segunda-feira, 24 de março de 2008

PROGRAMAÇÃO CULTURAL na cidade do Rio de Janeiro



Estava dando uma olhada na programação cultural aqui no Rio de Janeiro e há muitas exposições interessantes atualmente. O que é melhor, a maioria é de graça! Quem morar no RJ ou passar por aqui por estes meses, vejam algumas sugestões... A exposição sobre o Rio de Janeiro de Debret abrirá amanhã!

Casa França-Brasil

Exposição 'O teatro de Debret' é a maior sobre o pintor francês que melhor traduziu o Rio joanino.

Publicada em 22/03/2008 às 10h44m

RIO - Quando entrou na embarcação Calpe, de bandeira americana, rumo ao Brasil, em 1816, o pintor Jean-Baptiste Debret já era um homem de 48 anos. Abalado com a morte do filho único, Honoré, deixava para trás a mulher Sophie, de quem se separara recentemente, e seu passado de serviços prestados a Napoleão Bonaparte, o responsável direto pela vinda da Família Real para o Rio. Aqui chegando, logo conseguiu se aproximar da corte e tornar-se, provavelmente pelo seu desapego ao passado, o grande cronista visual de um tempo em que a cidade sofria uma grande transformação com a presença de Dom João VI, que aportara na cidade oito anos antes. A exposição "Os Museus Castro Maya apresentam o teatro de Debret", que entra em cartaz na próxima terça-feira, na Casa França-Brasil, e faz parte das comemorações dos 200 anos da chegada da corte portuguesa ao país, é a mais completa já realizada sobre o pintor e retrata justamente sua passagem por aqui.
Se os raros documentos existentes sobre sua vida fazem dele um personagem enigmático, suas aquarelas e seus óleos são os grandes e quase únicos documentos fiéis das mudanças culturais, dos aspectos físicos da população e dos costumes desse agitado período em que a cidade viu sua população crescer de 50 mil habitantes, em 1808, para 110 mil em 1817. O Rio cresceu em direção a novos bairros que antes não passavam de lugarejos remotos como Catumbi, Mata Cavalos (a atual Lapa), Mata Porcos (Estácio), Catete, Flamengo e Botafogo.

A exposição sobre Debret apresenta 511 obras, sendo 306 aquarelas pertencentes aos Museus Castro Maya; 151 litografias do livro "Viagem pitoresca e histórica ao Brasil", do acervo da biblioteca de Guita e José Mindlin; cinco óleos dos acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu Imperial de Petrópolis, da Itaú Cultural e de coleções particulares; desenhos do artista português Henrique Jose da Silva, diretor da Academia de Belas Artes e inimigo dos franceses, sobretudo de Debret, do Acervo Escola de Belas Artes da UFRJ; entre outras preciosidades.

Casa França-Brasil
Terça a Domingo, de 10 às 20 horas
Rua Visconde de Itaborai, 78, Centro
Entrada Franca
http://www.fcfb.rj.gov.br
( fonte:http://oglobo.globo.com/)

Mais exposições:


SERTÃO CONTEMPORÂNEO. Fotografias de Brigida Baltar, Efrain Almeida, José Rufino e Rosângela Rennó compõem essa coletiva, elaborada nos moldes das expedições artísticas e científicas de dois séculos atrás. Com curadoria de Marcelo Campos, a mostra apresenta quatro diários de viagens através dos sertões, com registros sob o ponto de vista contemporâneo. Brígida mapeou o Vale do Cariri, entre o Ceará e Pernambuco; Efrain circulou do litoral do Rio Grande do Norte até o sertão de Mossoró; Rufino atravessou o estado da Paraíba, da costa ao sertão de Cajazeiras; e Rosângela Rennó realizou uma viagem de gabinete, trabalhando com registros dos sertões de Minas e São Paulo realizados pelos fotógrafos Léo Drumond, João Castilho, Joel Silva e Odilon Comodaro. Caixa Cultural (Galeria 2). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, 2544-7666, Metrô Carioca. Terça a domingo, 10h às 22h. Grátis. Até 27 de abril. A partir de terça (25/3). www.caixacultural.com.br.

RUGENDAS, UM OLHAR INAUGURAL. Pintor e desenhista alemão, Johann Moritz Rugendas (1802-1858) esteve no Brasil em 1821, contratado pela expedição científica do barão de Langsdorff para registrar paisagens, costumes, habitantes das cidades e índios. Parte desse material foi reunida no livro Voyage Pittoresque Dans le Brésil (Viagem Pitoresca Através do Brasil), editado pela primeira vez em 1835, em Paris. Nesta mostra estão cinqüenta litografias extraídas da publicação, como Índios em Acampamento, Casal de Negros em uma Plantação e Capitão-do-Mato. Através de projeções dessas mesmas obras, em grande escala, é possível perceber a riqueza dos detalhes dos registros. Centro Cultural da Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, 3212-2550, Metrô Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 28.

OSCAR NIEMEYER ARQUITETO BRASILEIRO CIDADÃO. Obras de arte, fotografias e esboços de projetos compõem essa coletiva com trabalhos do próprio Niemeyer e de artistas plásticos que produziram esculturas, painéis e murais para várias construções por ele assinadas. São nomes como Bruno Giorgi, Alfredo Ceschiatti, Portinari, Athos Bulcão, Franz Weissmann, Tomie Ohtake e José Pedrosa. Com curadoria de Marcus Lontra e realização do Instituto Tomie Ohtake, a exposição conta ainda com criações de artistas pertencentes à Coleção João Sattamini, entre eles Aluísio Carvão, Beatriz Milhazes, Ione Saldanha, Ivan Serpa, Joaquim Tenreiro, Lygia Clark, Paulo Roberto Leal e Sérgio Camargo. Museu de Arte Contemporânea. Mirante da Boa Viagem, s/nº, Niterói, 2620-2400. Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 4,00. A bilheteria fecha quinze minutos antes. Crianças de até 7 anos e estudantes até o ensino médio não pagam. Grátis às quartas. Até domingo (30).


DARWIN: DESCUBRA O HOMEM E A TEORIA REVOLUCIONÁRIA QUE MUDOU O MUNDO. Vida e obra do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) são representadas por 400 itens, objetos, documentos, filmes e espécies vivas, como sapos, iguanas e orquídeas-. Na mostra, que tem curadoria de Niles Eldridge, diretor do Museu de História Natural de Nova York, também há reconstituições de cenários como a sala de estudos na famosa Down House, casa de campo na cidade de Downe, a 25 quilômetros de Londres, onde Darwin escreveu a Teoria da Evolução e o livro A Origem das Espécies, em 1859. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro, 2550-9220. Terça a sexta, 9h às 18h; sábado, domingo e feriado, 10h às 18h. R$ 10,00 (por aluno, em visita monitorada para grupos de até 24 pessoas) e R$ 15,00. Crianças menores de 7 anos, pessoas com mais de 60 anos e grupos agendados de escolas públicas não pagam. Até 13 de abril. www.darwinbrasil.com.br.

OS TRÓPICOS ­ VISÕES A PARTIR DO CENTRO DO GLOBO. Trata-se de uma instigante volta ao mundo através de 130 antiguidades, ao lado de 87 pinturas, desenhos, fotografias, esculturas, vídeos e instalações. Relíquias, trazidas do conceituado Museu Etnológico de Berlim, e invenções de 23 artistas contemporâneos dividem espaço para representar culturas díspares de países na África, na Ásia, nas Américas e na Oceania, na faixa entre os trópicos de Capricórnio e de Câncer. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, 3808-2020, Metrô Uruguaiana. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 4 de maio.


RIO DE JANEIRO, CAPITAL DE PORTUGAL. Calcada nas comemorações pelos dois séculos da chegada da família real, essa mostra tem enfoque no impacto da vinda de dom João e sua corte na transformação dos costumes, na economia, na moda, na culinária e no urbanismo da cidade no começo do século XIX. Além de gravuras de Debret, o acervo iconográfico oferece um toque de bom humor, exibindo, por exemplo, uma série de retratos de dom João e Carlota Joaquina que, retocados a pedido dos clientes, resultam em uma galeria de personagens embelezados. Ao fim do percurso o visitante poderá levar duas receitas de 200 anos criadas por Lucas Rigaud, que foi cozinheiro de dona Maria, a Louca. Arte Sesc. Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo, 3138-1343, Metrô Flamengo. Terça a sábado, 12h às 20h; domingo, 11h às 17h. Grátis. Até 5 de maio.

HILAL SAMI HILAL. Esse artista plástico capixaba de ascendência síria, 55 anos, traz para o Rio a mostra Seu Sami, vista por 17.000 pessoas no Museu da Vale, em Vitória. Concebida em homenagem a seu pai, que morreu quando Hilal tinha 12 anos, a exposição ocupa todo o 2º andar do MAM com seis enormes instalações, a exemplo de Sherazade, inspirada nos contos do clássico As Mil e Uma Noites e construída com o entrelaçamento das páginas de 400 livros. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, 2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 18 de maio. www.mamrio.com.br.

UM NOVO MUNDO, UM NOVO IMPÉRIO: A CORTE PORTUGUESA NO BRASIL. Pinturas, gravuras, objetos e documentos, como a carta de elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves, estão expostos nessa grande mostra comemorativa pelos 200 anos da chegada da família real. Entre as peças de mobiliário, uma das mais curiosas é a cadeira acústica usada por dom João VI- – que tinha deficiência auditiva – para ouvir melhor os súditos. Também há belas pinturas como a Chegada de D. João VI a Salvador, pintada por Portinari em 1952, e Chegada da Família Real de Portugal, óleo sobre tela que reconstitui a entrada da frota na Baía de Guanabara, criada em 1999 pelo pintor da Marinha inglesa Geoff Hunt, com base em informações do diário de bordo dos viajantes da época. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro, 2550-9220. Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriado, 10h às 18h. R$ 6,00. Menores de 5 anos e maiores de 65 anos não pagam. Grátis aos domingos. Até 8 de junho.

FOTOGRAFIA:

FAMÍLIA FERREZ: NOVAS REVELAÇÕES. Antigas paisagens cariocas e do interior do estado fluminense estão entre os 396 registros inéditos feitos por três gerações dos Ferrer entre 1912 e 1958: Marc (1843-1923), seus filhos Luciano (1884-1955) e Júlio (1881-1946) e o neto Gilberto (1908-2000). Nas paredes de quatro salas do 2º andar do CCBB estão 170 ampliações. As 226 imagens restantes foram distribuídas em dez álbuns que podem ser manuseados. Além de retratos na França, Suíça e Senegal e dos estados da Bahia, Minas, Goiás, Pernambuco e Acre, a estrela da mostra é a sala com trinta fotografias que documentam o desmonte do Morro do Castelo. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, 3808-2020. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 27 de abril.

O RIO DE JANEIRO DE AUGUSTO MALTA NO ACERVO DO INSTITUTO MOREIRA SALLES. Autor da mais importante documentação fotográfica existente sobre o Rio, feita nas três primeiras décadas do século XX, Augusto Malta (1864-1957) foi contratado pelo prefeito Pereira Passos em 1903. Nessa mostra estão cinqüenta imagens e uma projeção multimídia com registros como os da construção da Avenida Central (atual Rio Branco), da Exposição Nacional de 1908, da Exposição do Centenário da Independência de 1922 e de festas populares, como o Carnaval. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, 3284-7400. Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até 15 de junho. www.ims.com.br.

Marcadores: , , , , , ,

Commentários:
Sonia, vou voltar para ler este post tao rico...

Mas agora estou aqui para te fazer um convite...

Desculpa o recado assim mas creio que você vai entender...

Viemos aqui para te convidar para uma blogagem coletiva com o titulo:
O que voce pode fazer para acabar com o analfabetismo no Brasil?

Que acontecerá no proximo dia 18 de abril, dia nacional do livro.

O post convocatoria voce pode ler no blog da Georgia (http://saia-justa-georgia.blogspot.com/) e no blog da Meiroca (www.meiroca.com).

Caso voce tenha algo a dizer a respeito, deixe um comentario no blog da Georgia ou da Meiroca, para que possamos te incluir.

Participe e divulgue em seu blog.

Georgia e Meire
Postado por Blogger Georgia : 25 de mar de 2008 06:06:00  
Sônia:
Realmente, exposições que, no meu entender, são imperdíveis, pelo menos para quem está próximo delas.
Gostaria de vê-las, todas, mas não sei se terei oportunidade.
Postado por Anonymous Lino : 25 de mar de 2008 10:18:00  
Oi Sonia.

Neste ano de comemoração da vinda da familia real para o Brasil, o país está cheio de exposições ótimas.

Moro em São Paulo e espero que algumas delas venham para cá. A exposição de Darwin já esteve aqui mas não tive a oportunidade de ir.

Aproveite.

Bjs.
Elvira
Postado por OpenID evipensieri : 25 de mar de 2008 13:00:00  
SÔnia, com tantas opções e UMA MELHOR DO QUE A OUTRA, EU NAO SEI SE FICARIA ESCOLHENDO.EU IRIA A TODAS. POIS SÃO DE CARÁTER EDUCATIVO E HISTÓRICO.
Ficarei mais um tanto por aqui para me atualizar.


Dias Felizes e que sua pascoa tenha sido maravilhosa


SEMPRE ENTRO EM SEU BLOG PELO D\ MEIROCA , POIS VC COLOCA O LINK COM ALGUMA COISA QUE NAO ABRO...KKK
Postado por Blogger Grace Olsson : 25 de mar de 2008 15:40:00  
Oi Sonia tudo bem?

Desculpe só estar passando por aqui agora.

Como foi sua Páscoa?

A minha foi boa, passei com a família.

Ontem eu fui buscar uma encomenda minha que eu fiz lá no blog da Denise do Sindrome de Estocolmo e conheci o marido dela o Ted.

Ele veio a São Paulo na segunda e terça e hoje ia viajar para outros Estados.

É muito bom conhecer os amigos virtuais.

E eu já me sinto sua amiga.

Adorei a dica da exposição do Sertão Contemporâneo.


Beijos

Alê
Postado por Anonymous Alessandra : 25 de mar de 2008 22:55:00  
Sonia, ainda não perdia a esperança, ainda vou conhecer o Rio, e com tantas coisas para ver, tenho certeza que não vou me arrepender.
Beijos.
Postado por Blogger Aninha Pontes : 26 de mar de 2008 07:07:00  

Postar um comentário