terça-feira, 3 de novembro de 2009

Nova Lei de Adoção

Hoje entrou em vigor a nova lei Nacional de Adoção.
Segundo as novas regras, as crianças e adolescentes não poderão viver abrigadas por mais de dois anos, exceto em casos muito especiais.
Espero sinceramente que esta nova lei seja cumprida e que tantas crianças abrigadas possam estar disponíveis para adoção de verdade. Até hoje o que acontece é que milhares de crianças vivem nos abrigos, mas somente uma minoria delas estão disponíveis para adoção. O pior, muitos 'pais biológicos' raramente vão visitá-los nos abrigos....
E para os pais adotantes, essa gestação do coração quase sempre durou muito mais que nove meses. Portanto, que a partir de agora, este encontro entre filhos e pais seja da forma mais rápida possível.



Leia mais aqui.
Imagem extraída daqui.

Marcadores: ,

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Graças a Deus e à vida!

Que estas menininhas lindas sejam muito felizes! Pois a existência delas causou a quebra de um tabu existente na tribo ianomâmi muito forte (e que eu não conhecia).
Boa Sorte lindas trigêmeas e sejam bem-vindas ao mundo!



Caso raro de trigêmeos entre ianomâmis mobiliza aldeia na Amazônia

Publicada em 02/07/2009 às 13h26m

Fabiana Parajara, O Globo

SÃO PAULO e MANAUS - O nascimento de trigêmeos na aldeia ianomâmi de Ariabú, em Maturacá, no Amazonas, em meados de junho, foi motivo de apreensão entre os profissionais da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), responsáveis pela saúde dos índios da região. Crianças gêmeas concebidas por índias dessa etnia costumam ser vistas como fonte de azar para a aldeia, de acordo com a tradição ianomâmi. Para eles, os gêmeos têm a 'alma partida', e representam o bem e o mal. Como não dá para saber qual criança representa o mal, ambas são sacrificadas por abandono, sufocamento ou envenenamento. Bebês com deficiência física têm o mesmo destino. As mulheres ianomâmi são encarregadas do trabalho pesado, e não podem cuidar dos crianças com algum tipo de deficiência.

No caso dos trigêmeos, o desfecho foi diferente. Na aldeia de Ariabú, o tabu do sacrifício de crianças de 'alma partida' parece ter sido quebrado. O próprio pai insistiu em ficar com os bebês. E toda a comunidade já se dispôs a ajudar o casal na criação das meninas, que foram concebidas naturalmente, e nasceram de cesariana no Hospital de Guarnição, em São Gabriel da Cachoeira. Os bebês e a mãe, a índia Danila, agora estão na Casa de Saúde do Índio em Santa Izabel do Rio Negro e a alta deve ocorrer em duas ou três semanas. Além da ajuda da comunidade, a Funasa também vai mandar uma técnica em enfermagem para a aldeia.

- Se as meninas tivessem nascido entre os ianomâmi de Roraima, por exemplo, dificilmente teríamos conseguido atendê-las. Lá as tradições são preservadas. Mas as tribos do Amazonas são diferentes. A mãe das trigêmeas, Danila, até rejeitou uma menina que estava mais fraquinha, mas o pai insistiu que queria a criança e todas estão sendo bem cuidadas. As crianças vão para a aldeia assim que ganharem um pouco mais de peso - explicou Joana Claudete Schuertz, da Funasa de Roraima, responsável pelos índios ianomâmi da Amazônia.

Segundo a funcionária da Funasa, a mãe tem outros sete filhos.

- Certamente ela vai precisar de ajuda e vamos acompanhar de perto. Mas o pai e o restante da família se comprometeram a ajudar - diz Joana, que afirmou ser o primeiro caso de trigêmeos que ela conhece entre os ianomâmi.

Joana diz ainda que as crianças estão bem e receberam muitas doações de fraldas e roupas.

- Foi muita sorte. Se tivessem nascido em outra tribo, elas talvez não tivessem chance - diz Joana, referindo-se ao tabu ianomâmi.

Casos como o da aldeia Ariabú, em que toda a comunidade rompe com tradições milenares, são ainda uma exceção entre os ianomâmi. Não há dados precisos sobre infanticídio entre tribos brasileiras, mas sabe-se que a maioria dos casos de morte de crianças com menos de um ano entre os ianomâmi acontece por esse motivo.

Em algumas tribos, os pais decidem enfrentar todo o grupo para quebrar o tabu e salvar os filhos, já que o sacrifício de crianças acaba provocando depressão no casal e, no limite, até casos de suicídio. Em março, uma menina ianomâmi da Amazônia, de um ano , vítima de hidrocefalia, também foi motivo de polêmica entre médicos e a Fundação Nacional do Índio (Funai). A criança foi internada com tuberculose e pneumonia, além da hidrocefalia, e foi mantida internada no hospital contra a vontade da família.

Os pais e a Funai pediam que o bebê fosse levado de volta à aldeia, apesar do risco de ela não resistir sem tratamento adequado. Segundo os pais, ela deveria ser tratada pela medicina indígena. Havia ainda o medo de a menina ser sacrificada por conta do problema. A Funai recorreu à Justiça, assegurando que ela não seria sacrificada e afirmando que os direitos dos índios estava sendo desrespeitados.

A Justiça negou a volta à aldeia, mas determinou que a criança fosse transferida para uma unidade de Saúde mais próxima da tribo. Desde abril, ela também está na Casa de Saúde do Índio de Santa Izabel do Rio Negro. Apesar de ter uma saúde frágil, a criança tem todo o acompanhamento médico necessário e a família está por perto na Casa de Saúde. Foi outro final feliz.

Notícia extraída do Jornal O Globo

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Até quando, meu Deus?


Notícia de hoje no G1:



Cachorro encontra recém-nascido dentro de lixeira no Guarujá

Animal chamou a atenção de moradores, que levaram a criança ao hospital.
Bebê segue internado e ficará sob os cuidados do Conselho Tutelar.



Um bebê recém-nascido foi encontrado em uma lixeira no Guarujá, a 86 km de São Paulo, na manhã deste domingo (30). O cachorro encontrou a criança e chamou a atenção dos moradores da região.

O bebê tinha o cordão umbilical amarrado com um fio dental. Ele estava dentro de uma mochila. Após acharem a criança, os moradores a levaram para o hospital.

O recém-nascido pesa 4,5 kg e está internado no Hospital Santo Amaro. Ele deve ficar sob os cuidados do Conselho Tutelar até que os responsáveis sejam localizados.



Poxa vida.... Há algumas semanas, nós fizemos uma blogagem coletiva sobre adoção e neste blog aqui muitos abriram seus corações e contaram sobre suas experiências. Falamos sobre o abandono, das dificuldades que é a adoção legal, do tempo de espera e eu falei sobre a "doação legal", algo que estas mulheres cruéis deveriam pensar em fazer se não desejam ficar com seus bebês, Nesta postagem
Não pode ficar com seu filho? Não é crime doá-lo a quem gostaria de educar uma criança com amor. Agora, jogar um filho fora? Sinceramente, não é compreensível. Por mais que tente, não consigo entender. É cruel, é maldade, é abandono demais, é CRIME!!!
O que mais me entristece é que agora este bebê irá para o Conselho Tutelar, depois eles irão procurar a mãe biológica e a lei ainda estará ao lado desta mãe que jogou o filho no lixo.
Ela poderá se arrrepender, dizer que fez aquele ato horrível por desespero... bla... bla... bla.
E ela terá uma segunda chance.
Acho injusto. Acho perigoso. É cruel demais. Esta criança merece ter outra mãe. POIS A MÃE É QUEM DÁ AMOR.

Marcadores: , ,

domingo, 25 de maio de 2008

HOJE É DIA NACIONAL DA ADOÇÃO

Interessados em adoção esperam a implantação do Cadastro Nacional
Documento foi lançado em abril pelo CNJ e promete agilizar os processos a partir de julho.
Em 25 de maio é comemorado o Dia Nacional da Adoção.
Glauco Araújo

No Dia da Adoção, que é comemorado neste domingo (25), as pessoas interessadas em adotar crianças e adolescentes no Brasil aguardam a implantação do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), lançado em 29 de abril pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que promete agilizar os processos a partir de julho deste ano.

O sistema será implantado nas varas da Infância e da Juventude e todos os dados estarão inseridos no sistema em seis meses. A vara da infância é o primeiro local que os interessados em adoção devem procurar para iniciar o processo.

O CNA fornecerá informações sobre o número de crianças e adolescentes sob a tutela do estado, quantidade e localização de casais habilitados a adotar em todas as regiões, perfis completos e dados sobre os abrigos.

Segundo a pesquisa divulgada na quarta-feira (14) pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), quase 60% dos possíveis candidatos a adotar são mulheres.

Foram ouvidas 1.562 pessoas e 15% delas afirmaram que adotariam crianças e adolescentes, caso pudessem contribuir para mudar a realidade deles. Segundo relatório do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), 80 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos no Brasil e cerca de 8 mil (10%) delas estão aptas para adoção.

O relatório da AMB indica ainda que mulheres na faixa etária entre 25 e 29 anos, casadas e com renda mensal de R$ 750 a R$ 2 mil lideram o quadro de brasileiros favoráveis à adoção. Cerca de 20% dos entrevistados se recusaram a informar a renda familiar.

A maioria das que adotariam é casada (58,8%), seguida por solteiros (28,2%) e pessoas separadas ou divorciadas (5,5%). Dos entrevistados, 78,1% dos que adotariam já possuem outros filhos.

Quem pode adotar

Adultos com mais de 21 anos, independentemente do estado civil, pode ser solteiro, casado, divorciado, ou viver em concubinato. Na hipótese de ser casado ou viver em uma relação de concubinato, a adoção deve ser solicitada por ambos, que participarão juntos de todas as etapas do processo adotivo. Será feita avaliação de estabilidade da união.

Qualquer pessoa que seja pelo menos 16 anos mais velha que a criança a quem pretende adotar. A Justiça não prevê adoção por homossexuais. Neste caso, a autorização fica a critério do juiz responsável pelo processo.

Quem não pode adotar

Menores de 18 anos. Os avós ou irmãos da criança pretendida. Nesse caso, cabe um pedido de guarda ou tutela, que deverá ser ajuizado na Vara de Família da cidade onde residem. O tutor não pode adotar tutelado.

Quem pode ser adotado

Crianças e adolescentes com até 18 anos a partir da data do pedido de adoção, órfãos de pais falecidos ou desconhecidos. Crianças e adolescentes cujos pais tenham perdido o pátrio poder ou concordarem com a adoção de seu filho.

Maiores de 18 anos também podem ser adotados. De acordo com o novo Código Civil, a adoção depende de sentença de juiz.

Crianças e adolescentes com 16 anos a menos que o adotante.

Só podem ser colocados para adoção as crianças e adolescentes que já tiveram todos os recursos esgotados no sentido de mantê-los no convívio com a família de origem.

Documentação necessária

RG e comprovante de residência;

Cópia autenticada da certidão de casamento ou nascimento;

Carteira de Identidade e CPF dos requerentes;
Cópia do comprovante de renda mensal;
Atestado de sanidade física e mental;
Atestado de idoneidade moral assinado por duas testemunhas, com firma reconhecida;
Atestado de antecedentes criminais.

O caminho da adoção

Segundo Benedito Rodrigues dos Santos, secretário-executivo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), o processo de adoção não é padronizado no país. "No primeiro momento, os interessados procuram a Vara da Infância e da Juventude mais perto de casa. Em seguida, eles passam por uma entrevista. O terceiro passo é a apresentação dos documentos necessários."

Santos disse ainda que depois de analisada a documentação, os interessados passam por uma nova entrevista. "Desta vez, um assistente social vai até a casa do adotante para conhecer melhor a rotina dele. Depois disso, é iniciado o processo de escolha da criança. Feito isso, se for o caso, é dada a guarda temporária da criança para o adotante. Esse é o período de experiência e de avaliação."

fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Brasil

Marcadores: ,

domingo, 18 de maio de 2008

BLOGAGEM COLETIVA: EM DEFESA DA INFÂNCIA


Foi no blog da Andrea que eu fiquei sabendo destas duas novas blogagens coletivas em Defesa da Infância. Considero muito importante apoiar e divulgar a iniciativa do blog Diga não à erotização infantil!, afinal, se somos amigos das crianças, se somos pais, avós, educadores, pessoas sãs, queremos o bem de nossas crianças . Queremos e devemos exigir que elas vivam com dignidade e respeito. Na chamada para a blogagem coletiva, os colaboradores do blog informam que o dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Como no dia 14 de fevereiro, já havia participado da blogagem idealizada pela Luma contra a pedofilia, republico hoje o post que escrevi naquele dia, por achá-lo pertinente com o assunto da nossa blogagem de hoje.
































"Ser Criança"

Gostamos de brincar
Com tudo o que temos à frente,
Fazemos amigos sem parar
E somos todos inocentes.
Com muito amor e alegria
Ensinam-nos coisas sem parar,
Rodeados estamos de magia
E crescemos sempre a sonhar.
Como somos pequeninos
E estamos sempre a correr,
Ficamos muito cansadinhos
E sestas temos de fazer.
Protegidos pelo colinho
Que os adultos nos dão,
Adormecemos como uns anjinhos
Dando asas à nossa imaginação!

Créditos do poema: http: saberes-efnb.blogspot.com/2007/10/poema-ser-crianca.html
Foto: retirada do Google imagens



Começo minha participação nesta blogagem coletiva sugerida pela Luma com este singelo poema sobre 'ser criança'.
Cada um de nós já foi criança um dia e sabe como é maravilhoso ter vivido essa fase tão mágica, pura e autêntica de fazer e acontecer, do faz-de-conta, de dizer o que pensa, de imaginar as coisas mais incríveis, da espontaneidade e da capacidade de sonhar e acreditar no sonho. Quem viveu este direito algum dia, teve infância de verdade, por que foi presenteado com o dom da inocência e com a fértil capacidade de imaginar.
A criança que cresce num ambiente saudável com pais, familiares, atenção, amigos, afeto, amor, respeito e muito espaço para o lúdico, cresce em segurança e ao longo de sua vida torna-se um ser humano do bem: mente e corpo sãos.
Entretanto, nunca se ouviu falar tanto de pedofilia como hoje em dia. Infelizmente, nem todas as crianças estão protegidas como gostaríamos, já que muitas delas encontram monstros de verdade pelo caminho, que acabam por destruir seus sonhos de infância completamente. Infelizmente os pedófilos existem por aí em cada esquina... A cada dia, os jornais noticiam histórias de pedófilos molestando crianças (o caso mais recente, da nadadora Joana Maranhão, que revelou aos jornais ter sido molestada por seu treinador quando tinha 9 anos!)

Quem são esses monstros?

E como nós pais, educadores, seres humanos que amamos e respeitamos as crianças podemos perceber quando algo não está indo bem?

Acredito que nós pais temos a obrigação de ficarmos atentos quando se trata de proteger a integridade de nossos filhos. A
internet, por exemplo, é uma estrada com caminhos muitas vezes sinuosos e, com freqüência, escutamos as histórias mais mirabolantes sobre crianças que começam a se comunicar com outras 'supostas crianças' mas infelizmente são perfis falsos que escondem a verdadeira identidade de maníacos obcecados por crianças, que as atraem como presas fáceis e esperam dar o bote a qualquer momento.

Precisamos acompanhar melhor a vida de nossos filhos! Quais são páginas que nossos filhos costumam visitar na internet? Precisamos dialogar sempre com nossos filhos, saber como foi o dia deles na escola, no cursinho de inglês, na aula de judô ou natação. Conversar sempre! Precisamos alertá-los dos perigos que existem n
a internet e que principalmente não devem falar com estranhos e muito menos fornecer informações pessoais a desconhecidos.

Também faz-se necessário alertá-los que não é somente com relação a internet 'sem cara' que devemos ficar em estado de alerta. O pedófilo pode também ser uma pessoa conhecida!

É claro que nós pais também devemos saber conversar com nossos filhos de acordo com a faixa etária deles. Conversar com nosso filha/o de 3 anos, 7 ou 15 irá demandar obviamente discursos completamente diferentes. Para isso, podemos sempre recorrer às organizações que trabalham em prol de uma infância saudável e longe dos pedófilos. Muitas dessas organizações possuem cartilhas que nos ensinam a lidar com o problema e como conversarmos sobre este tema tão conflitante.

Fazendo minhas pesquisas pela internet, encontrei várias dessas organizações e reproduzo aqui dois textos interessantes que encontrei: porém, em primeiro lugar, é importante citar que existe o
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ( lei federal no. 8069/90 de 13/03/1990) que foi criado com o objetivo de dar PROTEÇÃO INTEGRAL À CRIANÇA.
Se este estatuto tem protegido as crianças do Brasil, muitas vezes penso que não como deveria.
O ECA diz em seu art. 18:

  • É dever de todos zelar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.


Será que todos estamos zelando pela dignidade de nossas crianças e adolescentes?


Reproduzo agora dois textos extraídos do Observatório da Infância, cujo objetivo é esclarecer e ajudar os pais a ajudarem seus filhos.









Pedofilia e abuso sexual: proteja seus filhos.
Rio de janeiro, 28 de janeiro de 2008.

O que os pais podem fazer para prevenir o abuso sexual e proteger seus filhos

O Observatório da Infância recebe uma grande quantidade de e-mails através da seção "Conte seu caso". As situações mais freqüentes e mais dolorosas são de abuso sexual. Nas entrevistas que damos continuamente na mídia sobre pedofilia e abuso sexual a pergunta mais freqüente feita pelos jornalistas é como evitar que uma criança seja sexualmente abusada. Hoje, vamos dar destaque aqui às recomendações do Observatório da Infância para prevenir o abuso sexual.

  • Lembre-se sempre que pedofilia é uma perversão sexual, caracterizada pela opção sexual preferencial por crianças e adolescentes, de forma compulsiva e obsessiva. O pedófilo é um doente que pode cometer crimes contra crianças.
  • O pedófilo é uma pessoa aparentemente normal e muitas vezes inserida na sociedade.
  • A pedofilia é uma patologia muito freqüente em todos os níveis sociais e econômicos. Lembre-se portanto: Não é rara a presença de pedófilos no meio da família, nas escolas, nas praças, nos playgrounds, nos educandários, no ambiante esportivo, nas igrejas, em consultórios médicos e em todos os lugares onde ele, o pedófilo, possa encontrar crianças e adolescentes.
  • Lembre-se que na maioria das vezes o abusador sexual de crianças é alguém da própria família ( pai, padrasto, avô, tio, cunhado, irmão mais velho, ou alguém sem vínculo familiar, mas próximo da criança).
  • O abuso sexual de crianças e adolescentes é um ato covarde, de manipulação do poder e da confiança que crianças têm naquele adulto.
  • Lembre-se que a internet tornou-se hoje um paraíso para pedófilos. Encaminhe suas denúncias sobre pedofilia na internet para http://www.censura.com.br/index.php?option=com_contact&Itemid=3.
  • O abuso sexual de crianças e adolescentes é crime. Cobre da polícia e do Poder Judiciário investigação minuciosa, a aplicação da lei e a proteção de seu filho e de outras crianças.
  • O abuso sexual já ocorreu, mas você pode evitar que ele prossiga. Uma criança vítima de abuso sexual pode levar para o resto de sua vida sentimentos de vergonha e culpa que a prejudicarão seriamente. Para evitar as dolorosas conseqüências do abuso sexual, a criança precisa falar sobre o que ocorreu. Ouça o que sua filha ou filho tem a contar e acredite neles.
Fonte: Observatório da Infância

IMPORTANTE!!!!

O que os pais devem fazer para prevenir o abuso sexual e proteger seus filhos:
  • Estar bem informados sobre a realidade do abuso sexual contra crianças.
  • Ouvir seus filhos e acreditar neles por mais absurdo que pareça o que estão contando.
  • Dispor de tempo para seu filho e dar-lhe atenção.
  • Saber com quem seu filho está ficando nos momentos de lazer. Conhecer seus colegas e os pais deles.
  • Procurar informar-se sobre o que sabem e como lidam com a questão da violência e do abuso sexual os responsáveis pela creche, pela escola e pelos programas de férias. Faça o mesmo com o seu pediatra, o conselheiro religioso, a empregada e a babá.
  • Antes de tudo, falar com seu filho e sua filha e lembrar-se que o abuso sexual pode ocorrer ainda nos primeiros anos da infância.
  • Entre 18 meses e 3 anos, ensine a ele ou ela o nome das partes do corpo.
  • Entre 3 e 5 anos, converse com eles sobre as partes íntimas do corpo (aquelas cobertas pela roupa de banho) e também como dizer não. Fale sobre a diferença entre o bom toque e mau toque.
  • Após os 5 anos, a criança deve ser bem orientada sobre sua segurança pessoal e alertada sobre as principais situações de risco.
  • Após os 8 anos deve ser iniciada a discussão sobre os conceitos e as regras de conduta sexual que são aceitas pela família e fatos básicos da reprodução humana.
Adaptado de textos da American Academy of Pediatrics divulgados no site: www.aap.org/family/cabuse.htm

Fontes de pesquisa:

http://www.observatoriodainfancia.com.br
http://www.censura.com.br
http://www.safernet.org.br

Marcadores: , , ,

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Volta às Aulas!



Ontem começaram as aulas de Samuel e amanhã será a vez da Marcela. O recomeço é sempre um pouco complicado, né. Dormir mais cedo, acordar também mais cedo....
Quando era criança, eu sentia saudades da escola quando estava de férias! Sempre pedia a minha mãe para eu mesma encapar os cadernos, colar as etiquetas. Eu tinha tudo prontinho bem antes do primeiro dia de aula.
Hoje sou eu quem arrumo o material de meus filhos com muito prazer. E acho que eles não puxaram à mania da mãe de sentir saudades da escola durante as férias... :-), mas sinto que estão animados com a volta às aulas.
Agora, acordar às 5 da manhã todos os dias é que são elas.... Precisaremos de algumas semanas para nos adaptarmos.
Beijos,



Marcadores: , ,

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

João Hélio e tantos outros Joãos e Marias





Antes de João, depois de Hélio
Publicada em 01/02/2008
Por Tico Santa Cruz


Que o Rio de janeiro é uma cidade em guerra e dominada pelo poder paralelo só os políticos e as autoridades é que insistem em não assumir. Que uma infinidade de covardias e violências acontecem todos os dias na rotina desta metrópole afundada na apatia de seus cidadãos e na omissão de sua sociedade não há argumentos que provem o contrário, basta sujar as mãos de sangue com os noticiários. Personagens e tragédias estão tão em evidência quanto o carnaval ou o BBB. Acontece que nesta quinta-feira, dia 7 de fevereiro, faz um ano que uma criança, o menino João Hélio Fernandes Vieites, então com seis anos, foi arrastada pelos subúrbios numa via-crúcis que deixaria mestres do terror cinematográfico americano com as bochechas vermelhas de vergonha e os olhos cheios de lágrimas.
Pois infelizmente João Hélio não foi a única vítima das atrocidades a qual estamos submetidos. Outros anônimos sofreram, sofrem e sofrerão as conseqüências do descaso de décadas com a educação, a dignidade e a segurança pública da população. Sem dúvida nenhuma a história do Rio de Janeiro se divide em antes e depois do filho de Élson e Rosa.
A indignação e a revolta com o episódio levaram mais de 1.500 pessoas à missa de sétimo dia na Igreja da Candelária. Faces transtornadas, bocas rufando ira e clamando por justiça, idosos e jovens misturados compartilhando uma dor que jamais poderão imaginar.
Estive o tempo todo do lado de fora observando a movimentação da imprensa e dos curiosos. Ouvia de longe os discursos fervorosos e as palavras de conforto que o padre insistia em pregar perante milhares de pares de ouvidos. Na saída, com um megafone, gritamos para que os presentes tomassem as ruas para protestar contra o absurdo que deixamos acontecer. Por mais ou menos uma hora ganhamos a Avenida Rio Branco aos gritos de "justiça". O hino nacional foi cantado e parecia que finalmente o povo estava despertando para o único caminho que leva as conquistas legítimas em qualquer democracia séria, o caminho da união e da pressão popular por seus direitos nas ruas. Foi emocionante enquanto durou.
Ao longo desse um ano, grupos como o "Voluntários da Pátria", "Gabriela eu sou da Paz", "Rio de Paz", dentre outros, organizaram passeatas, atos e esboçaram reação com algumas reuniões do que seria o "Rio unido contra a violência". À medida que o tempo foi passando, fomos todos perdendo as adesões efusivas da sociedade e meses depois éramos somente uns apoiando os movimentos dos outros. Não deixamos a chama se apagar. Diversos manifestos foram praticados e continuam sendo organizados. Pode-se dizer que a morte de João Hélio fez com que o coma coletivo arfasse sinais de vida.
O Brasil inteiro voltou a discutir a redução da maioridade penal. Debates foram promovidos, comissões foram criadas e opiniões divididas, tendo como ponto positivo o fato de que, para acalmar a opinião pública, nossos parlamentares colocaram de volta em pauta a votação de alguns itens relativos à segurança que foram deixados de lado.
Em meio ao mar de incompetência administrativa, o carioca percebeu que o perigo não estava mais só nas comunidades carentes, distante dos condomínios seguros e das ruas bem iluminadas da Zona Sul. E quando a classe média passou a ser alvo constante da violência que outrora fincava seus pés apenas para lá do túnel Rebouças, o assunto ganhou a atenção merecida.
Os movimentos conseguiram chamar atenção para o alto índice de homicídios, também para a relação direta e promíscua da classe política com o crime organizado, corrupção entre outros ingredientes que somam forças nesse cenário caótico. Ainda estamos tentando mostrar que uma sociedade que não tem suas crianças numa escola aprendendo os valores que são cobrados por nós, dificilmente terá adultos com discernimento para desenvolver outra postura que não a de revolta com a falta de condições básicas de existência e de oportunidade. Ouvi da boca de um presidiário: "Se eles não dão valor a nossa vida, por que deveríamos dar valor à vida deles?".
O paradigma permanece e o maniqueísmo prevalece hostil quando grupos com idéias divergentes optam por virar as costas para um diálogo que pode até não solucionar de uma vez por todas o problema, mas com certeza buscar a redução do número de vítimas. Na minha matemática, se em 360 dias conseguirmos diminuir em 100 a quantidade de óbitos, já estamos dando um passo à frente, ou não?
Um ano depois de João Hélio, as ruas por onde o menino foi arrastado continuam sem policiamento, a sensação de insegurança aumenta, milhares são as vítimas de balas perdidas, assaltos e outras modalidades de violência que se multiplicam. No entanto, o pano de fundo ainda é o mesmo de sempre: escolas caindo aos pedaços, professores mal remunerados, policiais suscetíveis a suborno ou a "bicos" para complementar o péssimo salário que recebem para expor suas vidas, problemas com hospitais e médicos, confronto entre facções, milícias e autoridades. E a classe artística, com raras exceções, quieta, calada, omissa.
O que merece um povo que consegue reunir 1 milhão de pessoas para ver aviões dando rasante na Baía de Guanabara ou que passa noites na frente do Maracanã para trocar latas de leite por ingressos de jogo de futebol, mas que não é capaz de se unir para lutar por seus direitos constitucionais? Tomara que não seja preciso que cada família nesse estado tenha uma história triste ou uma tragédia em seu destino para que possamos nos mobilizar com a mesma disposição que temos para os blocos de carnaval e afins.
Quando viramos as costas para a situação política do nosso país, nos calamos diante da impunidade, das injustiças e das covardias, não só estamos compactuando e dizendo um grande "sim" para que tudo permaneça igual como também estamos semeando uma próxima geração de cidadãos dispostos a qualquer atitude para que prevaleçam seus interesses individuais. João Hélio esfregou em nossas faces o tamanho de nossa incompetência e indiferença com responsabilidades de cidadania. Que sua morte, assim como a de outros tantos, não seja apenas mais uma triste estatística.

Fonte: http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2008/02/01/antes_de_joao_depois_de_helio-383203843.asp

Marcadores: , , , , ,