A crise diplomática continua: agora na Irlanda!!!
10/03/2008 - 17h18 - Atualizado em 10/03/2008 - 18h22
Barrada na Irlanda, brasileira passou 11 horas na prisão
Estudante de italiano em Milão, Marcela Mouawad passou a noite na cadeia.
Ela diz que só brasileiros estavam sendo barrados no país.
Em meio aos problemas com a entrada de brasileiros na União Européia pela Espanha, uma jovem brasileira viveu momentos de tensão e se sentiu discriminada em um outro país do continente, a Irlanda.
Estudante de italiano em Milão, Marcela Mouawad, de 18 anos, já tinha recebido a permissão de entrar na União Européia quando chegou à Itália há mais de um mês, o que deveria simplificar o controle migratório nos demais países do grupo. Ela ia passar um final de semana na Irlanda, mas a única noite da viagem de turismo foi passada em uma cadeia. Ela ficou 11 horas numa cela até que foi levada ao aeroporto e mandada de volta à Itália.
Segundo ela, ao chegar no aeroporto, o controle era muito grande com todos os viajantes. “Entrei na fila de passaportes de fora da União Européia e eles estavam fazendo muitas perguntas para gente de todas as nacionalidades, mas barravam apenas os brasileiros”, contou, em entrevista ao G1, direto de Milão, para onde voltou após o susto.
“Quando cheguei, um casal de brasileiros já estava retido no aeroporto. Ainda fomos barrados eu, outra mulher e três homens todos do Brasil. Todos foram mandados de volta para o país de onde tinham vindo, alguns imediatamente, mas eu só pude voltar no outro dia.”
Marcela contou que ficou detida no próprio aeroporto por cinco horas, mas foi levada para uma cadeia para passar a noite.
“Eles demonstraram bastante preconceito com os brasileiros. Eles nos tratavam muito mal, como se todos os brasileiros fossem criminosos. Eu tinha como comprovar que era estudante em Milão, tinha o telefone da escola, comprovação da hospedagem, mas eles não quiseram saber.”
Marcela contou que não sabe se o local para onde foi levada era uma cadeia comum. “Era muito pequena, e só estávamos eu e uma outra brasileira. Era uma prisão separada, com celas, uma cadeia mesmo, fora do aeroporto”, disse. Segundo ela, o local tinha cama, “mas fiquei a noite acordada. Fiquei com medo de ser mantida presa lá.”
Ela contou que ficou preocupada porque não voltou a receber informações depois que chegou à prisão. “Ficamos com medo de ficar lá. Eles haviam avisado que me mandariam de volta para a Itália, mas não deram certeza, só confirmaram pela manhã.”
Segundo a estudante, que terminou o ensino médio e pretende fazer vestibular para jornalismo, depois do ocorrido, os agentes ficaram preocupados com a imagem que ela havia ficado da Irlanda. “A imagem que ficou foi de preconceito total com o Brasil, sem que tivéssemos nada para ser repreendido. Eu não volto mais lá.”
Marcela ainda fica alguns meses estudando em Milão. Ela já tinha viajado para a França, onde entrou sem problemas, já que não teve controle migratório. Ela agora pensa se vai ou não voltar a viajar pelo continente. “Tinha uma passagem para ir para Frankfurt, na Alemanha, mas não sei se vou. Não quero correr o risco de ficar presa de novo.”
Marcadores: crise diplomática, Irlanda, mulher brasileira no exterior, preconceito
O caso é ela já vir pra cá com o telefone do consulado brasileiro que fica ali mesmo em Frankfurt do ladinho. Se ela quiser posso passar pra ela.
E é por coisas assim que eu estou tirando o meu passaporte alemao.
Grande beijo
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Vamos sofrer em toda veaz que entrarmos num país!
Abs!
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Aqui entra de tudo, refugiados, fugitivos, máfia, enfim, tudo o que presta e o que não presta.
E o brasileiro também precisa ter um pouco masi de amor próprio, e para de babar ovo, para qualquer gringo.
Um beijo
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A xenofobia está aumentando e pega, neste caso, todos os que os xenófobos não gostam, inclusive nós, os brasileiros. É pura discriminação.
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A coisa está ficando cada vez pior. Todos fecham as portas para nós enquanto que o Brasil recebe todos muito bem.
Venha me visitar de vez em quando.
Bjs.
Elvira
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Até a Suécia está fechando as portas. Falo isso por que o Cônsul em São Paulo me disse mês passado que as exigências aumentaram. Até certidões civil e penal estão solicitando para quem quiser casar com sueco. E na entrevista com minha filha e o futuro genro, ele foi enfático QUANDO VAI OCORRER ESSE CASAMENTO...!
Coitada dessa moça. Outro dia, meu enteado me disse que no Leste europeu tem 3 brasileiras presas em sitações terríveis. Eu perguntei como ele soube, ele disse que soube por que dissse que a madrasta é brasileira.
Essa onda de xenofobia em cima de nós está começando a me dar medo.
Deus nos proteja. Por que a coisa está ficando feia.
bjs e dias felizes
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Sei que meu marido nao é bandido e recebeu visto de permanente em alguns meses, mas aí vem a pergunta que nao quer calar: E SE ELE FOSSE UM MARGINAL, FUGITIVO DA LEI, MAFIOSO COMO TANTOS QUE VEJO PASSEaNDO POR MACEIO, O QUE ACONTECERIA...
Está na hora do Brasil rever esses acordos de imigração.Do contrário, a coisa vai complicar e muito.
Beijso e dias felizes
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Só que agora, a coisa COMPLICOU E MUITO DEPOIS DA IMPRENSA INTERNACIONAL ESTÁ DIVULGANDO OS CASOS NA ESPANHA.
Eu imagino a cabeça dessa menina com apenas 18 anos, presa numa cela. Nem quero criar isso na mente que vejo como se minha filha fosse.
Olha, eu não deixo minha filha viajar sozinha pela Europa de jeito nenhum. Por puro medo. Ela viaja dentro da Escandinávia e Portugal. Fora desse circuito, só se for junto de mim ou da familia.
Bjs
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Abraços e até mais!
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Eu fico cada dia mais triste em ver como somos discriminados fora do nosso País e porque não dizer dentro também.
Sim, há muitos estrangeiros trabalhando aqui e há brasileiros super competentes que poderiam ocupar esses cargos.
Eu fico triste em ver as ruas de São Paulo cheias de lojas de grifes internacionais.
Acho que falei demais, mas é que isso me causa tanta revolta.
Beijos
Alê
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Toda vez que digito o nome do seu blog para vir aqui no seu cantinho, é só essa música que toca na minha cabeça.
http://www.youtube.com/watch?v=dwLJhBzs-jo
Beijos
Alê
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