"palavras são como estrelas, facas ou flores
elas têm raízes, pétalas, espinhos
são lisas, ásperas, leves ou densas
para acordá-las basta um sopro em sua alma
e como pássaros
vão encontrar seu caminho".
Pedro é outro santo que nasceu com nome diferente. Chamava-se Simão, ou Simeão. Nascido em um vilarejo pagão na Galiléia, levou a vida como pescador na cidade de Carfanaum, até que, junto com seu irmão André, foi convocado por João Evangelista para fazer parte do grupo mais próximo de seguidores de Jesus Cristo. Simão era um dos apóstolos preferidos de Cristo, que admirava sua liderança firme e lhe deu o nome de Pedro (Petrus), que significa pedra, rocha. Justificando isso, Jesus teria dito: "És Pedro! E sobre esta rocha construirei minha Igreja". Dizem que Pedro viveu muitos anos após a morte de Jesus Cristo, dedicando sua vida à pregação das palavras de seu mestre pelo Império Romano, tanto na Palestina quanto em Antióquia. Por esse motivo e por sua proximidade com Cristo, ele é considerado fundador da Igreja Católica Romana. Contam algumas versões que Pedro foi executado em Roma quando tinha 64 anos.
fonte do texto:http://www.sjose.com.br/educar.php?noticia_id=78 fonte da imagem:http://www.paroquiasaosebastiaomatao.com.br/santos2.htm
Hoje é o aniversário de nascimento de Guimarães Rosa. Se estivesse vivo, estaria completando 100 anos. Algumas frases do Rosa:
"Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando."
"Viver é etecetera".
"Felicidade se acha é em horinhas de descuido"
"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem".
"Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?"
"O mundo é mágico. As pessoas não morrem, ficam encantadas".
"Vivo no infinito; o momento não conta. Vou lhe revelar um segredo: creio já ter vivido uma vez. Nesta vida também fui brasileiro e me chamava João Guimarães Rosa"
Querem ler um pouco mais sobre o Guimarães Rosa? Então clique aqui.
fonte da imagem: google Frases:http://www.pensador.info/p/frases_de_guimaraes_rosa_sobre_o_ser_humano/1/ http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/guimaraesrosa/index.htm
O plantio do milho propicia às festas juninas os pratos regionais da época.
Bolo de Santo Antônio
250 gramas de farinha de trigo 250 gramas de manteiga 8 ovos 250 gramas de açúcar 10 gramas de erva-doce 100 gramas de castanha assada sem casca
Misture o açúcar com a manteiga (com colher de pau) até ficar bem ligado, junte a erva-doce e vá pondo as gemas, uma a uma mexendo sempre.
Continue a bater a massa durante 3 ou 4 minutos e por fim misture a farinha com muito cuidado. Asse em forma redonda, untada e forrada com papel vegetal também untado. Forno regular. Com as claras que sobrara, faça uma massa de suspiro, cubra com ela o bolo depois de assado e enfeite-o com as castanhas.
Broas de milho
1/2 litro de leite 1 kg de farinha de milho 1 colher de gordura (manteiga) 1 colher de erva-doce sal açúcar a gosto ovos (quantos sejam precisos para dar consistência à massa)
Junte todos os ingredientes exceto os ovos, numa caçarola e leve-a ao fogo, mexendo a massa até ficar um angu duro. Deixe esfriar e então vá amassando com os ovos até que fique no ponto de fazer broas.
Faça enrolando-as nas mãos ou numa xícara polvilhada com fubá e leve ao forno em tabuleiro polvilhado. O forno deve ser regular.
Munguzá ( Aqui no RJ conhecemos como Canjica de milho branco) milho para munguzá açúcar a gosto leite de coco erva-doce a gosto
Leve o milho ao fogo com bastante água para cozinhar. Quando cozido, junte o leite de coco, tempere com o açúcar e a erva-doce e deixe ferver algum tempo para apurar. Sirva com canela em pó e café.
Bolo de mandioca
1 quilo de massa de mandioca 5 ovos 3 xícaras de açúcar 1 garrafa de leite de coco 2 colheres de fermento 1 pitada de sal 200 gramas de manteiga Bata a manteiga com o açúcar, depois as gemas, juntar a massa, o leite e os demais ingredientes. Por último as claras em neve. Forno quente.
Arroz doce
1 xícara de arroz 1 xícara de açúcar 1 litro de leite casca de limão
Lavar o arroz e cozinhar em fogo lento. Quando estiver quase cozido junte o leite, açúcar e a casquinha de limão. Não deixe secar demais. Sirva polvilhado com canela em pó e acompanhado com saboroso café.
Bolo de milho seco Passada a safra de milho, este cereal continua participando de nossa alimentação, através do munguzá, do cuscuz e do bolo de milho seco, servido na ceia e que é feito assim, conforme receita recolhida por Gilberto Freyre: "Uma xícara de açúcar, doze ovos, sendo seis claras e seis sem elas, meio quilo de manteiga, dez colheres de sopa de fubá de milho e dez de farinha de trigo. Forno quente. Forma amanteigada".
Bolo de nata
"Ingredientes: Uma xícara de nata, duas de açúcar, duas de leite, duas de farinha de trigo, três ovos, quatro colherinhas de pó Royal. Modo de fazer: Mistura-se a nata com o açúcar até ficar como um creme; põe-se o leite e, em seguida, a farinha de trigo, depois os ovos bem batidos e, por último, o pó Royal. Assa-se em forno brando, em forma untada com manteiga", conforme receita de dona Denise Wanderley Cadete, do Recife.
Bolo-de-rolo Pernambuco
"Tomam-se duzentas e cinquenta grams de manteiga, duzentas e cinquenta gramas de farinha de trigo, meia lata de goiabada e cinco ovos. Modo de fazer: Bate-se o açúcar com a manteiga. Depois de bem batido, vão-se botando os ovos, um a um, e por último a farinha de trigo. Depois de bater bem, bota-se a massa na assadeira que deve estar bem untada de manteiga. Tira-se do forno, despeja-se num guardanapo e deita-se sobre a massa uma camada de doce, que já deve estar derretido. Enrola-se depressa a massa sobre o doce. Forno quente", registra Gilberto Freyre.
Bolo de São João
Bolo este próprio da época dos festejos juninos. Esta receita foi recolhida por Gilberto Freyre e é assim. "Ingredientes: Uma tijela de massa de mandioca lavada; quatorze gemas de ovos, meio quilo de açúcar. Modo de fazer: Quando estiverem os ovos bem batidos, batem-se cento e vinte gramas de manteiga e uma xícara de leite de coco sem água. Junta-se tudo e continua-se a bater até que ligue bem. Vai ao forno regular numa forma untada com manteiga".
Canjica de milho verde
12 espigas de milho verde leite de coco açúcar manteiga a gosto chá de erva-doce a gosto
Ralar o milho, passar por uma peneira. Juntar o leite de coco e o açúcar e levar ao fogo mexendo sempre até cozinhar bem (uma hora mais ou menos). Juntar a manteiga (se quiser), sirva-se acompanhado de gostoso café.
Pamonha de milho verde
24 espigas de milho verde açúcar a gosto leite de coco 2 colheres de manteiga
Tire as palhas das espigas reservando as que estiverem mais perfeitas; faça com ela os saquinhos. Rale as espigas numa vasilha funda, molhe com o leite (passe na peneira) e adoçe a gosto. Encha os saquinhos de palha com essa massa e vá colocando num caldeirão com água fervente. Quando a palha ficar amarela as pamonhas estarão cozidas. Retire-as da água e leve a escorrer numa peneira. Sirva frias no próprio saquinho.
Pé-de-moleque
1 kg de massa de mandioca molhada Açúcar mascavo a gosto 1 pitada de sal 2 ovos inteiros leite grosso de 2 cocos ralados 2 colheres de sopa de manteiga
Misturar tudo e acrescentar moídos: castanha, cravo, erva-doce. Untar a forma com margarinha ou palha de bananeira. Levar ao forno quente em média 40 minutos. Para melhor sabor, sirva-o com café.
Bolo de bacia à moda de Pernambuco
"Batem-se doze gemas de ovos com vinte colheres de açúcar; depois de tudo bem batido, põe-se meia libra de manteiga, leite de dois cocos e deita-se a massa de mandioca até ficar em boa consistência de assar. A massa deve ser bem seca", registra Gilberto Freyre.
Bolo de batata-doce
A batata-doce foi um dos alimentos vegetais dos aborígines brasileiros que os colonizadores encontraram, provaram e gostaram, lembra Gilberto Freyre citando Peckolt. É um tubérculo muito usado no Nordeste na alimentação de todos. Com a batata-doce, comida cozida com o café da manhã ou da noite, fazem-se muitos outros pratos como farofa, doce e bolo, com a vantagem de substituir a batata-inglesa no enfeite de pratos de carne. Em três estórias de Deus quando fez o mundo, Mário Souto Maior nos conta que "Deus lembrou-se do homem preguiçoso e ficou com pena dele. Para compensar a invenção da preguiça no homem, Deus imaginou uma planta que ajudasse a alimentação dos preguiçosos, uma planta que não desse muito trabalho. E fez uma folha que jogou ao sabor do vento. E quando aquela folha caiu no chão, nasceu um pé de batata-doce, que é a plantação que não dá trabalho nenhum. Basta enterrar um raminho no chão fofo e pronto! Ela dá que é uma beleza. É por isso que quando uma coisa é fácil, o povo diz que é como batata, que foi inventada para facilitar a vida dos homens". Vejamos agora, como se fazer o bolo de batata-doce: "Meio quilo de açúcar em calda grossa, um quilo de batatas cozidas, moídas e peneiradas (basta cozinhar as batatas e passar no espremedor próprio), duzentas e cinqüenta gramas de farinha de trigo, leite de um coco, cem gramas de manteiga, junta-se tudo, põe-se numa forma untada com manteiga e leva-se para assar em forno quente", registra Gilberto Freyre.
Bolo de milho verde
Escolher doze espigas de milho maduro (as donas de casa preferem, para que o bolo fique ainda mais gostoso, utilizar seis espigas de milho maduro e seis espigas de milho bem verde). Rala-se o milho e em seguida passa-se numa peneira de arame. Faz-se um angu da massa com o leite de um coco (tirado com água), uma colher de sopa de manteiga, um pouco de erva-doce e açúcar a gosto. Feito isso, põe-se o angu numa caçarola e leva-se ao fogo para cozinhar. Depois de cozido deixa-se esfriar na mesma caçarola. Quando estiver frio, batem-se quatro ovos como para pão-de-ló. Mistura-se ao angu. Em seguida põe-se o bolo numa forma untada com manteiga, deitando-se por cima uma colher de leite do coco puro. Leva-se ao forno quente para assar.
Bolinhos de milho (seco)
"Deitam-se ovos em uma vasilha, quantos se queira, uns com claras, outros sem elas, coloca-se açúcar, canela e erva-doce, tudo em quantidade que parecer conveniente. Bate-se bem tudo com colher de pau; após ser batido, põe-se a farinha de milho de modo que a massa fique um pouco mole; depois lança-se farinha de trigo até endurecer a massa. Após colocar a farinha de milho, põe-se também uma porção de banha de porco misturada com a manteiga derretida, fazendo-se a massa dura como para biscoitos. Sova-se bem sobre uma mesa. Estendem-se e arruma-se os biscoitos em bacias para irem ao fogo", registra Gilberto Freyre.
Bolo cabano
Leite de dois cocos com uma xícara d’água morna bem cheia. Oito ovos, sendo três com as claras e cinco sem claras. Os ovos devem ser muito bem batidos. Meio quilo de açúcar e meio quilo de farinha de trigo. Bater bem. Forno quente.
Bolo de amor
"Toma-se meio quilo de açúcar em calda no ponto do espelho (calda grossa) no qual se deitam dezoito gemas de ovos mexendo-se sempre até ficar em massa compacta; quando estiver frio, fazem-se os bolinhos que se polvilham com farinha de trigo ou fubá mimoso. Estes bolinhos vão ao forno em tabuleiros de folhas-de-flandres. Depois de prontos, polvilham-se os bolos com açúcar e canela", registra Gilberto Freyre.
Bolo de bacia
"Ingredientes: um quilo de massa de mandioca bem lavada, espremida e peneirada, seis ovos, três xícaras de leite de coco puro, três xícaras de açúcar, duzentas e cinquenta gramas de manteiga. Modo de fazer: Bate-se bem a manteiga com o açúcar, junte as gemas bem batidas, as claras em neve e o leite de coco. Mistura-se tudo, bem misturado, batendo-se sempre. Em seguida, junte a massa. Sal a gosto. Unte a forma com bastante manteiga, despeje a massa do bolo e leve ao forno quente", receita de dona Lígia de Souza Leão Maia, do Recife.
1 litro de pinga 1 1/2 xícara (chá) de açúcar 1 colher (sopa) de erva-doce 1 1/2 xícara (chá) de água 2 paus de canela 6 cravos 3 limões em fatias 1 mãozinha de gengibre
Faça um chá com a água e a erva-doce. Deixe esfriar e coe. Queime o açúcar até ficar dourado e junte o chá de erva-doce e os demais ingredientes. Deixe ferver e sirva quente.
Quem aqui gosta dessa época das festas juninas? Eu sempre gostei, desde criança de festa junina. Imagino que no nordeste a tradição das festas seja tão forte quanto é o desfile das escolas de samba no carnaval carioca. Ontem vi uma reportagem sobre as festas juninas de Campina Grande na Paraíba e pude perceber como é importante esta época para os paraibanos. Talvez seja a época onde a Paraíba receba mais turistas durante o ano. A festa junina da minha família este ano será festa 'julhina', comemorada em julho este ano. Como disse em outro post, esta festa já faz parte da tradição da família pois além de nos divertirmos bastante, é uma forma de encontrarmos com nossos parentes de outras cidades, por exemplo, pois geralmente eles vêm para o Rio, para curtirmos a festa juntos. As crianças curtem muito a pescaria, as gincanas que minhas primas organizam. Minha filha está contando os dias para esta festa :-). Encontrei reportagens muito interessantes sobre a festa de São João. Se quiserem ler um pouco mais sobre este aspecto cultural do Brasil, é só acompanhar os textos que seguem.
Festa de São João A fogueira
Vários costumes juninos representam atos em homenagem a São João. A fogueira, por exemplo, lembra o anúncio do nascimento de João Batista, filho de Isabel e primo de Jesus, à Virgem Maria. Como era noite e Isabel morava em uma colina, esta foi a forma encontrada para o aviso.Por este motivo, nas noites de junho sãomontadas fogueiras como forma de celebração. Para a Igreja Católica, o acontecimento significa algo mais, o de preparar a vinda de Jesus. No sertão, o batismo de João também é lembrado com banhos à meia-noite no rio mais próximo.
Quadrilha
De origem francesa, a quadrilha era uma dança típica que celebrava os casamentos da aristocracia européia. Dançada em pares, já era praticada no Brasil desde 1820 e foi se popularizando desde então. Os tecidos finos da nobreza francesa deram lugar à chita, tecido mais barato e acessível, e o casamento nobre foi adaptado a uma encenação.
O enredo da união caipira é geralmente o mesmo: a noiva, que geralmente está grávida, é obrigada a casar pelos pais e o noivo recusa, sendo preciso a intervenção da polícia para que o caso se resolva. A quadrilha, como era no começo do século XIX, é realizada como comemoração do casório. A mudança dos passos é anunciada por um locutor ao som do forró. Existem, hoje, as chamadas quadrilhas estilizadas com passos marcados e coreografias ensaiadas (que mais parecem aulas de ginástica aeróbica) e criadas exclusivamente para uma determinada música.
Se tiver vontade de aprender ou matar a saudade de como se dança a quadrilha, visite este site aqui.
É interessante perceber a influência francesa até mesmo nos nomes dos passos.
Forró
Existem duas atribuições para a origem do nome forró. Uma delas é que corresponda etimologicamente ao termo forrobodó, que - na linguagem do caipira brasileiro - quer dizer festança ou baile popular onde há grande animação, fartura de comida e bebida e muita descontração. A outra é ao termo inglês for all (para todos), usado para designar festas feitas nas bases americanas no Nordeste, na época da Segunda Guerra Mundial, e que eram abertas ao público, ou seja, “for all” e a pronúncia local transformou a expressão em forró. A música é tocada à base da sanfona, da zabumba e do triângulo, conhecida como arrasta-pé ou pé-de-serra, sendo esta última considerada a versão mais autêntica. O ritmo sofreu algumas variações e atualmente alguns músicos incorporaram o baixo, a guitarra e a bateria às suas melodias.
Baião
Acredita-se que a palavra baião tenha surgido de bailão, fazendo alusão a "baile grande". Esta dança popular do século XIX permite a improvisação, sendo mais rápido do que o xote que a torna mais viva.
A habilidade nos pés é maior, exigindo movimentos mais velozes do corpo. Os passos são acompanhados por palmas, estalos de dedos e "umbigadas". A marcação da dança segue a musicalidade dos cocos e da sanfona.
Como a festa coincide com a colheita do milho, boa parte das guloseimas é feita a partir do grão, como pamonha, canjica, curau, pipoca e bolo. Com o tempo, cresceu a participação das culturas negra e indígena, aumentando a variedade do cardápio com pinhão, pé-de-moleque, cocada, batata- doce, vinho quente e quentão.
Olha Pro Céu Meu Amor Autores:José Fernandes e Luiz Gonzaga
Olha pro céu meu amor / Vê como ele está lindo / Olha prá quele balão multicor / Como no céu vai sumindo. Foi numa noite igual a esta / que tu me deste o teu coração/ O céu estava em festa / porque era noite de São João / Havia balões no ar / xote, baião no salão / E no terreiro o teu olhar / que incendiou meu coração.
Sonho de Papel Autor: Alberto Ribeiro
O balão vai subindo/ Vem caindo a garoa/ O céu é tão lindo/ E a noite é tão boa/ São João, São João/ Acende a fogueira/ No meu coração. Sonho de papel/ A girar na escuridão/ Soltei em seu louvor/ No sonho multicor/ Oh! Meu São João. Meu balão azul/ Foi subindo devagar/ O vento que soprou/ Meu sonho carregou/ Nem vai mais voltar.
Capelinha de Melão domínio público
Capelinha de melão / É de São João / É de cravo, é de rosa / É de manjericão. São João está dormindo / Não me ouve não / Acordai, acordai / Acordai, João.
Pula a fogueira Autores: Getúlio Marinho e João B. Filho
Pula a fogueira, Iaiá Pula a fogueira, Ioiô Cuidado para não se queimar Olha que a fogueira Já queimou o meu amor Nesta noite de festança Todos caem na dança Alegrando o coração Foguetes, cantos e troca Na cidade e na roça Em louvor a São João Nesta noite de folgueto Todos brincam sem medo A soltar seu pistolão Morena flor do sertão Quero saber se tu és Dona do meu coração
Isto é Lá Com Santo Antônio Autor: Lamartine Babo Eu pedi numa oração Ao querido São João Que me desse um matrimônio São João disse que não! São João disse que não! Isto é lá com Santo Antônio! Eu pedi numa oração Ao querido São João Que me desse um matrimônio Matrimônio! Matrimônio! Isto é lá com Santo Antônio! Implorei a São João Desse ao menos um cartão Que eu levava a Santo Antônio São João ficou zangado São João só dá cartão Com direito a batizado Implorei a São João Desse ao menos um cartão Que eu levava a Santo Antônio Matrimônio! Matrimônio! Isso é lá com Santo Antônio! São João não me atendendo A São Pedro fui correndo Nos portões do paraíso Disse o velho num sorriso: Minha gente, eu sou chaveiro! Nunca fui casamenteiro! São João não me atendendo A São Pedro fui correndo Nos portões do paraíso Matrimônio! Matrimônio! Isso é lá com Santo Antônio
Noites de junho (de João de Barro e Alberto Ribeiro)
Noite fria, tão fria de junho Os balões para o céu vão subindo Entre as nuvens aos poucos sumindo Envoltos num tênue véu Os balões devem ser com certeza As estrelas aqui desse mundo As estrelas do espaço profundo São os balões lá do céu Balão do meu sonho dourado Subiste enfeitado, cheinho de luz Depois as crianças tascaram Rasgaram teu bojo de listas azuis E tu que invejando as estrelas Sonhavas ao vê-las ser astro no céu Hoje, balão apagado, acabas rasgado Em trapos ao léu.
Chegou a hora da fogueira (Lamartine Babo)
Chegou a hora da fogueira É noite de São João O céu fica todo iluminado Fica o céu todo estrelado Pintadinho de balão Pensando no caboclo a noite inteira Também fica uma fogueira Dentro do meu coração Quando eu era pequenino De pé no chão Eu cortava papel fino Pra fazer balão E o balão ia subindo Para o azul da imensidão Hoje em dia o meu destino Não vive em paz O balão de papel fino Já não sobe mais O balão da ilusão Levou pedra e foi ao chão
Arqueólogo diz ter achado gruta onde São João batizava seus seguidores
Descoberta em Israel traz de volta debate sobre como João Batista via sua própria missão. Profeta pode ter sido mestre e inspirador da pregação de Jesus, afirmam especialistas.
Reinaldo José LopesDo G1, em São Paulo
Achados arqueológicos descritos num livro que acaba de chegar ao Brasil, bem como uma série de pesquisas históricas cuidadosas, podem ajudar a traçar um quadro mais claro sobre a vida de São João Batista, o profeta venerado pelos cristãos como o responsável por preparar a vinda de Jesus. O arqueólogo britânico Shimon Gibson encontrou, nos montes perto de Jerusalém, uma gruta com desenhos que retratariam o Batista e que teria sido usada, no século 1 da Era Cristã, para rituais de purificação idênticos ao batismo conferido pelo santo.
Se quiser ler o restante, clique aqui. fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia
2008 com certeza marca muitos aniversários importantes. Comemoramos os 200 anos da vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil, lembramos os 100 anos da morte do grande escritor Machado de Assis que, se não me engano, acontecerá em setembro e também o centenário da imigração japonesa no Brasil. Meu bisavô era também imigrante, porém veio de outras terras - a Síria e sempre imaginei como não deve ter sido difícil ter deixado todo seu mundo para trás em busca de novos horizontes - um outro país, outro idioma, outra cultura totalmente diferente da sua, os amigos, os familiares. Com os japoneses não foi diferente. Aqueles pioneiros que deixaram o Japão há 100 anos certamente não estavam em busca de aventuras e sim de melhores oportunidades de vida. Parabenizo aqueles que são fruto da imigração japonesa, brasileiras e brasileiros como eu e que hoje somam à mistura de povos do qual fazemos parte, do povo brasileiro. E para os imigrantes pioneiros, o meu sincero respeito e admiração. Para quem queira se aprofundar no assunto, encontrei este site aqui bem explicativo, sobre a programação das comemorações.
SAIBA MAIS-Há 100 anos, navio com japoneses chegava a Santos
SÃO PAULO - O Brasil comemora nesta semana os 100 anos da imigração japonesa. Confira datas, fatos e números importantes sobre a vinda dos japoneses.
*Novembro de 1907 -- Ryu Mizuno, diretor da Companhia de Imigração do Império (Kokoku Shokumin Kaisha), assina o acordo responsável pela vinda da primeira leva de imigrantes para o Brasil.
*28 de abril, 1908 -- O navio Kasato Maru sai do porto de Kobe com 781 passageiros a bordo.
*18 de junho, 1908 -- O Kasato Maru chega ao porto de Santos, em São Paulo, e os imigrantes são enviados para trabalhar em seis fazendas, na maioria plantações de café.
*Janeiro de 1930 -- O primeiro grupo de japoneses chega à Amazônia para ajudar a cultivar guaraná. Mais tarde, eles passam a cultivar também a juta e a pimenta-do-reino.
*1932 -- O número de imigrantes japoneses no Brasil passa de 130 mil -- quase 90 por cento deles trabalham nas fazendas.
*1934 -- O presidente Getúlio Vargas impõe cotas de imigração como parte de sua política nacionalista.
*1938 -- O governo brasileiro impõe restrições às atividades culturais e educacionais dos imigrantes, incluindo os japoneses, devido às tensões às vésperas da 2a Guerra Mundial.
*1952 -- O Brasil e o Japão retomam suas relações diplomáticas depois do hiato da 2a Guerra.
*Dezembro de 1959 -- O estaleiro Ishikawajima do Brasil, conhecido como Ishibras, começa suas operações. Foi o primeiro de vários investimentos industriais que vieram com os acordos bilaterais entre Brasil e Japão.
*1967 -- Empresas japonesas, incluindo a Toshiba e a NEC, começam a investir no Brasil.
*19 de junho de 2008 -- O príncipe herdeiro do Japão, Nahurito, chega ao Brasil para a comemoração oficial do centenário.
*Cerca de 250 mil brasileiros vivem no Japão, a maioria deles trabalhando em fábricas. Os "dekasseguis" mandam cerca de 2 bilhões de dólares de volta às suas famílias no Brasil.
Espero que este documentário chegue às telas no Rio de Janeiro pois estou curiosa para ver um documentário sobre o forró sob a perspectiva de um cineasta suiço! Esta música que apresenta o documentário, Paraíba meu amor, é de autoria do Chico César, este compositor/cantor paraibano maravilhoso. Aliás, ele participa também do filme. Ótima dica para quem gosta de forró ou de aprender mais sobre o Brasil e a cultura brasileira. Tenham um ótimo domingo!
Cineasta suíço mostra documentário sobre forró no Festival de Montreaux
Filme foi feito por Bernand Robert-Charrue durante São João de Campina Grande em 2007. Em 11 de julho, evento vai fazer uma homenagem ao forró nordestino com artistas do Brasil.
Glauco Araújo
O Festival de Montreaux vai fazer uma homenagem ao forró, no dia 11 de julho. O evento será realizado entre os dia 4 e 19 de junho, na Suíça, e também vai exibir o documentário "Paraíba meu amor", do cineasta suíço Bernand Robert-Charrue, que rodou parte do filme durante o São João de Campina Grande em 2007.
A programação do festival prevê a exibição do documentário na sala Miles Davis, seguida das apresentações de Chico César, Trio Tamanduá, Flávio José, Pinto do Acordeon e Aleijadinho de Pombal.
O sanfoneiro Dominguinhos, que faz parte do filme, não estará no festival porque tem medo de avião. “Não viajo mais de avião. É uma pena porque a festa vai ser bonita”, disse o músico, lembrando a homenagem que será feita no evento para Luiz Gonzaga.
Robert-Charrue passou esta semana em Campina Grande (PB)para aproveitar as festas juninas e prestigiar o show de Dominguinhos, no domingo (8), no palco principal do Parque do Povo. “Campina Grande tem os melhores músicos de forró pé-de-serra. Sou um apaixonado pelo ritmo”, disse.
O diretor pretende começar uma campanha de promoção do forró no exterior. O documentário tem duração de 80 minutos e traça uma linha paralela entre a representatividade do forró na cultura do nordestino e a vida na seca. O filme intercala entrevistas e apresentações de Chico César, nascido no Sertão do paraibano, Aleijadinho de Pombal, Trio Tamanduá, Pinto do Acordeon e o grupo Os 3 do Nordeste. “O filme será lançado no cinema suíço e depois na TV européia. Inicialmente, o projeto era apenas para a televisão, mas houve a demanda do cinema. É um efeito raro, pois quando a TV se interessa, o cinema não quer.”
O Jardim Botânico é um dos lugares mais agradáveis para visitar no Rio de Janeiro. Além da natureza exuberante, já tive gratas surpresas por lá. Uma vez vi uma revoada de tucanos, micos há muitos, mas também já vimos macacos-prego e papagaios! Acostumada a encontrá-los no zoológico, vocês não imaginam a minha alegria e de minha família quando vimos estes animais livres. E no dia de hoje, descobri que o Jardim Botânico completa 200 anos. Amo este lugar! Por isso, desejo que este parque continue lindo e preservado para que possamos sempre desfrutar de sua beleza e tranqüilidade. Se quiser ler mais sobre as comemorações pelo bicentenário do Jardim Botânico, clique aqui. Se tiver interesse em fazer parte da associação dos amigos do Jardim Botânico (AAJB), clique aqui.
Fonte da imagem: http://www.pbase.com/brendito/image/61064150
Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio), nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália. Indicado professor de teologia pelo próprio são Francisco de Assis, lecionou nas universidades de Bolonha, Toulouse, Montpellier, Puy-en-Velay e Pádua, adquirindo grande renome como orador sacro no sul da França e na Itália. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade. A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913. Dentro da Ordem Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior Elias. Após uma crise de hidropisia (Acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo). Antônio morreu a caminho de Pádua em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 13 de maio de 1232 (apenas 11 meses depois de sua morte) pelo papa Gregório IX. A profundidade dos textos doutrinários de santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio XII o declarasse doutor da igreja. No entanto, o monge franciscano conhecido como santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de grande devoção popular. Sua veneração é muito difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil. Padroeiro dos pobres e casamenteiro, é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada. fonte:http://wagsantos.sites.uol.com.br/personalidades/index.html
Sempre foi tradição na minha família freqüentarmos o Convento de Santo Antônio, no Largo da Carioca, RJ. As festas no dia 13 são sempre muito concorridas, há missas de hora em hora. Quem não é do Rio de Janeiro, vale a pena conhecer este lugar maravilhoso. No mês de maio, eu destaquei a beleza do Convento na arquitetura do Centro do Rio de Janeiro. Este ano é inclusive muito especial pois o Convento está completando 400 anos! E como parte das comemorações, a cidade recebeu da Itália as relíquias de Santo Antônio: "São três pequenas partes autenticadas do corpo de Santo Antônio que vieram da Basílica de Pádua, na Itália", reporta o Jornal O Globo. Eu e minha mãe visitamos o Convento ontem. Estava lotado e as orações foram feitas num palco construído nos jardins dos arredores do Convento. Participamos do 12o dia da trezena.
Santo Antônio de Lisboa é considerado um santo casamenteiro; segundo a lenda, era um excelente conciliador de casais.
No Brasil, muitas moças afoitas por encontrar um marido costumavam retirar o bebê dos braços das estátuas do santo, prometendo devolvê-lo depois de alcançarem o seu pedido. Por esse motivo, alguns párocos mandavam fazer a estátua do santo com o Menino Jesus preso ao corpo do santo, evitando assim o seu sequestro.
Outras jovens colocam a imagem de cabeça para baixo, dizem que só a mudariam de posição quando Santo Antônio lhes arranjasse marido. Estes rituais são geralmente feitos na madrugada do dia 13 de Junho.
Numa outra cerimônia, conhecida como trezena (por ter a duração de treze dias), os fiéis entoam cânticos, soltam fogos, e celebram comes e bebes junto a uma fogueira com o formato de um quadrado. Essa festa acontece entre 1 e 13 de junho - é a famosa festa de Santo Antônio.
Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de Junho, as igrejas distribuem aos pobres os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que esse alimento deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, como garantia de que não faltará comida durante todo o ano. Há quem diga que o pão não mofa, mantendo-se íntegro pelo período de um ano.
Origem da Festa Junina Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrerem durante o mês de junho. Outra versão diz que esta festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.
De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial.
Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França, veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.
Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.
Festas Juninas no Nordeste Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.
Comidas típicas Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.
Tradições As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.
As Festas Juninas no Rio de Janeiro infelizmente vêm perdendo a tradição ao longo dos anos e muito tem se descaracterizado. As quermesses que são criadas pelas Igrejas e colégios principalmente ainda tentam preservar as tradições das quadrilhas, das comidas típicas e das roupas tradicionais desta festa tão acolhedora. Eu adoro Festa Junina. Na minha família, existe uma festa junina tradicional idealizada por uma tia querida que já não está mais entre nós, porém seus filhos levam a tradição adiante com muita dedicação. Nesta festa, as crianças e os adultos realmente se divertem, pois há pescaria para as crianças e outras brincadeiras. Cada um leva brinde para pescaria e para o bingo que fazemos ao longo da festa. No final, os convidados improvisam uma quadrilha. As comidas típicas não podem faltar: bolo de fubá, pé-de-moleque, cocada, paçoca, umh.....muito bom. Já viajei para a o interior da Paraíba numa época de Festa Junina e realmente lá os festejos são muito bem comemorados. A música de fundo é sempre o forró e o que me fascinou na época foi ver as criancinhas dançando forró! Muito lindo mesmo. Sou filha de paraibano com muita honra e gosto muito do ritmo do forró. Aqui no Rio de Janeiro muitas vezes as festas se estendem até julho, mas como disse, muitas destas festas para mim não possuem as características das festas tradicionais. Um dia quero conhecer as festas de Campina Grande na Paraíba, pois dizem que é uma das melhores festas que existem do gênero. Hoje é dia de Santo Antônio!
Análise das sobras feita pela Comlurb, desde 1996, revela intimidades dos cariocas: alimentação natural em Santa Teresa, produtos caros na Lagoa e a tradição de comer em casa dos tijucanos
Maria Luísa Barros
Rio - O lixo nosso de cada dia revela a verdadeira identidade dos cariocas. Como um raio- X, restos coletados pelos garis são capazes de contar os mínimos detalhes da intimidade de cada um. Coisas particulares que, na lixeira, se tornam públicas. É possível saber, por exemplo, que Copacabana é o lugar onde há a maior concentração de caixas de remédios, muitos de venda controlada. Não por acaso, o bairro com maior número de idosos.
As sobras que são o fim para a maioria, para a Comlurb são o começo de um trabalho de análise sociológica do lixo, feito desde 1996. “Dá para saber se a pessoa bebe, que tipo de bebida. Se fuma, se come em casa, se lê jornal, se mora sozinha, se tem cachorro. O lixo conta tudo”, diz a bióloga e gerente de pesquisas Adair Ferreira Motta Teixeira.
O objetivo da investigação nas lixeiras é definir novas rotas e tipos de caminhões. Mas as amostras colhidas de porta em porta permitem montar perfis de cada região. Na Zona Sul e Barra da Tijuca, as caçambas seguem abarrotadas de jornais, revistas, importados e artigos finos. “Quanto maior volume de embalagens, papel e papelão, maior o poder de compra”, revela Adair.
No lixo da Lagoa, a maior renda da cidade, chama a atenção a quantidade de extratos bancários, jornais de classe, faturas de planos de saúde, sabonete líquido e vinhos importados. “Se o meu lixo falasse, diria que sou consumidora voraz de suco, jornais e revistas e obcecada por limpeza”, brinca a jogadora de vôlei Virna Dias, 36 anos, moradora do bairro.
No outro lado do túnel, as lixeiras estão cheias de matéria orgânica. Cascas de frutas, legumes e sobras de comida revelam que as famílias tradicionais da Tijuca, Grajaú e Vila Isabel mantêm o hábito de almoçar em casa. “Não sou de freqüentar restaurante. Só em datas especiais, como Dia das Mães. No dia-a-dia, gosto da comidinha de casa”, conta a aposentada Jucélia Bessa, 65 anos, moradora do Grajaú.
Os restos também contam histórias de Santa Teresa, bairro alternativo adotado por artistas. As caçambas estão sempre cheias de produtos naturais. Muito chá, orgânicos, bebidas à base de soja e vinhos. “São mais bucólicos, voltados para a natureza e fãs de alimentação saudável”, entrega Adair. O artista plástico Dony Gonçalves, 52 anos, não abre mão dos chás nas aulas de cerâmica no ateliê Casa Amarela. “Somos mais sensíveis. Muitos aqui têm horta. A Comlurb está certa. Realmente consumo arroz integral, carne de soja e açúcar mascavo”, conta Dony.
As lixeiras do subúrbio mostram que, apesar da renda menor, ali se é mais feliz. “Na segunda-feira, há muito resto de carvão e churrasco. Eles reúnem mais os amigos e a família no fim de semana”, analisa Adair. Nos bairros mais carentes do Centro, chama a atenção a quantidade de roupas velhas que não aparece nas áreas nobres.
UMA DÉCADA DE MUDANÇA NO CONSUMO
Dez anos de pesquisa forçaram mudanças nas rotas dos garis. O lixo sofisticado da Zona Sul migrou para os condomínios da Barra da Tijuca. Com a oferta e variedade de produtos nos supermercados, o subúrbio passou a ter acesso ao mesmo consumo dos bairros nobres.
“Eles têm a mesma variedade oferecida aos ricos, só que em menor quantidade e com qualidade inferior”, explica a pesquisadora Adair Teixeira. Até os tradicionais tijucanos aos poucos estão deixando de cozinhar em casa para também aderir aos restaurantes a quilo. Fonte:http://odia.terra.com.br/rio/htm/meu_lixo_e_a_minha_cara_176639.asp
Ontem presenciei um diálogo muito 'interessante' entre duas meninas. Elas deviam ter em torno de 6, 7 anos.Vou chamar uma menina de Ana e a outra de Isabel. As duas estavam viajando no mesmo ônibus que eu. Ana pega um suco de caixinha de dentro da merendeira, tira o plástico que envolve o canudinho e diz para Isabel:
- Isabel, joga fora para mim.
Isabel responde que não há lata de lixo por ali e Ana para minha surpresa diz: - Joga no chão mesmo, Isabel!!!"
Isabel meio chocada com a sugestão da amiga lhe responde: - Não posso, Ana. Por que você não coloca o lixinho no bolso de seu uniforme e depois você o joga no lugar correto?
- Isabel responde indignada: - ah, mas o meu bolso não é lixeira.....
Eu fiquei perplexa e como estava próxima às meninas senti-me na obrigação de interferir e disse para a menina a quem chamo de Ana: "sua amiguinha está correta. O chão do ônibus não é lata de lixo, portanto o melhor que você tem a fazer é guardar o lixo para jogá-lo no lugar apropriado..." As mães estavam sentadas no banco da frente e não sei como não olharam de cara feia para mim...
A menina olhou -me com olhar surpreso e meio chateada, e pareceu-me ter aceitado a sugestão de Isabel, depositando seu lixinho no bolso da blusa.
Gostaria de escrever sobre a reciclagem do lixo, mas o exemplo citado nos faz refletir sobre uma questão ainda mais abrangente: a grande maioria da população não foi educada a jogar o lixo onde tem de ser jogado!! As pessoas agridem a natureza atirando lixo por onde bem pensam. Pude perceber pelas duas meninas que uma (Isabel, meu nome fictício) possuía uma conscientização muito maior a respeito de educação ambiental do que a outra menina. O bolso dela não era lata de lixo, mas o chão do ônibus poderia ser, assim como jogar o lixo pela janela, como fazem muitos, teria sido a coisa mais normal para aquela menina.
Em outra situação hoje mesmo, estava caminhando pelo Centro do RJ para o meu trabalho e fiquei observando a Av. Presidente Vargas repleta de lixo....papéis de todos os tipos, embalagens diversas, propagandas... Olhei tudo aquilo com nojo e tristeza. Vi os bueiros cheios de lixo... E não é que os garis não varram as ruas. Eles varrem aquelas ruas do Centro VÁRIAS vezes por dia. Há muitos entregadores de papeizinhos de toda sorte e as pessoas em vez de os recusarem preferem aceitá-los e logo em seguida jogá-los ao chão.......... Quanta agressão, gente. Gostaria de saber como andam as cidades de vocês com relação à limpeza urbana. Pois percebo que a cidade do Rio de Janeiro ainda está muito atrasada neste sentido, principalmente por parte dos moradores. Por outro lado, percebo que o sistema de reciclagem ainda é muito raro. Nos bairros da zona sul existe um sistema mais competente de coleta seletiva. Eu moro na zona norte e nesta região, a Comlurb reserva um dia para deixarmos os materiais recicláveis na calçada para os garis recolherem. Também existe um serviço gratuito que o morador pode utilizar caso precise jogar objetos maiores fora, como uma geladeira, poltrona, etc. No prédio onde moro ainda não existe um sistema de reciclagem com containers específicos. Fica tudo a cargo do morador. Então o que faço é separar metais, plásticos, papéis, vidros e coloco-os separados. O que tenho observado é que antes mesmo dos garis passarem, muitos catadores carregam tudo para venderem o material reciclável. Bem, não deixa de ser útil, pois muitos vivem deste material que recolhem nas ruas. O site da Comlurb é interessante, mas infelizmente na prática, o sistema não funciona em todos os bairros do Rio de Janeiro como é descrito no site. A segunda foto foi extraída do site da Comlurb. Observem quanto tempo demora para cada tipo de material se decompor.... Já que em muitos lares ainda falta muita conscientização com relação à organização do lixo e reciclagem, considero o papel da escola e do educador como fundamental neste processo.
Algumas imagens para refletirmos o que estamos fazendo com o único lugar que existe para vivermos.
Mas eu não desisto nunca: aqui em casa eu faço a minha parte e principalmente ensino meus filhos a terem cuidado com a natureza e toda vida que nos cerca. Só que essa conscientização precisa aumentar. Muito!!!!! E são as crianças de hoje que podem salvar este mundo de adultos insensatos e irresponsáveis com a nossa Terra Mãe Gaia. Claro que existirão sempre exceções, mas vejo muito adulto jogando lixo na rua, desperdiçando água.... Meu Deus, eu penso: como podem? Será que ainda não perceberam que estão matando tudo que há ao nosso redor???
Apesar de tudo, acredito que é por meio da educação que mudamos o mundo. Por isso, tenho esperança em dias melhores, por que eu faço a minha parte e vejo o resultado nos meus filhos. Este post faz parte da blogagem coletiva organizada pelo blog Faça a sua parte.