segunda-feira, 2 de junho de 2008

Deu no jornal: Amazônia, um maracanã a cada 10 segundos é devastado.....

Estado crítico

Feldmann: 'Dados do desmatamento são ainda mais graves'

Publicada em 02/06/2008 às 18h05m

GlobonewsTV; O Globo Online

RIO - O secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade, o ambientalista Fábio Feldmann, afirmou nesta segunda-feira, após a divulgação dos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que o desmatamento na Amazônia é ainda mais grave do que se esperava. De acordo com o Inpe, em abril, foram desmatados 1.123 quilômetros quadrados de floresta.

- O que o Inpe está demonstrando é a retomada férrea do desmatamento na Amazônia num período que normalmente não é usual. Isso torna o desmatamento ainda mais grave. O dado confirma essa tendência. Quando houve a queda, havia uma dúvida a quem se devia atribuir esse dado: se ao governo ou ao preço da commoditie, basicamente soja e carne. O que assistimos claramente é que com o aumento do preço das commodities, o desmatamento está retomando uma taxa muito alta e mais uma vez o Mato Grosso é o campeão - afirmou.

Feldmann explicou que Mato Grosso, Rondônia e Pará são os estados mais atingidos porque são os que têm uma "agricultura implantada".

- Não é nenhuma novidade. Temos o arco do desmatamento e normalmente ele é uma área de expansão de fronteira agrícola. O que nós observamos é que o Amazonas continua com um desmatamento pequeno e que nestes estados não há novidade. No caso de Rondônia, se chegou num ponto crítico. Depois que se desmatou algo de grande magnitude, ele tende a cair, porque não tem mais áreas para se desmatar. O seu estoque

foi utilizado. E Rondônia está numa situação em que chegou num ponto crítico do desmatamento - disse.

Feldmann diz que é preciso evitar a tendência de crescimento do desmatamento. Ele defende que o governo faça uma ação preventiva e puna os infratores.

- Quero insistir nesse ponto, 99% dos desmatamentos são ilegais e os infratores estão impunes. O governo também tem que manter a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) proibindo o acesso ao crédito daqueles que desmatam as suas propriedades além do permitido. Você tem que cercar os desmatadores com todos os instrumentos que possui. O desmatamento na Amazônia está numa taxa inaceitável há mais de 20 anos - finalizou.

fonte do texto e gravura:http://oglobo.globo.com/pais
fonte do gráfico: http://odia.terra.com.br/ciencia


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Commentários:
Pois é, Sonia, a coisas está muito série.

estava vindo aqui para te convidar a discutir sobre o meio ambiente no dia 5 e me deparo com este seu post maravilhoso.

Beijao
Postado por Blogger Georgia : 3 de jun de 2008 08:43:00  
oi Sonia
O post está ótimo. Parabéns
Vou fazer o mesmo sobre o assunto, que é gravíssimo.
Pois é menina, minha filha espalhou bilhetinhos pela casa toda e nem assim, na época eu consegui parar de fumar, mas finalmente o dia chegou.
Bjs no coração
Postado por Anonymous Bete : 3 de jun de 2008 14:55:00  
A consciência ambiental depende das escolhas que o país faz e o que vemos é o Lulla pensando em projeções internacionais a qualquer custo, porque também há muitas pressões para que a Amazônia se desenvolva economicamente. O novo ministro pensa em transformar as áreas devastadas em áreas produtivas. Infelizmente, sem investimentos estrangeiros será difícil. A Rede de Hotéis Marriot tem projeto para mais de 25 anos, nada que tire a soberania nacional, apenas um toma lá dá cá. No passado, o sul do país foi praticamente entregue a estrangeiros, se desenvolveu e continuou sendo território brasileiro. Acho que o precisamos mudar nossa mentalidade. Beijus
Postado por Blogger Luma : 3 de jun de 2008 21:08:00  
Gente, que absurdo, se continuar assim em pouquíssimo tempo nossa floresta desaparecerá !!

Abraço, Sônia !!
Postado por Blogger NANDO DAMÁZIO : 4 de jun de 2008 04:30:00  

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