"palavras são como estrelas, facas ou flores
elas têm raízes, pétalas, espinhos
são lisas, ásperas, leves ou densas
para acordá-las basta um sopro em sua alma
e como pássaros
vão encontrar seu caminho".
Foi no dia 8 de dezembro de 1994. Há 15 anos, o mundo perdia a genialidade de Tom Jobim. Lembro que chorei muito quando soube da morte dele. Era como se fosse um amigo próximo, alguém da família, sabe. Naquela época, morava na Holanda e naquele dia eu liguei para meus pais e minha mãe disse: "Sonia, você sabe quem morreu?" Meu coração quase pulou para fora do peito, pois quando se mora longe, este é um grande temor: perder quem se ama, morando longe de casa. E foi assim que soube da morte de Tom Jobim. Quando soube do ocorrido, e que tudo havia acontecido longe de casa, em Nova York, longe do Rio de Janeiro e do Brasil que ele tanto amava, fiquei mais triste ainda. Não sabia que ele estava doente, então fui totalmente pega de surpresa. Já disse a vocês o quanto a música preenche minha vida - Quase sempre uma palavra me remete a uma música - e a música do Tom sempre me fez bem à alma e ao coração - não somente as letras, mas as melodias criadas por Tom Jobim sempre me deixaram em verdadeiro estado de graça - Tenho quase todos os cds, dvds de shows, alguns livros - sou fã mesmo e com prazer. Não tenho todos os cds, mas quase todos. Sinto-me feliz por ter tido a chance de tê-lo visto algumas vezes em shows. Uma das vezes, eu sentei em frente ao piano dele no Canecão, no RJ- foi muita sorte! E mágico! Tive o privilégio de assistir a um show dele fora do Brasil, em Montreal, Canadá. Felicidade pura. Sei que nossos ídolos são eternos, mas lamento o fato de Tom Jobim ter tido vida curta, morreu na faixa dos sessenta e poucos anos. Porém, a obra que ficou sempre me fará transbordar em encantamentos, redescobertas e momentos de nostalgia - um homem tão atual, que sempre lutou pela natureza, cantando a flora e fauna brasileiras, denunciando os animais em extinção, a devastação das florestas, a destruição da população indígena. E soube cantar o Rio de Janeiro como ninguém. E o amor, e o carinho e o brincar com as palavras... Tom Jobim é para sempre, como todos os grandes poetas. Foi difícil escolher um vídeo - então selecionei dois - Corcovado, com o Tom ao piano e Dindi, na interpretação maravilhosa da Gal Costa.
Hoje eu questiono esse tipo de contato. Será que os índios gostariam de ter algum tipo de relacionamento com o "homem branco"???
SÃO PAULO - Uma expedição vai se embrenhar por dois meses nas matas da floresta amazônica, a partir de novembro, para tentar contato com tribos de índios que vivem isoladas na Amazônia. Doze pessoas, entre indigenistas, mateiros e índios participam da aventura. Há informações de que pelo menos 19 grupos vivem na região. A Fundação Nacional do Índio (Funai) vai tentar tentar confirmar a presença dos índios, mapear e traçar estratégias de proteção a esses índios isolados no Vale do Javari, no sudoeste do Amazonas.
O trabalho compreende sobrevoos e expedições terrestres e fluviais ao longo de aproximadamente 500 mil hectares. É nas expedições terrestres que se tenta o contato com os índios.
Segundo Elias Bigio, da Coordenação-Geral de Índios Isolados da Funai, pelo menos 19 grupos vivem isolados na região. No Brasil, a Funai tem referência de 69 pontos onde vivem indígenas que nunca tiveram contato com a civilização. Calcula-se que eles cheguem a 4 mil indivíduos.
" Nessa região, os índios vivem sob pressão por conta da pesca predatória feita por brancos para exportação de peixes ornamentais "
- Uma expedição dessas, além de confirmar a presença desses grupos, nos permite traçar estratégias de proteção. Nessa região, os índios vivem sob pressão por conta da pesca predatória feita por brancos para exportação de peixes ornamentais. Numa expedição recente no Vale do Javari, apreendemos 2 mil quilos de pirarucu, cuja pesca é proibida - salienta Bigio.
No Vale do Javari vivem, entre outras etnias, kulinas, korubos, mayorunas, matis, kanamaris e marubos. Durante a expedição, também será pesquisado o modo de vida dos grupos.
- Iremos mapear os território onde esses grupos estão instalados, a forma como ocupam esses locais, onde caçam e pescam e quais tipos de malocas habitam - acrescenta Bigio.
De acordo com a Funai, há concentração de índios isolados no Acre, na fronteira do Brasil com o Peru; em Rondônia, na fronteira do Brasil com a Bolívia; e nas regiões de Piripicura e do Rio Pardo, em Mato Grosso. Dentre os grupos isolados encontrados nesses locais estão representantes das etnias massako, urueuauau, kawahiva, hi-merimã e awá-guajá.
Em agosto, durante uma outra expedição, indigenistas fizerem um sobrevoo em área do estado do Acre onde vivem índios que nunca tiveram contato com a civilização. O objetivo deles foi jogar aos indígenas isolados objetos como machados, panelas e facões. Os indigenistas tiveram informações de que a tribo estava roubando esses objetos de seringueiros e outros índios, o que poderia causar um conflito na região.
Esses indígenas sabem da existência do homem branco mas não buscam contato. A Fundação Nacional do Índio (Funai) estimula que eles não busquem o contato. Ainda não se sabe a língua falada por eles, nem como se autodenominam. Os índios vivem em três reservas contíguas próximas à fronteira com o Peru que têm, juntas, 6.230 km².
Com essa área protegida, o grupo fotografado não sofre pressão, por enquanto, de populações do entorno. Por isso, a população deles dobrou nos últimos 20 anos, segundo a Funai. Nessa região vivem atualmente pelo menos 500 índios isolados. Outro grupo que vivia no Peru, pressionado por madeireiros, se mudou para o local. Ainda não está claro se isso pode causar algum tipo de conflito entre os indígenas.
Eu adoro ouvir Tom Jobim. Amo sua música e sempre o admirei pelo amor que tinha pela natureza, pelos pássaros e como ele integrava esse amor em sua música, não só nas letras, mas nas melodias, como ele cantava o amor de forma geral. Sempre de maneira poética, melodias belíssimas.
Encontrei esta novidade no jornal! A obra de Tom Jobim está sendo relançada, então quem ainda não completou a coleção, é só procurar nas lojas virtuais e/ou reais. Eu tenho quase todos e certamente quero completar a minha coleção preciosa. Tenham todos uma ótima semana!
Nos 50 anos da bossa nova, parte da obra de Tom Jobim é relançada. Discos com repertório para gringo ouvir dominam Christina Fuscaldo - O Globo Online RIO - No ano em que se comemora cinco décadas da consagração da bossa nova, é impossível esquecer do homem que foi um dos grandes responsáveis pelo movimento que mudou a história da música brasileira: Tom Jobim. Enquanto João Gilberto, João Donato e muitos outros preparam shows pelo país, as gravadoras entraram na corrida para espalhar pelas lojas de discos parte da obra do pianista, maestro, compositor e principal parceiro de Vinicius de Moraes. Além da caixa "Brasileiro", que traz oito álbuns lançados entre 1964 e 1981, a Universal relança agora títulos em inglês. "Tide", "Antonio Carlos Jobim and friends" e "Rio revisited", este com Gal Costa, são alguns deles. Da Warner, estão nas lojas "Terra Brasilis", "Urubu" e "A certain Mr. Jobim", entre outros. Confira:
"Brasileiro" (Universal): A caixa traz oito álbuns lançados entre 1964 e 1981. São eles "Caymmi visita Tom", "Edu & Tom - Tom & Edu" (com Edu Lobo), "Elis & Tom" (com Elis Regina), "Matita Perê", a trilha sonora do filme "Garota de Ipanema" e as coletâneas "Tom pra dois", "Tom feminino" e "Tom masculino". O CD feminino traz clássicos interpretados por grandes cantoras, entre elas Elis Regina, Gal Costa, Angela Rô Rô, Maria Bethânia e Ella Fitzgerald. O masculino traz as vozes de Caetano Veloso, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Emílio Santiago e outros. "Tom para dois" reúne duetos históricos, como o de Tom e Elis em "Fotografia" e o de Chico Buarque e Mônica Salmaso em "Imagina". Dentro do box, há um encarte com texto de Ana Maria Bahiana sobre o maestro.
"The wonderful world of Antonio Carlos Jobim" (Warner): Acompanhado pela orquestra de Nelson Riddle, Tom Jobim lançou este álbum em 1965. Ele traz "She's carioca", "Água de beber", "Favela", "Samba do avião", "Useless Landscape", entre outras.
"Antonio Carlos Jobim - The composer of 'Desafinado' plays" (Universal): O primeiro dos discos de Tom Jobim gravados nos Estados Unidos mistura canções em inglês e em português. "The girl from Ipanema", "Corcovado", "Chega de saudade", "Meditation" estão no álbum gravado em 1966.
"A certain Mr. Jobim" (Warner): O álbum de 1967, "remasterizado das fitas originais" (conforme aviso na contra-capa), traz dez canções, entre elas "Bonita", "Se todos fossem iguais a você", "Surfboard" e "Don't ever go away".
"Tide" (Universal): O título, "Maré" em inglês, remete à música "Wave", mas o disco não tem nada a ver. Com arranjos de Eumir Deodato, o álbum de 1970 traz versões jazzísticas de clássicos de Tom. "The girl from Ipanema" e "Carinhoso" estão no repertório junto a quatro "Tema Jazz".
"Urubu" (Warner"): "O Bôto", com dueto de Tom com Miucha, abre o disco, originalmente lançado na década de 70. Instrumental, "Saudade do Brasil" mostra o potencial do mestre como arranjador e instrumentista. "Ligia" está no repertório.
"Terra Brasilis" (Warner): O disco de 1980 é divido entre músicas em português, em inglês e instrumentais. "Triste", "Dreamer", "Dindi", "Off-key" estão no primeiro grupo. "Canta mais", "Modinha" e "The girl from Ipanema" foram para o segundo. No último, estão "Double rainbow", "Marina" e "Estrada do sol".
"Antonio Carlos Jobim and The New Band - Passarim" (Universal): Produzido por Paulo Jobim e Jacques Morelenbaum em 1987, o disco traz Tom com uma banda formada por um time de craques. Danilo Caymmi toca flauta e faz vocal, o falecido Sebastião Neto toca baixo e as backings são Ana Lontra Jobim, Elizabeth Jobim, Maucha Adnet, Paula Morelenbaum e Simone Caymmi. No repertório, estão "Passarim", "Bebel", "Chansong", "Tema de amor a Gabriela", entre outras.
"Wave" (Universal): Lançado originalmente em 1988, o álbum produzido por Creed Taylor traz "Batidinha", "Antigua", "The red blouse" e, claro, "Wave".
"Rio revisited" (Universal): O disco traz duetos de Tom Jobim e Gal Costa (ele, sempre no piano), lançados em 1991. No repertório, estão "One note samba", "Desafinado", "Chega de saudade (No more blues)", "Samba do Soho", "Samba do avião (Song of the jet)" e outras.
"Antonio Carlos Jobim and friends" (Universal): Herbie Hancock não só assina o texto na contra-capa como toca piano no CD gravado ao vivo durante o Free Jazz Festival, em São Paulo, em 1993, um ano antes da morte de Tom Jobim. Oscar Castro Neves canta e toca piano com Jobim em "The boy from Ipanema" e Gal Costa faz vocal para o piano de Hancock em "A felicidade".
Foi lançado recentemente um dvd sobre o Tom. Idealizado, dirigido e narrado por sua esposa, Ana Jobim, o filme é uma viagem pelo dia-a-dia de Tom Jobim. Ana compilou imagens M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A-S com os filhos, amigos, nas suas três casas e nos ensaios que pareciam verdadeiros saraus. Quem muito admira a música de Tom Jobim, com certeza vai amar este filme. Os extras são muito bons também: tem Dorival Caymmi e filhos cantando com ele ao redor do piano, enquanto as crianças brincam pela sala. O Tom lê um poema do Pablo Neruda, 'Ode a Rio de Janeiro' também muito bonito. A embalagem já é uma obra de arte, e ainda contém um livrinho com desenhos do Tom e fotografias tiradas pela Ana. Lindo, gente!
P.S. Acho que já deu para perceber que eu adoro a música do Tom Jobim, né? :-) Tem alguém aí também super apaixonado pela música dele?
Segue a apresentação do dvd + livro da Gravadora Biscoito Fino (http://www.biscoitofino.com.br)
A CASA DO TOM – MUNDO, MONDE, MONDO
Filme de Ana Jobim conta a história de amor de Antonio Carlos Jobim com a música, a família e a natureza.
“Esse negócio de entender de uma coisa, tem que amar. Quando você ama, isso cria uma capacidade. Você se interessa pela coisa, você começa a olhar”. A frase de Tom Jobim foi tão bem entendida por Ana, sua mulher durante 17 anos, que ela lança agora um DVD, pela Jobim Biscoito Fino, com sua história de amor com o maestro, com a família e com a natureza que aprendeu a ver pelos olhos de Tom e tão bem registrou em fotos, publicadas em diversos livros sobre o compositor.A inspiração para este DVD veio do Ensaio Poético, livro que lançou em parceria com o marido em 1987 na Casa de Cultura Laura Alvim. Na época, Ana pensou em fazer um vídeo com Tom que pudesse ser exibido em diversos monitores enquanto durasse a exposição de fotografias do livro. Chamou o primo documentarista Luiz Eduardo Lerina, contratou uma equipe composta por cinegrafista e sonoplasta, e saiu em campo documentando o marido na intimidade. Tudo feito de maneira muito livre, como ela faz questão de dizer. Tom abordava os temas que tinha vontade no momento e ela seguia sua intuição, filmando-o na casa que estavam construindo no Jardim Botânico, no Rio, no sítio da família em Poço Fundo, na serra fluminense e em Nova York. O material resultou em oito horas de gravação. Guardado há exatos 20 anos, de vez em quando Ana se via às voltas com o pedido de alguma televisão que desejava exibir uma imagem ou trechos do trabalho. Ela sentiu que os empréstimos poderiam acabar com o ineditismo e a intimidade dos filmes: “Começamos a ficar meio ciumentos, porque se fosse fragmentado perderia o sentido”. Decidiu então que iria preservar toda a documentação para a hora certa. Não deve ter sido fácil mergulhar nesta memória com passagens muitos dolorosas. Mas ela conseguiu, de certo modo, fazer uma catarse e está feliz com o resultado. Além de lindo, o DVD é emocionante.Narrado pela própria Ana Jobim, tem como fio condutor o poema Chapadão, que Tom começou a escrever quando escolheram o terreno no alto do Jardim Botânico para construírem sua casa: “A casa levou quatro anos para ficar pronta e o poema, oito”, conta ela no DVD.
VOU FAZER A MINHA CASA NO ALTO DO CHAPADÃO VOU LEVAR O MEU PIANO QUE FICOU NO CANECÃO.
VOU FAZER A MINHA CASA NO ALTO DO CHAPADÃO VOU LEVAR A DON´ANINHA PRA ME DAR INSPIRAÇÃO
VOU FAZER A MINHA CASA NO ALTO DE UMA QUIMERA VOU CRIAR UM MUNDO NOVO INVENTAR NOVA MEGERA...
O poema vai intercalando falas, fotos em P&B e cor, filmes caseiros, filmes profissionais, uma grande entrevista com Tom feita por Ana e histórias saborosas de uma intimidade de amor: “No dia da mudança para o alto do Jardim Botânico”, conta Ana, “a única preocupação de Tom era o piano. Ele mesmo ligou para a transportadora, tomou conta de cada passo, desde a saída da casa antiga, à chegada na casa nova, até a posição do piano na sala”. As locações mudam. Tom pode estar no apartamento de Nova York ao piano e abandonar o teclado para carregar a filha Maria Luiza, ainda um bebê, ou brincando com o filho João Francisco no Central Park ou nos jardins de Poço Fundo. Ou conversando com Narciso, um empregado do sítio, que lembrava os personagens fantasiosos de Guimarães Rosa que Tom tanto amava: “Seu Tom, senhor acredita que eu meti tanta bordoada no lobisomem, que o lobisomem só olhava pra mim com a cara redonda, a orelhazinha curta e todo rupiado. Falei: vai me pegar...”. Esta conversa acontece debaixo de uma mangueira e Tom não perde a oportunidade de exercer seu fino humor: “Você vê: essa mangueira aqui, por exemplo, não dá manga, mas dá água...Isso na verdade, isso não é uma mangueira, isso é o pessoal de Hollywood que veio me filmar...são os cabos da CBS, da NBC”.Musicalmente, A Casa de Tom - Mundo, Monde, Mondo também é intimista. Tema para Ana, a primeira faixa, é executada por Ryuichi Sakamoto e Jaques Morelembaum, numa gravação feita na própria casa de Ana e Tom. Sakamoto tinha loucura para conhecer o piano do maestro. Ana emprestou a casa – Tom havia morrido oito anos antes – e os dois músicos acabaram gravando todo um CD no piano encantado. Mas Ana guardou uma preciosidade. O próprio Tom interpretando Tema para Ana, que ele nunca gravou comercialmente e ela tinha guardado num gravador caseiro.Ao todo são 24 músicas, algumas com participações (Dorival Caymmi, Chico Buarque, Maucha Adnet, a própria Ana Jobim, Danilo Caymmi, Paulo Jobim e a pequena Maria Luiza, acompanhando o pai em Samba de Maria Luiza, além da célebre gravação de Garota de Ipanema com arranjo de Eumir Deodato e participação de Jerry Doggion (sax-alto), Ron Carter (baixo), Joe Farrel (flauta) acompanhando o piano de Tom. Nos extras, mais seis canções e dois poemas. Além de Águas de Março, uma verdadeira homenagem a Dorival Caymmi (Maracangalha, Saudades da Bahia, Suíte do Pescador e Maricotinha), uma lembrança de Bororó (Curare) e os poemas Chapadão e Oda a Rio de Janeiro, de Pablo Neruda.E voltando àquela história “esse negócio de entender de uma coisa, tem que amar”, Ana Jobim dedicou o trabalho aos dois filhos, João Francisco e Maria Luiza, sem esquecer de citar os dois mais velhos, de Tom com Tereza, Paulo e Elizabeth. A Casa do Tom é, principalmente, um resgate do pai para Maria Luiza, que tinha apenas sete anos quando ele morreu. (Maria Lucia Rangel)
Faixas
01
Tema para Ana (Antonio Carlos Jobim)
1m35s
02
Estrada do Sol (Antonio Carlos Jobim / Dolores Duran)
2m07s
03
O Boto (Antonio Carlos Jobim / Jararaca)
1m01s
04
Piano na Mangueira (Antonio Carlos Jobim / Chico Buarque)
0m34s
05
Chansong (Antonio Carlos Jobim)
2m38s
06
Dindi (Antonio Carlos Jobim / Aloysio de Oliveira)
0m54s
07
Meu Amigo Radamés (Antonio Carlos Jobim)
1m01s
08
Double Rainbow - Chovendo no Roseira (Antonio Carlos Jobim)
1m39s
09
Valse - versão instrumental (Paulo Jobim)
1m22s
10
O Boto - somente trecho de berimbau (Antonio Carlos Jobim / Jararaca)
1m23s
11
Garota de Ipanema (Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes)
1m22s
12
Correnteza (Antonio Carlos Jobim / Luiz Bonfá)
13
Saudade do Brasil (Antonio Carlos Jobim)
1m18s
14
Meu Amigo Radamés (Antonio Carlos Jobim)
15
Imagina (Tom Jobim e Chico Buarque)
16
Maracangalha (Dorival Caymmi)
17
Milagre (Dorival Caymmi)
18
Saudade da Bahia (Dorival Caymmi)
19
Suite do Pescador (Dorival Caymmi)
20
Bim Bom (João Gilberto)
21
Passarim (Antonio Carlos Jobim)
1m35s
22
Samba de Maria Luiza (Antonio Carlos Jobim)
0m54s
23
Tema para Ana (Antonio Carlos Jobim)
24
Falando de amor (Tom Jobim)
25
Águas de Março - Música da tela de menu (Antonio Carlos Jobim)
26
Maracangalha (Dorival Caymmi)
4m59s
27
Saudades da Bahia (Dorival Caymmi)
3m00s
28
Suite do Pescador - pout-pourri (Dorival Caymmi)
4m10s
29
Maricotinha (Dorival Caymmi)
4n04s
30
Chapadão - Poema (Antonio Carlos Jobim)
10m14s
31
Oda a Rio de Janeiro - Poema (Pablo Neruda)
4m43s
32
Curare (Bororó)
1m33s
• Extras
25
Águas de Março - Música da tela de menu (Antonio Carlos Jobim)
26
Maracangalha (Dorival Caymmi)
4m59s
27
Saudades da Bahia (Dorival Caymmi)
3m00s
28
Suite do Pescador - pout-pourri (Dorival Caymmi)
4m10s
29
Maricotinha (Dorival Caymmi)
4n04s
30
Chapadão - Poema (Antonio Carlos Jobim)
10m14s
31
Oda a Rio de Janeiro - Poema (Pablo Neruda)
4m43s
32
Curare (Bororó)
1m33s
Ficha Técnica
UMA REALIZAÇÃO BISCOITO FINO Direção Geral: Kati Almeida Braga Direção Artística: Olivia Hime Direção: Ana Jobim Gerência de Produção: Joana Hime / Patricia Lima Assistente de Produção: Isabel Zagury / Fernando Temporão
Hoje, primeiro de março é o aniversário da cidade do Rio de Janeiro: 443 primaveras!
Um pouco de história
Em 1502, no dia 1º de janeiro, os portugueses encontraram a Baía de Guanabara. À primeira vista, os marinheiros pensaram que era a foz de um grande rio e chamaram as terras que eram banhadas pelas águas de Rio de Janeiro, mês em que chegaram ao local. Depois das primeiras visitas à região, as terras ficaram praticamente abandonadas, pois os portugueses preferiam concentrar seus esforços nas áreas do litoral do País em que havia pau-brasil.
A cidade foi fundada muitos anos depois, em 1º de março de 1565, pelo militar português Estácio de Sá. Ele tinha o objetivo de expulsar os franceses que estavam ali há 10 anos e colonizar as novas terras. Quando chegaram ao Rio de Janeiro, em meados do século XVI, os franceses conseguiram devagar conquistar a confiança dos índios e assim trocavam especiarias por animais. Mesmo com tantas dificuldades, Estácio de Sá venceu os franceses e promoveu a fundação do Rio de Janeiro, mas acabou morrendo um mês depois da fundação.
Quando os franceses foram expulsos, em 1567, e os índios tamoios dominados, a cidade possuía poucas casas. Para que as pessoas ficassem mais protegidas, o governador Mem de Sá transferiu a cidade para o Morro de São Januário, que passou a se chamar Morro do Castelo por causa de um forte que tinha sido construído no local. A transferência ocorreu para dificultar os ataques piratas.
O desenvolvimento da cidade aconteceu durante o século XVIII, apesar de um conturbado período de invasões e constantes lutas contra os franceses. A evolução e enriquecimento da cidade atraiu os portugueses, uma vez que Rio de Janeiro tinha se tornado o principal centro de comércio das regiões das minas de ouro e diamantes.
Um dos fatos que enriqueceram a cidade foi a chegada da família real portuguesa, no início do século XIX. A Corte Portuguesa abriu os portos, integrou o Brasil ao mercado mundial e elevou a cidade à condição de Capital do Reino unido de Portugal, Brasil e Algarve. Dom João passou administrar o País e, com sua capacidade de liderança, expandiu o Brasil, declarando a independência de Portugal em 1822. O Rio de Janeiro se transforma em sede do Reino Unido, tendo como imperador Dom Pedro I.
O crescimento do Rio de Janeiro acelerou no século XIX, com o fim da Monarquia em 1889. A cidade passou a investir no transporte, alguns rios foram encanados e foi instalado o Tribunal do Comércio no Paço da Cidade. Além disso, outras melhorias foram promovidas como a criação do corpo de bombeiros, a chegada da iluminação elétrica e do telefone que contribuíram para a modernização da cidade.
Em 1763, a cidade se tornou capital do Brasil, posição que ocupou por quase duzentos anos. O Rio de Janeiro só perdeu o posto de sede política do País com a construção da cidade de Brasília, que passou a ser a sede do governo a partir de 1960. Por determinação do Regime Militar, os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro juntaram-se em 1975, formando apenas um estado e tendo como capital a cidade do Rio de Janeiro.
Adaptado de: http://www.brazilonboard.com/rio/13180.asp Foto: http//www.riodejaneirotravelguide365.com
Nasci nesta cidade linda e maravilhosa. Nossas belezas naturais são dádiva de Deus. O Corcovado, Pão-de-açúcar, Floresta da Tijuca, Maracanã, a enseada de Botafogo são alguns de meus lugares favoritos. Também adoro a pracinha do bairro onde moro, assim como os cachorros de rua que atendem por nomes dados por anônimos. Aprecio as ruas arborizadas do meu bairro e o céu quase sempre azul. Hoje não quero falar do Rio de Janeiro de ruas sujas e violentas, muito menos dos políticos corruptos. Do Rio de Janeiro 'do purgatório do caos', já bastam os jornais nos mostrarem cenas dramáticas todos os dias, não é mesmo? Nós cariocas sofremos com tudo isso? Sim. E muito. Mas em dia de aniversário temos mais é que celebrar a vida. Por isso, parabenizo o meu Rio de Janeiro e todos os cariocas da gema e também aqueles que adotaram o Rio de Janeiro como sua cidade. Parabéns para todos nós!
E como em toda comemoração de carioca não pode faltar uma música, quero exaltar o meu Rio de Janeiro idílico, apresentando-lhes uma pérola do maestro Antonio Carlos Jobim. Neste vídeo, Tom e sua banda cantam 'Samba do Avião', no Festival de Jazz de Montreal em 1986, uma apresentação inesquecível, a qual eu tive a oportunidade de estar presente naquela noite de verão canadense.
Eu não sei se vocês experimentam algo semelhante quando chegam na cidade natal de vocês. Toda vez que eu fico longe do Rio e volto de avião, este samba sempre cruza os meus pensamentos. É lindo demais...
Tenham um ótimo fim-de-semana!
Samba do AviãoAntônio Carlos Jobim
EparrêAroeira beira de marCanôa Salve Deus e Tiago e HumaitáEta costão de pedra dos home brabo do marEh, Xangô, vê se me ajuda a chegarMinha alma cantaVejo o Rio de Janeiro Estou morrendo de saudadesRio, seu marPraia sem fim Rio, você foi feito prá mimCristo Redentor, Braços abertos sobre a GuanabaraEste samba é só porqueRio, eu gosto de você A morena vai sambarSeu corpo todo balançar Rio de sol, de céu, de marDentro de um minuto estaremos no Galeão Copacabana, CopacabanaCristo Redentor,Braços abertos sobre a GuanabaraEste samba é só porqueRio, eu gosto de vocêA morena vai sambar Seu corpo todo balançarAperte o cinto, vamos chegar Água brilhando, olha a pista chegandoE vamos nósPousar...