades da Bahia (Dorival Caymmi) 3m00s




28 Suite do Pescador - pout-pourri (Dorival Caymmi) 4m10s




29 Maricotinha (Dorival Caymmi) 4n04s




30 Chapadão - Poema (Antonio Carlos Jobim) 10m14s




31 Oda a Rio de Janeiro - Poema (Pablo Neruda) 4m43s




32 Curare (Bororó) 1m33s





• Extras

25 Águas de Março - Música da tela de menu (Antonio Carlos Jobim)




26 Maracangalha (Dorival Caymmi) 4m59s




27 Saudades da Bahia (Dorival Caymmi) 3m00s




28 Suite do Pescador - pout-pourri (Dorival Caymmi) 4m10s




29 Maricotinha (Dorival Caymmi) 4n04s




30 Chapadão - Poema (Antonio Carlos Jobim) 10m14s




31 Oda a Rio de Janeiro - Poema (Pablo Neruda) 4m43s




32 Curare (Bororó) 1m33s





Ficha Técnica



UMA REALIZAÇÃO BISCOITO FINO
Direção Geral: Kati Almeida Braga
Direção Artística: Olivia Hime
Direção: Ana Jobim
Gerência de Produção: Joana Hime / Patricia Lima
Assistente de Produção: Isabel Zagury / Fernando Temporão

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