Antonio Carlos Jobim
Foi no dia 8 de dezembro de 1994. Há 15 anos, o mundo perdia a genialidade de Tom Jobim. Lembro que chorei muito quando soube da morte dele. Era como se fosse um amigo próximo, alguém da família, sabe. Naquela época, morava na Holanda e naquele dia eu liguei para meus pais e minha mãe disse: "Sonia, você sabe quem morreu?" Meu coração quase pulou para fora do peito, pois quando se mora longe, este é um grande temor: perder quem se ama, morando longe de casa. E foi assim que soube da morte de Tom Jobim. Quando soube do ocorrido, e que tudo havia acontecido longe de casa, em Nova York, longe do Rio de Janeiro e do Brasil que ele tanto amava, fiquei mais triste ainda. Não sabia que ele estava doente, então fui totalmente pega de surpresa.Já disse a vocês o quanto a música preenche minha vida - Quase sempre uma palavra me remete a uma música - e a música do Tom sempre me fez bem à alma e ao coração - não somente as letras, mas as melodias criadas por Tom Jobim sempre me deixaram em verdadeiro estado de graça - Tenho quase todos os cds, dvds de shows, alguns livros - sou fã mesmo e com prazer. Não tenho todos os cds, mas quase todos.
Sinto-me feliz por ter tido a chance de tê-lo visto algumas vezes em shows. Uma das vezes, eu sentei em frente ao piano dele no Canecão, no RJ- foi muita sorte! E mágico! Tive o privilégio de assistir a um show dele fora do Brasil, em Montreal, Canadá. Felicidade pura.
Sei que nossos ídolos são eternos, mas lamento o fato de Tom Jobim ter tido vida curta, morreu na faixa dos sessenta e poucos anos. Porém, a obra que ficou sempre me fará transbordar em encantamentos, redescobertas e momentos de nostalgia - um homem tão atual, que sempre lutou pela natureza, cantando a flora e fauna brasileiras, denunciando os animais em extinção, a devastação das florestas, a destruição da população indígena. E soube cantar o Rio de Janeiro como ninguém. E o amor, e o carinho e o brincar com as palavras...
Tom Jobim é para sempre, como todos os grandes poetas.
Foi difícil escolher um vídeo - então selecionei dois - Corcovado, com o Tom ao piano e Dindi, na interpretação maravilhosa da Gal Costa.
Fonte da imagem: google
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Insuperáveis!
bjs cariocas
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